Aqui na minha zona
alentejana, há mais de uma década que não se viam prostitutas nas estradas.
Agora, é vê-las às dúzias até nas entradas das aldeias.
Aliás, chegamos a um
extremo de degradação e desespero humano, que ontem mesmo vi uma mulher de 40 e
tal anos, sentada no meio de uma praça em pleno centro histórico, em frente à
zona dos táxis, de perna aberta, mini-saia, a olhar para o céu enquanto um
idoso a masturbava.
Os nossos governantes
querem tanto dinheiro e discutir a economia, que não ponderam sequer em algo
tão importante como dignidade. O nosso povo está a perdê-la, a denegrir-se e a
ficar negro. Já ninguém consegue vislumbrar o cinzento.



