segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Obrigada



Gonçalo fez-me uma grande surpresa. Lá vou eu, leitora comum, espreitar o blog dele e dou de caras com isto.
E numa noite em que me encontro de pijama em frente à TV com uma mega dor de cabeça e o inicio de uma gripe, o gesto dele aqueceu-me o coração e emocionou-me e lembrou-me como há seres humanos luminosos, que se entregam sem medo, que amam pelo simples facto de ser bom amar e arriscar, que valorizam algo tão bonito como a amizade. Ainda há quem duvide que a blogosfera pode gerar belos frutos? Pois aqui estamos nós, eu e o Gonçalo, duas maçãs luzidias e belas, dois desconhecidos até há uns meses atrás e que, mesmo com muitos quilómetros entre nós, vamos tentando estar presentes por telemóvel e honrar a oportunidade que o Destino nos deu de nos cruzarmos.
Obrigada amigo.

24




Meu Deus… como odeio fazer anos. Já 24?!? Damn it!
E pensar que aos 20 era cheia de certezas… Agora só vejo buracos negros à minha frente. No espaço de 4 anos só tive perdas: o irmão, a casa, a universidade… Ok, sobrevivi, sou forte mas bolas! Faço 24 e tenho o curso congelado, vivo na insegurança se consigo pagar a renda todos os meses, vivo de um part time com colegas burras e ridículas, sinto-me parada no tempo… Sinto que deveria ter algo mais aos 24. Sinto que iniciei a vida tão lançada e, de repente, BUM! Espetei-me contra um muro e perdi a memória. Eu tinha tantas certezas aos 20… quero-as de volta!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Sugestão




De 1992.


Depois de me pedirem para desmarcar a minha saída de sábado à noite para cuidar da minha afilhada e respectivo irmão devido a um velório, fica a certeza ainda mais vincada de que não pretendo ser mãe. Não tenho paciência, não acho piada a crianças e irritam-me com demasiada facilidade.

Habemus gato!



Oh sempre quis ter um gato amarelinho, estilo Garfield! E ela tinha um nas mãos, bem à minha frente, perfeitinho, lindo de doer! Desejei-o tanto!! Mas como já ia com a ideia de que deveria ser o gato a escolher-me como dona, contive-me e olhei os 3. Estavam ali, enrolados numa manta. Não peguei nenhum ao colo, retrai-me, nem percebi bem o porquê. Mas não peguei nenhum, apenas lhes passei a mão na cabeça. Nenhum abriu os olhos, nenhum se moveu nem me ligou importância a não ser o cinzento que abriu um olhito e me miou. Assim sendo e tomando a sua atitude como um sinal, escolhi o cinzento.
Dentro de 2 semanas terei uma mancha cinzenta a arranhar-me os móveis. Estou ansiosa e a contar os dias!