quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A serpente sibilou...


… e a Raven mordeu a maçã e foi expulsa do Paraíso…


Não, não fui!
Mais ou menos…
Explico: desisti dos 2 últimos exames.
Já estava tão exausta de não dormir que na terça-feira de manhã tive um colapso e precisei ir ao hospital. Diagnóstico: cansaço e má alimentação.
Pois… Olha que novidade…!

Eu disse que cancelava a matrícula, não foi?
E, de facto, queria muito fazê-lo mas… eu já demasiadas coisas em aberto na minha vida, não quero deixar mais uma etapa incompleta. Vou-me manter por aqui, estudando um pouco, trabalhando bastante…
Surpreendentemente, a ideia de ficar mais um ano na Universidade agradou-me. Só um semestre para fazer?!? Isso significa que posso trabalhar muito, juntar dinheiro, terminar a licenciatura e viajar. Como eu quero viajar!

Esperemos que as coisas não se compliquem e tudo corra como estou a idealizar. Seria tão bom…
Aqui fico, nesta paragem da Vida, aguardando o primeiro autocarro que passar e logo vejo onde ele me deixará.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

4!!!!



Eu tenho 4 exames esta semana!
Um por dia!
Um hoje (já está… ufa!), um amanhã, outro quarta e por fim, um na quinta… É óptimo, não é? Vou deixar de dormir, de comer, quiçá de respirar!
O pior de tudo?

- de várias cadeiras que já tive com a Prof. de manhã, NUNCA consegui passar com ela a nenhuma!
- o exame de quinta feira é SÓ de história da arte (da pré-história ao renascimento, com tudo incluído: pintura, escultura, arquitectura).
- só tenho uma noite para me dedicar a cada exame.

E a cereja no topo do bolo…


...eu prometi que se chumbasse em algum destes exames cancelava a matrícula…




PS: regresso ao blog no fim da semana e, já agora, se forem religiosos, rezem por mim!!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Viver é um capricho?



Estou perdida!
Mais do que nunca.
Não quero parecer mimada ou ingrata, sei que não o sou. Eu já tive tudo; dinheiro, status, um futuro “promissor”.
Contudo, não me sentia bem. Tudo o que tinha eram correntes, amarras para me manter boa filha, boa rapariga.
Esforcei-me para vir para a Universidade. Eu queria tanto…! Consegui. Aqui estou.
Nestes 4 anos tudo mudou.
Percebi que o que me trouxe até aqui foram valores errados, sonhos que não nasceram em mim.
Uma licenciatura não vale de nada! Muito menos hoje em dia.
Fartei-me de ser a menina-princesa, acatando as disposições de um Pai que pode muito bem ser a reencarnação do Hitler.
Um dia alguém me disse: “Olha-te no espelho e vê se gostas da pessoa que está do outro lado”.
Eu olhei e não gostei. A mulher que me olhou desde o espelho era fria, uma máquina programada e triste.
Sempre me disseram, desde criança, que eu tinha um olhar muito triste. Pensei nisso… Eu era uma princesa triste! Que história tão clichet!
Percebi então que não há nada mais perigoso do que uma pessoa que não tem nada a perder. E eu não tinha. Dinheiro? Status? Não… Eu não tinha nada REAL a perder.
Cortei as amarras, arranjei um part-time, mantenho-me sozinha na Universidade.
Mas ainda não é o suficiente… Sei que este não é o meu caminho. Sinto-o.
Queria cancelar a matrícula e ir VIVER. Talvez fazer um voluntariado em África…
Hoje o meu melhor amigo disse-me que eu estava a querer largar uma boa vida por causa de um capricho.
Boa vida? Um futuro incerto, sem dinheiro para pagar propinas e podendo estar na rua a morrer à fome amanhã mesmo? Aturar uma mãe comodista que vive do rendimento mínimo sem nem se esforçar por procurar um emprego?
Capricho? Tentar contrariar esta loucura capitalista do século XXI e procurar o meu caminho é um capricho?
Viver é um capricho?
Só podemos e devemos existir?
NÃO!!! Eu não morrerei a existir.
O ser humano precisa de VIDA nas suas veias.
Os mortos devem estar no cemitério, não nas ruas.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quero?



Tenho dificuldade em acreditar no amor.
Contudo, é só isso: dificuldade.
Já o julguei uma fantasia, uma invenção de poetas.
Já o julguei a maior e mais nobre força do Mundo.
Hoje… não sei!
Sou a pessoa mais individualista que conheço.
Não cresci num bom ambiente familiar.
Não tenho muitas uniões de sucesso em meu redor.
Torna-se difícil acreditar que o amor seja algo bonito, duradouro, pacífico, que nos encha o estômago de borboletas.
Quase sempre que penso no futuro, sei que o amor, se existir, não é para mim.
Quase sempre…
O meu coração é demasiado grande para ser entregue a uma só pessoa.
Mas saberia tão bem colocá-lo numa caixa e deixá-lo ter dono…

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Vira o disco e toca o mesmo




“Sabe qual é a reforma da minha mulher? Não chega a 800€ por mês. Tenho de trabalhar para ela. Mas como está sempre ao meu lado, merece a minha ajuda.”







Portugal é uma anedota!
Queixas para quê se votam sempre no mesmo?
Socras, Socras… Toma lá outro mandato!
Cavaquistão, Cavaquistão… Outro mandato para ti também!
Definitivamente, a queixa é o desporto nacional. É como a tourada! Agrade ou não, tem sempre de se manter.

PS: Aníbalzito… 800€??? E é assim tão pouco que tens de trabalhar para ela?!?
Mau… Abre o olho! A Maria anda-te a enganar… Há famílias com agregados de 6 e 7 pessoas a viverem com 400€. Se 800€ não chega para a Maria, algo se passa…

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sugestão de início de ano


(filme baseado numa história verídica)


Para que acreditemos que a verdadeira amizade ainda existe e a que a bondade ainda habita em alguns corações.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Espero que não seja um presságio...



É o primeiro dia do ano e estou incrível e profundamente triste.
Passeie sozinha a manha toda, de guarda-chuva sobre a cabeça, a aragem fresca no rosto.
Sinto-me quase derrotada. Não sei… Hoje é um dia em que nem me apetece ser eu.
Esperemos que amanha melhore, porque não tenho tempo para desistir de mim.