Depois de ter uma professora que desaprova trabalhadores estudantes e que me convidou a despedir-me para ter todo o tempo do mundo para estagiar num sem fim irrisório de sítios, que me disse que o Reiki no IPO era uma invenção e que terapias assistidas eram piada, eis que este semestre ainda sou brindada com disciplinas interessantíssimas com nomes como BIBLIOGRAFIA E PESQUISA em que tenho de perder tempo presencialmente numa biblioteca a arranjar livros, teses e artigos científicos sobre determinado assunto (o qual nem é importante nem necessita estar relacionado com a licenciatura, podendo portanto ser sobre plantação de batatas ou como fazer um bom cozido à portuguesa), só para mostrar que sei pesquisar e desenvolver um trabalho de "investigação" de 4 páginas. Tenho testes de escolha múltipla. O meu orientador de estagio será um aluno mais velho e eu serei obrigada a estagiar no sitio em que ele esteja (sou eu que pago as propinas e deveria fazer a MINHA carreira, certo?...). Tenho uma cadeira ridicula de apenas 7 aulas de duração, cujo exame é uma recensão critica feita em casa.
Estou farta!!
Eu já estive numa licenciatura de 4 anos e foi um enorme desgaste, noitadas, fome, trabalho árduo. Trabalhos de no minimo 20 páginas mais apresentação oral. Aqui? Só um powerpoint que ler dá trabalho.
Antigamente gastava rios de dinheiro em fotocopias. Havia semanas em que gastava mais de 100€. Aqui? Acho que não gastei nem 50€ desde setembro.
Isto é brincar com o tempo que não tenho. Sinto-me a brincar nesta licenciatura. Sinto que estou a sacrificar a minha felicidade e juventude a viver num sitio que odeio para nada. Nem aprendo, nem sou util. Não bastava a cidade ser merdosa, ainda perdi o interesse no curso. Se é que isto se pode chamar de curso...
sexta-feira, 11 de março de 2016
domingo, 6 de março de 2016
Trabalho de casa
Maltinha desse lado, preciso da vossa colaboração. Preciso que me digam, por comentário ou mail, o que é para voces uma Assistente Social. O que acham que faz, para que serve, ect. Não há respostas certas ou erradas nem me digam coisas pesquisadas. Digam-me o que pesam espontaneamente. É mesmo para vermos se há alguma ideia pre-concebida instalada, alguma impressão já enraizada.
Coloquem na vossa resposta o vosso primeiro nome, idade, profissão (e se puderem, a vossa zona, cidade).
Grata!
undertheclothes@hotmail.com
Coloquem na vossa resposta o vosso primeiro nome, idade, profissão (e se puderem, a vossa zona, cidade).
Grata!
undertheclothes@hotmail.com
sábado, 5 de março de 2016
Onde eu deveria estar a esta hora?
No Alentejo. Entre amigos. Num jantar de aniversário.
Aproveitaria para ficar no fim-de-semana. Voltaria para Lisboa Portuguese Horror no domingo beeeeeeeeeeeem à noitinha!
Mas... eu, baldas indisciplinada confessa, ontem decidi verificar os programas das aulas que já começaram há 3 semanas e às quais raramente vou. Pois que parece que dentro de 15 dias tenho um mega trabalho parvo, daqueles ricidulos mas cheio de detalhes, para apresentar. Parece que Março terá já algumas avaliações para que em Abril possa estagiar. Estágio esse que deverá ser em 5 instituições e cuja orientadora me fez a seguinte pergunta "Então? Vai meter férias ou despedir-se para ter tempo?". E eu comentei, "O director de curso disse-me que no caso dos trabalhadores estudantes podemos estagiar só num sitio e o mais apropriado seria as Urgências devido aos horários". Foi ver a cara da anormal da orientadora enquanto me vomitava um "Mania de trabalhadores estudantes... no próximo ano o estágio é o ano todo! Acha bem só conhecer uma realidade? Acha que vai ser boa profissional assim?!?". Só pude responder "Não sou de Lisboa. Se me despedir nem faço o estágio nem faço o curso, minha senhora. Eu trabalho para comer e para pagar as propinas, sabe? E quanto à experiencia e ao só conhecer uma realidade... é o possivel perante a realidade. Com licença!". E retirei-me, não permitindo qualquer hipótese de conversa. Gente parva!
Acho que já fiquei marcada.
Bom, tendo assim que ser obrigatoriamente responsável perante o mês pré-estágio que aí vem, decidi desmarcar a minha ida à cidade do meu coração, a qual não respiro desde o dia 1 de novembro, e fechar-me na aldeia a trabalhar arduamente.
Suponho que não esteja a correr bem porque fui ao supermercado, fiz limpeza e... ups! São 20.11h. Vou jantar a casa de umas amigas que vivem aqui na aldeia de cima e vamos depois experimentar uma casa de chá de aspecto bem simpático. Ao menos que venha com as espertina para fazer noitada e algo produtivo.
Bom sábado à noite para os borguistas sortudos desse lado do ecrã!
Aproveitaria para ficar no fim-de-semana. Voltaria para Lisboa Portuguese Horror no domingo beeeeeeeeeeeem à noitinha!
Mas... eu, baldas indisciplinada confessa, ontem decidi verificar os programas das aulas que já começaram há 3 semanas e às quais raramente vou. Pois que parece que dentro de 15 dias tenho um mega trabalho parvo, daqueles ricidulos mas cheio de detalhes, para apresentar. Parece que Março terá já algumas avaliações para que em Abril possa estagiar. Estágio esse que deverá ser em 5 instituições e cuja orientadora me fez a seguinte pergunta "Então? Vai meter férias ou despedir-se para ter tempo?". E eu comentei, "O director de curso disse-me que no caso dos trabalhadores estudantes podemos estagiar só num sitio e o mais apropriado seria as Urgências devido aos horários". Foi ver a cara da anormal da orientadora enquanto me vomitava um "Mania de trabalhadores estudantes... no próximo ano o estágio é o ano todo! Acha bem só conhecer uma realidade? Acha que vai ser boa profissional assim?!?". Só pude responder "Não sou de Lisboa. Se me despedir nem faço o estágio nem faço o curso, minha senhora. Eu trabalho para comer e para pagar as propinas, sabe? E quanto à experiencia e ao só conhecer uma realidade... é o possivel perante a realidade. Com licença!". E retirei-me, não permitindo qualquer hipótese de conversa. Gente parva!
Acho que já fiquei marcada.
Bom, tendo assim que ser obrigatoriamente responsável perante o mês pré-estágio que aí vem, decidi desmarcar a minha ida à cidade do meu coração, a qual não respiro desde o dia 1 de novembro, e fechar-me na aldeia a trabalhar arduamente.
Suponho que não esteja a correr bem porque fui ao supermercado, fiz limpeza e... ups! São 20.11h. Vou jantar a casa de umas amigas que vivem aqui na aldeia de cima e vamos depois experimentar uma casa de chá de aspecto bem simpático. Ao menos que venha com as espertina para fazer noitada e algo produtivo.
Bom sábado à noite para os borguistas sortudos desse lado do ecrã!
quinta-feira, 3 de março de 2016
Coisas de irmãos
O Eros foi-me dado com 5 semanas.
Cabia na palma da mão.
Na primeira noite, fez-me xixi no cabelo e cocó aos pés da cama. Não queria comer. Lembro-me de estar toda a noite de joelhos com uma tacinha de leite, a convencê-lo a beber.
Foi crescendo, mimado, cheiroso. Só come as marcas que gosta, manda em mim, e o animal de estimação dele sou eu. Já me mandou para o hospital duas vezes, já estive de baixa por causa dele e digamos que já vamos no quinto veterinário (os outros desistiram de o atender e recomendaram o abate).
O Eros não brinca. É sério.
É também dono de uma beleza e perfeição incriveis. É um Russian Blue perfeito. Já me ofereceram várias vezes dinheiro por ele.
Já estamos juntos há 3 anos.
O Ícaro nasceu na rua. Calcula-se que tenha uns 2 anos. Foi agredido, escorraçado, atacado por pessoas e outros animais. Tem o maxilar defeituoso de pontapés, o nariz com um desvio, faz ruido a respirar e tem os pulmões cansados de tantas gripes e penumonias mal curadas nos invernos da rua. Comeu lixo. Lutou para sobreviver. Vê mal. Tem sempre mau hálito e gengivite. Come tudo o que lhe dou. É grato. Limpa-me as lágrimas e é "chatinho" de tanto amor que pede. Nunca sai do meu colo e adora brinquedos. Come sempre a correr, ainda a medo que lhe tirem o alimento.
Tem uma cara meio de tonto, com olhos estrábicos, nariz torto, lingua de fora e maxilar esquisito.
Os manos, surpreendentemente, têm aprendido um com o outro. O Eros, o bad boy mimado, ensina o irmão a romper sacos de snacks, a roubar fiambre, a abrir a ração. O Ícaro ensina o mano a brincar e a ser menos duro. Já se lambem um ao outro. Sabem já ambos os lugares na hora de dormir: eu ao meio, o Eros à minha esquerda debaixo dos cobertores (nem sei como respira) e o Ícaro à minha direita, debaixo dos cobertores mas com a cabeça de fora no meu ombro ou na almofada.
E um mês depois de adoptar o Ícaro, não podia estar mais feliz com esta opção.
Cabia na palma da mão.
Na primeira noite, fez-me xixi no cabelo e cocó aos pés da cama. Não queria comer. Lembro-me de estar toda a noite de joelhos com uma tacinha de leite, a convencê-lo a beber.
Foi crescendo, mimado, cheiroso. Só come as marcas que gosta, manda em mim, e o animal de estimação dele sou eu. Já me mandou para o hospital duas vezes, já estive de baixa por causa dele e digamos que já vamos no quinto veterinário (os outros desistiram de o atender e recomendaram o abate).
O Eros não brinca. É sério.
É também dono de uma beleza e perfeição incriveis. É um Russian Blue perfeito. Já me ofereceram várias vezes dinheiro por ele.
Já estamos juntos há 3 anos.
O Ícaro nasceu na rua. Calcula-se que tenha uns 2 anos. Foi agredido, escorraçado, atacado por pessoas e outros animais. Tem o maxilar defeituoso de pontapés, o nariz com um desvio, faz ruido a respirar e tem os pulmões cansados de tantas gripes e penumonias mal curadas nos invernos da rua. Comeu lixo. Lutou para sobreviver. Vê mal. Tem sempre mau hálito e gengivite. Come tudo o que lhe dou. É grato. Limpa-me as lágrimas e é "chatinho" de tanto amor que pede. Nunca sai do meu colo e adora brinquedos. Come sempre a correr, ainda a medo que lhe tirem o alimento.
Tem uma cara meio de tonto, com olhos estrábicos, nariz torto, lingua de fora e maxilar esquisito.
Os manos, surpreendentemente, têm aprendido um com o outro. O Eros, o bad boy mimado, ensina o irmão a romper sacos de snacks, a roubar fiambre, a abrir a ração. O Ícaro ensina o mano a brincar e a ser menos duro. Já se lambem um ao outro. Sabem já ambos os lugares na hora de dormir: eu ao meio, o Eros à minha esquerda debaixo dos cobertores (nem sei como respira) e o Ícaro à minha direita, debaixo dos cobertores mas com a cabeça de fora no meu ombro ou na almofada.
E um mês depois de adoptar o Ícaro, não podia estar mais feliz com esta opção.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Do semestre
Feito!
Todas as cadeiras feitas. Umas com melhor nota que outras mas... tendo em conta que em algumas nem meti os pés nas aulas dado o meu desalento de viver nesta cidade, não está nada mal!
E não, não passou o meu horror a Lisboa. Ou melhor, eu até preferia ter-lhe horror. Sempre era algo. A verdade é que me é indiferente. Esta cidade não me transmite nada. Só aborrecimento. E ainda só passaram 5 meses e já estou a esgotar cada pedaço de paciencia...
Todas as cadeiras feitas. Umas com melhor nota que outras mas... tendo em conta que em algumas nem meti os pés nas aulas dado o meu desalento de viver nesta cidade, não está nada mal!
E não, não passou o meu horror a Lisboa. Ou melhor, eu até preferia ter-lhe horror. Sempre era algo. A verdade é que me é indiferente. Esta cidade não me transmite nada. Só aborrecimento. E ainda só passaram 5 meses e já estou a esgotar cada pedaço de paciencia...
terça-feira, 1 de março de 2016
Confissão II
Por vezes sinto falta do senhorio maluco. Mas porque nunca tinha sentido tanta quimica com ninguém. Nunca um beijo tinha sido tão mais.
Mas relembro que por esse beijo, o pagamento eram horas de gritos e destrato.
Claro que ele às vezes também era querido e tinha os seus momentos de entrega. Mas eram raros. E sempre invertia os papeis dizendo "Uma pessoa faz mil coisas bem. Faz uma mal e é nessa que pegam para sempre". Ou seja, ele sentia-se injustiçado. Porque me levava a jantar fora, nunca me deixava pagar nada. Então julgava-se um cavalheiro mal interpretado só porque quando estava chateado me gritava e chamava atrasada mental e burra e estupida... "Só" por isso... como eu sou injusta!
Cuidado com as relações. Podem sempre encontrar um manipulador destes que vos faça ainda sentir mal por vos tratarem mal. Não caiam nessa.
Claro que sobretudo mulheres sempre compreensivas como eu têm tendencia a cair por excesso de zelo. Eu às vezes sinto falta daqueles braços grandes, de dormir naquele peito confortavel e apetece-me voltar a falar com ele, perguntar-lhe porque não muda, porque não deixa o odio e o conflito de lado. Mas sei que não posso ser assim. Ele é o que é, é duro, é horrivel.Eu tenho de aceitar e ter amor próprio.
Não tenham vergonha de já terem perdoado uma pessoa que não merecia, por terem confiado e acreditado. Nós damos o que temos cá dentro, lembram-se? Nunca me arrependerei de dar amor até a quem não o conhece. Mas não insistam. Não ao ponto de se perderem de voces mesmos.
Não tenham vergonha de sentir falta de um tipo opressor nem de ter um certo carinho nas lembranças que recordam. Mas não tornem real o pesadelo. Merecem melhor. Sabemos o que somos e o que merecemos e não aceitaremos menos.
Que a carencia não vos traia.
PS: lixado é o doido viver na porta em frente... graças a Deus esta cidade horrível mal me deixa parar em casa e nunca nos cruzamos.
Mas relembro que por esse beijo, o pagamento eram horas de gritos e destrato.
Claro que ele às vezes também era querido e tinha os seus momentos de entrega. Mas eram raros. E sempre invertia os papeis dizendo "Uma pessoa faz mil coisas bem. Faz uma mal e é nessa que pegam para sempre". Ou seja, ele sentia-se injustiçado. Porque me levava a jantar fora, nunca me deixava pagar nada. Então julgava-se um cavalheiro mal interpretado só porque quando estava chateado me gritava e chamava atrasada mental e burra e estupida... "Só" por isso... como eu sou injusta!
Cuidado com as relações. Podem sempre encontrar um manipulador destes que vos faça ainda sentir mal por vos tratarem mal. Não caiam nessa.
Claro que sobretudo mulheres sempre compreensivas como eu têm tendencia a cair por excesso de zelo. Eu às vezes sinto falta daqueles braços grandes, de dormir naquele peito confortavel e apetece-me voltar a falar com ele, perguntar-lhe porque não muda, porque não deixa o odio e o conflito de lado. Mas sei que não posso ser assim. Ele é o que é, é duro, é horrivel.Eu tenho de aceitar e ter amor próprio.
Não tenham vergonha de já terem perdoado uma pessoa que não merecia, por terem confiado e acreditado. Nós damos o que temos cá dentro, lembram-se? Nunca me arrependerei de dar amor até a quem não o conhece. Mas não insistam. Não ao ponto de se perderem de voces mesmos.
Não tenham vergonha de sentir falta de um tipo opressor nem de ter um certo carinho nas lembranças que recordam. Mas não tornem real o pesadelo. Merecem melhor. Sabemos o que somos e o que merecemos e não aceitaremos menos.
Que a carencia não vos traia.
PS: lixado é o doido viver na porta em frente... graças a Deus esta cidade horrível mal me deixa parar em casa e nunca nos cruzamos.
Confissão I
No Diário da Nossa Paixão eles ficaram 7 anos sem se verem, certo?
Pois nós fomos mais rápidos a chegar ao interregno de 7 anos.
O senhorio intenso foi-se. E eu descobri que claramente tenho um tipo de homem. Sinto-me sempre atraida pelo Bad Boy de passado dificil que puxa a minha psicóloga interior. Acabo sempre com um tipo que fala alto e tem temperamento forte na eterna expectativa de o mudar. E é justo mudar alguém? Até que ponto o que me faz gostar da pessoa não é aquilo que ela poderá vir a ser e não o que realmente é?
O senhorio doidão fez-me entender o quanto mudei e madurei. Entendo porque entrou na minha vida.
Depois de situações dificeis, todos nós dizemos ter mudado e aprendido mas a verdade é que só o poderemos saber depois de sermos novamente testados. Como eu fui agora. Percebi que o senhorio sexy por mais que mexa comigo, por mais que tenhamos uma ligação e quimica inegáveis, interiormente não é o meu homem. Se cada beijo dele me fazia estremecer também os gritos me faziam estremecer que surpresa e choque.
Ontem vi umas cenas do reality show A Quinta em que discutiam se existia ou não violência doméstica nas discussões de dois casais lá da casa. E alguém disse assim "Eu só vejo ofensas verbais. Não vi violência". Vocês não sei, mas eu considero falta de respeito e abuso verbal violências graves. E nesta breve relação dei por mim a ter um tipo de 1.90m a fazer-me peito, a gritar, a dar-me ordens e a fazer-me cenas de ciumes do género "Olhas-te para aquele tipo porquê? Deste-lhe confiança visual. Ele agora vai achar que queres algo com ele" (sim... isto aconteceu mesmo...). Ou eu explicar-lhe que cada um dá o que tem por dentro, que vemos sempre o mundo como somos e não como ele é, para que entendesse que se desconfia de tudo é porque vem de um mundo onde já foi muito traido ou traiu, e que reagir a tudo com gritos e ameaças não é normal e ouvir como argumento "Eu grito porque tu não entendes! Eu grito porque tu és burra. Eu grito porque me tiras a paciencia!". Gente deste país, um alerta: NUNCA PERMITAM QUE ALGUÉM VOS DESTRATE E DIGA QUE SÃO VOCES OS CAUSADORES DESSA SITUAÇÃO! Invertam os papeis se for mais fácil. Eu sei que se considerar alguém burro ou irritante, simplesmente evito essa pessoa, não estabeleço grande contacto com ela. Não vou nunca sentir necessidade de lhe gritar e evidenciar as coisas negativas que sinto a seu respeito. O senhorio louco também me disse várias vezes como eu deveria agir e pensar. Porque aquilo que eu sentia era demasiado errado ou chato. Se chorava era uma fraqueza insuportável que o Colégio o ensinou a evitar (numa discussão gritou-me um estatuto qualquer do Colégio Militar). Portanto... também não podia ser eu quando estava com ele. Estar na Universidade com 27 anos? Que ridículo! Dizia-me o orgulhoso rapaz da minha idade que vive de rendas e joga consola todo o dia. Pedia-me até para não ir trabalhar e ficar com ele. A fazer? Na cama. Ou a ver tv. Porque nem para passear ele tem vontade. Diz que está a espera do verão para passar os dias na praia.
Falava-me em viagens e ficava louco quando eu respondia "Tenho de ver as férias, trabalho".
Um dia acordei com uma das minhas enxaquecas que me fazem ficar de cama com vómitos. A reação do moço? "Vai ao wc vomitar, arranja-te e vamos passear. Quero sair. Não vou ficar em casa por tua causa".
A gota de água? Quando tudo acabou mas mesmo assim ele tentou levar-me para a cama com o pretexto que se nos damos mal só a relacionar-nos podemos ficar numa de fuck friends e aproveitar o ponto em que nos damos bem. E quando eu respondi não tentou na mesma beijar-me. E quando eu voltei a dizer não, argumentou "Como não? Estás a minha frente com umas calças justas e um decote é porque queres. Não te faças de santa". E eu respondi "Claro, e as mulheres são violadas porque saem à rua de saia". Ao que o senhorio louco me gritou "Estás-me a chamar violador?!? Não tens educação! Não tens respeito! És uma atrasada mental. Sai já da minha frente e não fales para mim nunca mais!", entre outros gritos.
Volto a reiterar: para mim, isto foi uma pequena experiencia de violencia no namoro. Opressão. Foi o mês mais longo e stressante da minha vida amorosa.
Para ele eu terei sido sempre a miuda infantil porque cm 27 anos está na universidade, a miuda estranha que não quer ter bebes e casar já estando a ficar velha, a rapariga que lhe dizia coisas que ele não compreendia e era fraca porque chorava e era emotiva, a rapariga que o tirava do serio e justificava assim qualquer reação dele.
E dizia o Daniel da Quinta "Sei que é horrivel as coisas que digo à minha namorada. Mas não as tirem de contexto. Eu digo-as a meio de uma discussão!". Claro... curioso que eu quando discuto com alguém dialogo. E se for impossivel retiro-me. Não vomito ofensas contra ninguém. Sou sempre eu mesma, com a minha essencia, seja a bem ou a mal. Não me transformo num mostro e meto a culpa nos outros.
Posto isto. obrigado senhorio do mal por me fazeres ver que mudei mesmo depois do João, o qual tentei mudar durante 3 anos e só serviu para me desgastar. Não volto a cair nessa.
Pois nós fomos mais rápidos a chegar ao interregno de 7 anos.
O senhorio intenso foi-se. E eu descobri que claramente tenho um tipo de homem. Sinto-me sempre atraida pelo Bad Boy de passado dificil que puxa a minha psicóloga interior. Acabo sempre com um tipo que fala alto e tem temperamento forte na eterna expectativa de o mudar. E é justo mudar alguém? Até que ponto o que me faz gostar da pessoa não é aquilo que ela poderá vir a ser e não o que realmente é?
O senhorio doidão fez-me entender o quanto mudei e madurei. Entendo porque entrou na minha vida.
Depois de situações dificeis, todos nós dizemos ter mudado e aprendido mas a verdade é que só o poderemos saber depois de sermos novamente testados. Como eu fui agora. Percebi que o senhorio sexy por mais que mexa comigo, por mais que tenhamos uma ligação e quimica inegáveis, interiormente não é o meu homem. Se cada beijo dele me fazia estremecer também os gritos me faziam estremecer que surpresa e choque.
Ontem vi umas cenas do reality show A Quinta em que discutiam se existia ou não violência doméstica nas discussões de dois casais lá da casa. E alguém disse assim "Eu só vejo ofensas verbais. Não vi violência". Vocês não sei, mas eu considero falta de respeito e abuso verbal violências graves. E nesta breve relação dei por mim a ter um tipo de 1.90m a fazer-me peito, a gritar, a dar-me ordens e a fazer-me cenas de ciumes do género "Olhas-te para aquele tipo porquê? Deste-lhe confiança visual. Ele agora vai achar que queres algo com ele" (sim... isto aconteceu mesmo...). Ou eu explicar-lhe que cada um dá o que tem por dentro, que vemos sempre o mundo como somos e não como ele é, para que entendesse que se desconfia de tudo é porque vem de um mundo onde já foi muito traido ou traiu, e que reagir a tudo com gritos e ameaças não é normal e ouvir como argumento "Eu grito porque tu não entendes! Eu grito porque tu és burra. Eu grito porque me tiras a paciencia!". Gente deste país, um alerta: NUNCA PERMITAM QUE ALGUÉM VOS DESTRATE E DIGA QUE SÃO VOCES OS CAUSADORES DESSA SITUAÇÃO! Invertam os papeis se for mais fácil. Eu sei que se considerar alguém burro ou irritante, simplesmente evito essa pessoa, não estabeleço grande contacto com ela. Não vou nunca sentir necessidade de lhe gritar e evidenciar as coisas negativas que sinto a seu respeito. O senhorio louco também me disse várias vezes como eu deveria agir e pensar. Porque aquilo que eu sentia era demasiado errado ou chato. Se chorava era uma fraqueza insuportável que o Colégio o ensinou a evitar (numa discussão gritou-me um estatuto qualquer do Colégio Militar). Portanto... também não podia ser eu quando estava com ele. Estar na Universidade com 27 anos? Que ridículo! Dizia-me o orgulhoso rapaz da minha idade que vive de rendas e joga consola todo o dia. Pedia-me até para não ir trabalhar e ficar com ele. A fazer? Na cama. Ou a ver tv. Porque nem para passear ele tem vontade. Diz que está a espera do verão para passar os dias na praia.
Falava-me em viagens e ficava louco quando eu respondia "Tenho de ver as férias, trabalho".
Um dia acordei com uma das minhas enxaquecas que me fazem ficar de cama com vómitos. A reação do moço? "Vai ao wc vomitar, arranja-te e vamos passear. Quero sair. Não vou ficar em casa por tua causa".
A gota de água? Quando tudo acabou mas mesmo assim ele tentou levar-me para a cama com o pretexto que se nos damos mal só a relacionar-nos podemos ficar numa de fuck friends e aproveitar o ponto em que nos damos bem. E quando eu respondi não tentou na mesma beijar-me. E quando eu voltei a dizer não, argumentou "Como não? Estás a minha frente com umas calças justas e um decote é porque queres. Não te faças de santa". E eu respondi "Claro, e as mulheres são violadas porque saem à rua de saia". Ao que o senhorio louco me gritou "Estás-me a chamar violador?!? Não tens educação! Não tens respeito! És uma atrasada mental. Sai já da minha frente e não fales para mim nunca mais!", entre outros gritos.
Volto a reiterar: para mim, isto foi uma pequena experiencia de violencia no namoro. Opressão. Foi o mês mais longo e stressante da minha vida amorosa.
Para ele eu terei sido sempre a miuda infantil porque cm 27 anos está na universidade, a miuda estranha que não quer ter bebes e casar já estando a ficar velha, a rapariga que lhe dizia coisas que ele não compreendia e era fraca porque chorava e era emotiva, a rapariga que o tirava do serio e justificava assim qualquer reação dele.
E dizia o Daniel da Quinta "Sei que é horrivel as coisas que digo à minha namorada. Mas não as tirem de contexto. Eu digo-as a meio de uma discussão!". Claro... curioso que eu quando discuto com alguém dialogo. E se for impossivel retiro-me. Não vomito ofensas contra ninguém. Sou sempre eu mesma, com a minha essencia, seja a bem ou a mal. Não me transformo num mostro e meto a culpa nos outros.
Posto isto. obrigado senhorio do mal por me fazeres ver que mudei mesmo depois do João, o qual tentei mudar durante 3 anos e só serviu para me desgastar. Não volto a cair nessa.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Mais um
E na quinta-feira, dia 25, foi o meu aniversário.
Um aniversário na capital. A trabalhar e a ter aulas. Jantar com os gatos. Dormir cedo.
Enfim...
Amanhã pelo menos vou fazer um jantar com alguns amigos e colegas e tentar comemorar o ano que aí vem, ainda que eu continue contrariada de aqui viver, me sinta encurralada e nada entusiasmada.
27 por Amor de Deus... SURPREENDE-ME!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
I'M ALIVE !!!
Já estou na casa nova há cerca de 2 semanas. Tenho internet e tv desde ontem. Foram portanto uns serões muito animados a olhar para as paredes. Mas resumindo: a casa tem humidade que é um horror, precisou de uns arranjos mas já está habitavel. Só falta arranjar o jardim e a churrasqueira para o verão.
Tenho estas lindinhas no quintal
Como boa habitante rural, observei que galochas são lei aqui na aldeia. Aproveitei que a Primark as estava a vender a 1€ (sim, escrevi bem... 1€ !)
Paisagem em redor
Detalhes
A dispensa dos miudos
Os primeiros cozinhados na nova casa
Os serões sem tv
O mais importante: o filho novo, Ícaro
Tentei mantê-los separados e fazer uma integração gradual mas foi impossivel. Um porque sabe abrir portas, o outro porque escala paredes, não consegui mantê-los afastados. Por sorte e, pela primeira vez, o Eros aceitou outro animal
6.20h - "Vai, vai trabalhar. Nós mantemos o sofá quente à tua espera!"
A pressão de manhã, aguardando comida
As noites
Porque apesar de tudo não há amor como o primeiro (o puto fez 3 anos dia 12)
Já dividem colo
Brinquedooooos
Passeio em segurança
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Diário de Bordo
Estou viva!
Já adotei o novo gato e já me mudei para o campo. Mas, detalhes da vida rural, a MEO tem uma avaria na zona e só terei internet em 2 ou 3 semanas.
Até breve, camaradas!
PS: está a ser muito entusiasmante passar os serões a olhar para as paredes e a ouvir os cavalos do vizinho...
Já adotei o novo gato e já me mudei para o campo. Mas, detalhes da vida rural, a MEO tem uma avaria na zona e só terei internet em 2 ou 3 semanas.
Até breve, camaradas!
PS: está a ser muito entusiasmante passar os serões a olhar para as paredes e a ouvir os cavalos do vizinho...
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