domingo, 3 de fevereiro de 2013

São 1.18h…




… e acabei de chegar a casa com uma baita dor de cabeça e os pensamentos a mil!
Fui fazer a minha primeira meditação guiada. Como extra tinha o facto de ser acompanhada pelo som de taças tibetanas.
Adorei as taças! Achei que realmente vibraram no meu interior e me fizeram sentir muito bem.
Já a meditação… como qualquer iniciante, vinham-me centenas de pensamentos à cabeça, não relaxei, não me deixei ir, não visualizei cá árvore da vida nenhuma, nem me vi a correr para uma fonte. Mas segundo os entendidos que lá estavam, é normal e nem vale a pena lamentar ou oferecer resistência. A meditação é mesmo para entrarmos em contacto com o nosso interior e procurar respostas. Se não consigo imaginar-me num jardim pacifico, então não me imagino. Uso o tempo da meditação para tentar que o meu interior me dê respostas aos meus problemas e consequentemente me acalme, me resolva e, um dia, serei capaz de meditar em paz.
O certo é que, desculpem-me os praticantes, eu quero lá saber de atingir a paz e apaziguar o meu cérebro! Eu gostei da experiencia porque me obrigou a olhar, a encarar os meus actuais problemas e a pensar neles de frente sem fugir. Só por isso já valeu ouro!
E cereja no topo do bolo: encontrei nesta sessão uma ex-colega da minha adolescência, alguém com quem costumava falar muito mas que a vida levou por caminhos opostos. Acabamos por ir tomar café e foi muito gratificante encontrar alguém do meu passado a partilhar este novo mundo comigo. Conversamos muito e a troca de ideias foi consoladora. Ajudamo-nos mutuamente.
E agora? Estou pegada ao aquecedor, a cuscar a net e a beber um chá. Estou a relaxar antes de ir para a cama e ficar a pensar em todas as coisas que aprendi hoje sobre mim. Tenho muito que digerir!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cura Reconectiva



Cura Reconectiva é uma forma de cura ‘livre de toque’, sem contacto físico, e tende a oferecer uma experiência de equilíbrio promovendo mudanças positivas na vida. Durante uma sessão, você é ‘apresentado’ a um espectro amplo de luz e informação que permite a ocorrência de profundas curas físicas, mentais e emocionais . Sua interação com estas frequências altamente palpável é naturalmente benéfica, sempre segura e apoiador da cura em todos os níveis. Cura Reconectiva convida você a participar em uma mais ampla frequência evolutiva, resultando em uma forte conexão mais saudável consigo mesmo e com os outros, com a terra, com o universo, e com sua própria experiência como um multi-dimensional ser humano. A realidade de sua existência demonstrou-se claramente, na prática, bem como em laboratórios científicos .
As mudanças iniciadas em uma sessão da Cura Reconectiva ocorre em um nível inconsciente e não requer crença, fé, intenção ou outros tipos de pensamento consciente. Embora os efeitos das mudanças possam vir a ser percebidos com a mente consciente, as mudanças reais ocorrem no nível molecular e não estão no controle do praticante ou do cliente. 


Experimentei esta manhã a primeira sessão.
Sou uma pessoa aberta a novas perspectivas mas sou igualmente muito racional e questiono tudo, logo não sou de me deixar levar pela auto-sugestão do cérebro.
Resumindo: fiquei deitada numa maca, com um cobertor por cima, enquanto o terapeuta andava em meu redor fazendo certos gestos e canalizando a minha energia, tentando equilibrar as vibrações do meu interior.
Já tinha lido pela net que alguns pacientes sentiam calor e espasmos e, realmente, tenho de admitir que comecei por sentir um calor intenso na zona lombar, sem motivo, seguido de uma pressão no peito que me dificultava a respiração. Sentia as minhas pálpebras meio rebeldes, manter os olhos fechados tornou-se uma tarefa titânica.
No fim, o terapeuta deu-me o feddback dele, transmitiu-me o que tinha sentido e a leitura que fazia de mim como ser humano. E confesso que a visão dele foi muito interessante e disse-me coisas curiosas. Foi também sincero e explicou que esta terapia não funciona com todos nem os efeitos são imediatos. Há pessoas que sentem mudanças no dia a seguir, outras passado 1 mês e outras nunca sentem repercussões. Pediu-me para estar atenta a mim, ao meu interior e ver como me sinto e se acho que vale a pena experimentar novamente porque cada pessoa é um mundo.
Não sei muito bem o que deveria sentir mas vou ficar na expectativa. O importante é ter fé na mudança, venha ela de uma terapia ou do nosso positivismo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A protagonista II




Dia 1 de Fevereiro. Todo o dia é bom para se recomeçar, a força está dentro de nós. Mas sendo dia 1, o primeiríssimo de um novo mês, o mês do meu aniversário e, ao mesmo tempo, o mês doloroso em que faria 2 anos de namoro, tem um significado diferente, especial, outro sabor. Recomeçar hoje é importante!
Primeiro dia sem o João (primeiro dia a sério, com a noção de que se acabou o contacto); começar o dia com uma reunião para iniciar um novo emprego (part-time, mas que se há-de fazer? Melhor que nada; começo na segunda-feira); ir tratar da papelada para dia 14 começar a tirar a carta; receber um convite para organizar, em Maio, um congresso internacional em Espanha; ir, dentro de 30min, cortar o cabelo; ir amanhã de manhã experimentar uma sessão de “Cura Reconectiva”; começar a juntar dinheiro para fazer um curso de inglês e outro de francês, agora que abriu uma escola de idiomas aqui na cidade.
Pequenos objectivos que poderão levar-me a algum bom porto.
Dizem que o mau-olhado prende vidas e cada vez acredito mais nisso. Desde que comecei a namorar com o João que a minha vida estagnou. Quantos mais inimigos apareciam a este namoro, mais irritada e infeliz eu andava, a alimentar rancores e a ver a minha vida a enterrar-se. Foi só afastar-me daquela família de loucos e surgiram os incentivos, os convites.
Hoje sinto-me confiante!

A protagonista




Vamos ser “bem resolvidos”?
Vamos correr atrás e fazer o épico?
Como acham que parece a vossa vida vista de fora? Transmitem ser orgulhosos e arrogantes? Pobres coitados? Heróis que carregam o mundo às costas? Causam inveja ou pena?
Depois de ler este texto fiquei a ponderar na situação… sei que sou controversa. Há quem me veja como arrogante e inflexível, há quem me veja como forte e lutadora. E ambos têm razão.
Mas acima de tudo: como nos vemos nós ou como queremos ser vistos?
Uma acção nossa pode influenciar massas, podemos sempre mudar algo e causar algum efeito. Basta acreditar que somos protagonistas da nossa vida, que temos o nosso próprio projecto cinematográfico e que podemos inspirar alguém a cada segundo.
Interiorizem e vão coleccionar as vossas experiencias!

Até qualquer dia…









Ontem tivemos a conversa final.
Número apagado.
Facebook eliminado.
Recomeço…