sábado, 26 de janeiro de 2013

Da estação da vida




Amo o Inverno.
Mas amo-o com verdadeiro sentimento.
Ouço um trovão e já dou por mim a sorrir. Gosto do vento da cara (menos quando me deixa com o cabelo a parecer uma vassoura). Gosto de andar de guarda-chuva, gosto da sensação de caminhar pela tempestade, de ser fustigada e seguir.
O Inverno é a vida, senhores. Caminhar no meio dos obstáculos tentando chegar a um fim minimamente molhados.
Já o verão… esse é pachorrento, faz suar, dormir mais… não gosto. O verão é para preguiçosos.
O Inverno é dos lutadores, dos que caem 8 vezes e 8 vezes se levantam, da vida, da força, dos medos e das vitórias.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Dor




Preferia ter-te apanhado na cama com outra. Iria doer muito mas pensaria automaticamente “Cabrão! Mereço melhor!” e seguiria. Agora assim? Amo-te, amas-me e estamos separados. Que sentido faz? Já passou mais de 1 mês e continuo a ter dificuldade em seguir em frente. Estás a matar-me.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A rapariga do brinco de pérola




Esta foto foi tirada no verão no ano passado e já nem me lembrava da existência dela. Mostra apenas um pedaço de mim; o olho (dizem que é o espelho da alma), uma orelha pequena e perfeita (oh modéstia!), o brinco de pérola (falsa que quem é pobre, é pobre), os outros dois furos, o piercing no sobrolho, o cabelo negro preso para aliviar o calor…

Vou usá-la como identificação aqui no blog. Assim a “Raven” poderá ganhar um pouco mais de rosto para vocês. É mais fácil abrirmo-nos quando escrevemos como alguém anónimo, deixando o resto por conta da vossa imaginação. Mas por vezes acho que vale a pena mostrarmo-nos um pouco, para que haja mais confiança e familiaridade. Até porque, se há coisa que tenho aprendido na blogosfera, é que esta pode ser uma grande família. Tomem lá mais uma amostra aqui da rapariga:



Não é moda. Uso mesmo óculos. Aliás, sem eles não vejo um elefante a um palmo de distancia. Tenho-os como companheiros desde que era uma criança com uns meros 9 anos.

PS: sou ou não sou a Branca de Neve? Pele branquíssima, há dias que pareço acabadinha de ser desenterrada e o cabelo negro. Só me faltam os anões!

São 1.16h




E supostamente teria de me levantar às 5.10h. Mas está-me cá a parecer que vou é de directa e tudo.
Eu e a Pipa, minha amiga mais que maluca, decidimos ir passar o dia a Mérida. E o autocarro mais em conta, parte às 6h. Depois temos de esperar 1h inteirinha em Badajoz por um autocarro que nos deixe em Mérida.
Parte má: dão 11ºgraus e aguaceiros.
Parte boa: quero lá saber se ando lá pelas ruas a pingar, quero é rever uma cidade que já me deu tanto há 3 anos atrás e onde fui tão feliz.
Sim, há 3 anos atrás ofereci-me como voluntária para organizar um colóquio internacional sobre arte romana. Fui a única portuguesa. Era também a mais jovem, tinha 20 anos e, por isso mesmo, fui sempre tão mimada. Chamavam-me “la portuguesinha” e riam-se quando eu torcia o nariz aquelas tapas que eles chamavam de jantar. Passei tanta fome, oh se passei fome! Foram 8 dias de dieta extrema. Mas valeu a pena cada minuto. Conheci imensa gente e fiz um amigo para a vida, o Miguel, valenciano, com o qual continuo a trocar mails, a desabafar e a planear o dia que o irei visitar.
Bom, vou aproveitar que estou com a pica toda, ver um filme e bora lá para Mérida de directa!

PS: E logo Espanha que tem um café tão mau para me ajudar neste dia longo…

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

The end




Depois de tanto tempo a fazer-me companhia, terminou. Acabei de ler esta quadrilogia fantástica.
Sou uma pessoa extremamente racional e que, confesso, sempre tive um certo preconceito em relação a este género de escrita; considerava que fantasia não era literatura. Redimo-me agora ao ver a maestria deste escritor.
Desde a minha adolescência com o Harry Potter que nunca mais tinha tocado em mundos fantásticos e delirei.
Chistopher, meu caro, cá estarei para seguir os teus futuros trabalhos. Descreves uma guerra como ninguém!