quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quando é bom, é sempre bom




A SIC está a re-transmitir a novela “Páginas de Vida”. Lembram-se? Viram?
Eu tive um irmão mais novo, que já faleceu, que era portador de Sindrome de Down, logo a temática da novela diz-me muito. Acho que esta produção abriu muitas mentes e muitas vezes coloca-me a chorar.
Não perco um episódio! Gosto de coisas humanas que me sabem tocar.



Ah! É verdade! E estes dois?!? Nunca um casal tão pouco convencional fez tanto sucesso. Estou contente de rever os confrontos destes dois.


Conversas #25#



João: Isto está a ficar muito difícil…
Eu: O quê?
João: Dizer-te que não.
Eu: E porque resistes?
João: Porque conheço-me, perdi a fé, sei que isto não dá! Não te posso pedir para seres quem não és, eu preciso de casamento, filhos… essas coisas que tu não queres!
Eu: Filhos… isso é algo que não te posso garantir. Talvez um dia desperte o meu relógio biológico, talvez não. Agora casamento, porque não? Cederia por amor. Se for muito importante para ti, enfio-me dentro de um monte de folhos e assino o papel e engulo o champanhe. Juro que faço isso por amor. Mas ainda não, já não. Tenho 23 anos. Isso sim seria anular-me. Mas desliga o cérebro um pouco! Não acredito que não sintas a minha falta!
João: Todos os dias.
Eu: Pára de resistir! Vem lutar, ser feliz. Amo-te.
João: Neste momento não consigo.

Nota: Um “neste momento” é esperançoso, certo? Hoje passamos o dia juntos, ele quer comprar um carro e levou-me para opinar. Depois fomos caminhar juntos e lanchamos. Foi estranho. Parecia que ele tinha medo de me tocar. Doeu estar ali como “amiga” mas esta conversa final limpou-me as lágrimas e deu-me um sorriso.

Sem balanço, quase parado



No fim de cada ano, toda a gente faz o designado balanço. Pois eu cá não tenho grande coisa a declarar.
Foi o ano do meu regresso à cidade que tanto detesto, voltei a viver com a Mamã, perdemos a casa, tivemos que recomeçar noutra zona, vendi muitos dos meus bens, comecei a ser perseguida pela família do namorado, perdi o namorado, fui vitima de vudu e gente louca e quando dei por mim, transformei-me eu numa doida varrida, sem pingo de equilíbrio, com um coração demasiado pequeno para tanta raiva e com saudades do que era há 1 ano atrás.
Resta-me ponderar bem sobre este malfadado 2012, retirar sábias ilações e não repetir os erros.
Para 2013, resta-me desejar voltar a mim mesma, voltar a ser leve, pacifica e fazer uma lista de objectivos para este ano. Coisas simples como arranjar emprego para a Mammy e tirar a carta. Fiquemos por estas duas coisas e se se realizarem, já ficarei muito contente.

Dispersão (pequeno trecho)



Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Desceu-me n'alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Mário de Sá Carneiro

Para primeiro dia do ano, estamos mal, muito mal…




Numa sexta-feira à noite termina comigo.
No domingo à noite diz-se confuso.
Na segunda-feira de manhã diz não querer sofrer e perder-me e diz que lutará para ficarmos lado a lado para sempre. O para sempre dura 24h e na quarta-feira decide que pensou melhor, foi racional, e não me ama.
Choro e entro em depressão durante 15 dias e agora, dia 1 de Janeiro de 2013, para começar mesmo em grande este novo calendário, decide dizer-me nos olhos que me mentiu, que me ama, mas que se sente tão desgastado que deixou de acreditar ser possível qualquer tipo de futuro comigo. Não me quer. Palavras duras de se ouvir. Ama-me mas disse-me que não, só para ver se eu parava de tentar entrar em contacto com ele. Tentou magoar-me o mais que podia para que eu o detestasse e virasse costas a este amor. Foi firme, “Não te quero, as coisas mudam, é um até nunca mais”. As palavras ecoam na minha cabeça e arrancam-me lágrimas. Preferia não saber a verdade. Preferia ter sido traída. Afinal, se o tivesse apanhado a fornicar uma vadia qualquer, choraria igualmente mas seria de ódio, ofendê-lo-ia e estaria pronta para procurar um amor sincero noutro local. Mas agora assim? Ter de aceitar que acabou quando há amor de ambas partes? Não faz sentido e dói o dobro.