quinta-feira, 31 de março de 2011

Pessoas que tropeçam e têm cheiro são mais difíceis de gostar


Todos nós criamos expectativas e protótipos.
Sobretudo no amor.
Todos temos uma certeza incrível sobre o que gostaríamos de encontrar na outra pessoa. Mas esquecemo-nos que ninguém tem só qualidades. Toda a gente tem o seu feitio e carácter. Toda a gente entra em conflito com alguém por diversos motivos.
Ou seja, eu sempre quis um homem culto, independente, aventureiro, liberal, fascinante e criativo.
Ele apareceu! Chama-se Almeida.
Defeitos: não conseguiria contentar-se só comigo! É um cabrão profissional que mete a pila em todas as mulheres que conhece.
Nisto aparece um tipo inesperado: João.
Charmoso, carinhoso, adora fazer-me sorrir e… é ciumento, conservador, materialista e close mind.

A Humanidade é cómica pela sua torpeza!

PS: Talvez não devamos procurar o que queremos amar e que sabemos que será um caminho frio e sem retorno. Talvez devamos amar o que já temos, o que surgiu no nosso caminho sem que o tenhamos procurado e que pode muito bem ser a chave inesperada para a nossa felicidade.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cuidado com o que desejas!

Comecei a questionar se os homens seriam todos uns fofos carentes ou se isso só acontecia com os jovens?
Talvez um trintão seja mais independente…
Comecei a imaginar-me com um trintão moreno, bem sucedido, que não me tirasse o oxigénio.
Passados uns meses, eis que me aparece um tipo que preenche 60% dos requisitos.
É moreno, tem 29 anos, dono de uma empresa de electricidade, dono de um bar, futuro dono de um ginásio e possuidor de mais uma listinha considerável de projectos.
Vive numa casa de sonho com piscina, jardim e afins.
Cereja no topo do bolo: é uma fofura, mimoso, carinhoso, dá-me o mundo e dedica-se imenso ao trabalho só me telefonando 1 ou 2 vezes por dia.
Isto sim é um homem com garantia de qualidade!
Agora só me falta deixar de ser parva e deixá-lo chegar a mim.

PS: Parece mesmo um grande partido, não é? Pois… Detalhe: eu não preciso de um homem rico e detesto gente materialista! Ele é extremamente obcecado com o seu “império”, com a sua comodidade e, como se não bastasse, é conservador, com uma mente meio fechada, impulsivo e parece um barril de pólvora. Se decidir ir em frente, sei que me estou a colocar voluntariamente num conflito armado. Sei que ele não consegue perceber a minha necessidade de viajar sozinha, sei que ele não compreende a minha calma e paz interior, sei que ele não saberá lidar comigo. Mas ainda assim acho a ideia deste confronto muito atraente.

sexta-feira, 25 de março de 2011

De extremos!


Cresci num ambiente familiar complicado. Os meus pais discutiam todos os dias desde que me lembro. Por isso sou assim, fechada, desconfiada e descrente no amor.
Nunca assisti a cenas de carinho e cumplicidade. Nunca observei um verdadeiro “casal”.
Os mimos deixam-me sem jeito, sinto-me estranha, deslocada e envergonhada perante o amor. É parvo, eu sei… Mas o amor é uma barreira para mim.
Não consigo ser carinhosa; quero sê-lo mas algo me bloqueia.
Por isso me encanto apenas!
Acho um rapaz interessante, deixo-o chegar perto da minha muralha e quando ele demonstra que quer bater à porta do meu coração, eu viro costas e deixo-o sozinho e confuso.
Faço SEMPRE isto. Sinto-me mal pelos corações que já destrocei.
Sou assim tão insensível e má pessoa?
No ambiente em que cresci, aprendi que não devo colocar-me nas mãos de um homem. Devo amar-me a mim, viver de mim e para mim. Por isso não me entrego. Por isso me sinto logo sufocada se receber mais de duas chamadas por dia da mesma pessoa. Por isso me irrito à sexta sms do dia.
A culpa é minha? Eu sou um extremo que só a mim compete reduzir? Sim, eu sei que sim.
Mas os rapazes da minha idade também contribuem, ainda que sem intenção, para a minha fobia de relacionamentos.
Ter 20 anos e hormonas aos saltos, aparecer TODOS os dias à porta da minha casa e telefonar-me desde manhã até de madrugada é para, no mínimo, me provocar um ataque de nervos!
Os homens apaixonados perdem a noção de vida própria ou sou apenas eu que atraio desocupados?

terça-feira, 22 de março de 2011

Somos mesmo meninas!!



IN-CRÍ-VEL!
Eu e a minha colega de quarto conseguimos estar quase 4h encostadas a um canto do nosso espaço com medo de um mosquito enorme, que parecia ter capacidade para sugar uns 3 litros por segundo!
As mulheres são mesmo tontas, pah!

segunda-feira, 21 de março de 2011

O meu coração é bipolar



O João veio passar o dia comigo.
Almoçamos juntos, pagou tudo, abraçou-me inúmeras vezes, beijou-me sempre que podia.
Um cavalheiro.

Acho que sou bipolar.

Quando o vi, logo pela manhã, o meu coração não bateu mais forte, não tive um sorriso espontâneo. Senti-me estranha, uma intrusa.
Passei o dia todo a analisar-me perante ele e cheguei à conclusão que, antes que o magoe, talvez fosse melhor cortar com esta situação, uma vez que claramente eu não estou apaixonada.

Ao fim da tarde ele regressou a casa.
Agora sinto a falta dele.
Apetecia-me beija-lo.

Quem me entende, God?!?

domingo, 20 de março de 2011

Não gosto do Dia do Pai!

Faz-me lembrar que aquele que eu tenho não merece prendas, abandonou um filho à beira da morte, inventou e criou situações complicadas a mim (sua própria e primeira filha), é mau e de carácter repulsivo.

Que tenhas um Dia do Pai cheio de remorsos e tormentos, Daddy.

Sei que todos devem ter gostado mas…


                                                                                        … eu adorei!


Não sou daquelas pessoas que têm um fascínio especial pela lua mas gosto.
Gosto da Natureza, do Mundo e dos seus elementos.
Têm algo de mágico.

sábado, 19 de março de 2011

Há mais gente a preocupar-se comigo do que aquilo que eu pensaria…

Quinta-feira começou-me a doer o ouvido esquerdo. Doía-me sobretudo quando engolia.
Sexta-feira, nada para fazer durante a tarde, decidi ir às urgências ver que se passava com o meu pobre ouvido.
Eram 16h, lá fui eu, toda catita!
Por acaso fiquei sem bateria. Também não me preocupei, uma vez que tinha avisado a minha mãe que ia ao hospital verificar o que se passava com o ouvido.
Hospitais em Portugal já se sabe! Saí de lá quase às 23h.
Diagnóstico: nada de especial, inicio de uma pequena infecção.

Chego a casa, coloco o telemóvel a carregar e… DEUS DO CÉU!!! Será que morreu alguém?!? Tinha o telemóvel cheio de chamadas e sms.

Resultado: A minha mãe fez um filme, achou que tanto tempo sem contactar significava que eu tinha algo grave e estaria, por ventura, internada. Assim sendo, decidiu ligar a quase todos os meus amigos e para o Hospital. Como se não bastasse, o João, rapazito com quem curti numa noite de animação há 1 mês atrás e que, claramente, está apaixonado por mim, mobilizou todos os contactos dele na cidade em que eu estudo para irem ver de mim à residência em que vivo e ao próprio hospital.

Ok, é bom ver tanta demonstração de carinho e preocupação! Mas eu não estou habituada! Estou a estudar fora há 4 anos, sou independente, extremamente individualista e descrente no amor.
De repente, a minha mãe apega-se a mim como se eu fosse o mundo (desde que o meu irmão mais novo morreu, há 1 ano, que ela tenta colar-se a mim… percebo-a, mas não consigo corresponder aos seus desejos). E tenho um tipo com mais 8 anos que eu, completamente in love, a stressar porque não tem notícias minhas durante um dia inteiro. Não estou mesmo habituada…
Diga-se de passagem, que o rapaz estava uma pilha de nervos quando lhe telefonei. Até elevou o tom de voz comigo, credo!

PS: Depois deste circo, decidiu que tem de me ver com os seus próprios olhos. Vem passar o dia de amanhã comigo. Oh Deus, ajuda-me a não fazer porcaria! Este rapaz é fantástico e apaixonado e eu sou uma insensível, destruidora de corações, com pânico de relacionamentos… Que Deus me ilumine!