Na passada quinta-feira
o João fez 31 anos.
Levei-o a almoçar,
correu tudo bem.
Há noite, deveria ir
jantar com a família. Ele tinha o carro avariado, deveriam vir busca-lo e
jantarem todos. Mas não. O João está até hoje à espera que apareçam. Como não
foram os primeiros a comemorar com ele, amuaram e deixaram-no plantado sem nem
um telefonema.
Bons pais.
Ontem foi o jantar de
aniversário com os seus melhores amigos, malta de Lisboa que eu só conhecia de
nome.
Correu mal. Para mim.
Ora os homens falavam
aos berros, motivados pelo álcool, dos acampamentos da Páscoa em que bebem até
cair para o lado, andam à porrada e soltam gases, muitos gases.
Ora as esposas falam de
casamento, filhos, fraldas e partos.
Senti-me integradíssima
entre a placenta e os peidos.
Oh Raven Maria, e não
queres tu que a malta pense que és uma arrogante com a mania que tens
cultura?!? Onde já se viu quereres falar de livros e exposições em vez de
peidos e vaginas cosidas?!? Sinceramente, moça! Tu “achega-te” mais ao povo.
PS: Duvido que tenha
sido aprovada para namorada do João… desiludi as expectativas, deveria ter
chegado lá e dado um arroto. Menos que isso é uma desilusão.