sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Oh Meu Deus!

Comprei uma blusa daquelas todas sexys, justas, que fecham como os Babygrows no meio das pernas. Meio transparente, linda. E de repente, olho-me ao espelho e… toca de chamar o BFF que estava cá em casa a tomar café para que outros olhos que não os meus constatassem a dura realidade. Da boca dele saiu o horror “Credo Raven, estás gorda! O que é essa barriga? E os pneus de lado? Ai tu nunca estiveste assim!”.
E minha gente, é verdade. Infelizmente, é verdade. Ainda nem me pesei mas a zona abdominal está mais que redonda e larga.
Nunca pensei dizer isto mas… ou vou ser mais uma fã da Ágata Roquete ou tenho de arranjar incentivos sei lá onde para começar a correr. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Viver numa cidade universitária é… (parte III)

… sentir nostalgia.
Ter saudades de um bom arraial académico, de ouvir tunas com a capa sobre os ombros e lembrar que a vida já avançou, saber que agora estou nesta cidade como adulta, como alguém que quer lutar pela vida, que tem contas para pagar e poucos ou nenhuns amigos nesta nova fase, aqui.
Gostava tanto de estar ali, na Universidade, a dançar, a sorrir, a cantar. A rir! Mas nesta fase é o isolamento que me acompanha.
Fico aqui, a ouvir de longe e a imaginar…

Viver numa cidade universitária é… (parte II)

… querer fazer uma maratona de Harry Potter e naquele momento mesmo dark, de suspense, cenário escuro… começar a ouvir “Mas quem será? Mas quem será o pai da criança?”.

Viver numa cidade universitária é…

… querer dormir porque são 3.06h da madrugada e ouvir o Dj que está a tocar no arraial académico como se estivesse a passar musica aqui à porta.
É que se ouve mesmo bem, pah! Já houve pimba, jajão e tunas.
Afinal, ter uma casa no centro, bem localizada, a 2 ruas da Universidade não é assim tão bom… 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Do desrespeito

Estão a ler esta frase?


Basicamente é isso.
Em algum momento aquele/a ex que agora vos irrita e vos faz sofrer e vos faz pensar “Como é que eu namorei com aquilo?” foi o vosso porto seguro, o motivo dos vossos sorrisos, a inspiração em cada ideia romanticó-pirosa, o criador/a dos vossos orgasmos. Então, (a não ser que ele / ela vos tenha traído ou agredido), porque tanto ódio e desrespeito no fim? Porque achamos que só nós sofremos?
Uma amiga terminou agora uma relação de 4 anos e sinto-me bastante chocada com a atitude dela. Optou por viver em versão Hollywood (não se divertir mas comparecer em todos os eventos só para ter reportagem que comprove a sua presença), colocar fotos provocantes no Facebook acompanhadas de frases duvidosas que dão a entender que ela é a mais linda e maravilhosa e feliz criatura de sempre, escreve frases de duplo sentido com iniciais e nomes masculinos no fim. E tudo isto para? Basicamente para que o pobre do ex veja nas redes sociais o quanto ela já superou, o quanto ela está bem e feliz e o quanto, possivelmente, ela já arranjou mais 5 pra ocupar o lugar dele.
Os outros não sei, mas eu acho bastante obvio este circo todo, parece-me bem visível que isto é uma chamada de atenção de alguém que se sente vazia e carente. Porque quem é mesmo feliz não tem tempo para provocar e mostrar e, no caso dela, construir uma maquete 3D de toda a sua enooooooorme “felicidade”.
O que mais me impressiona é a vergonha de ser deixada. Noto isso em bastantes pessoas. Quando uma relação termina, afirmamos sempre que fomos nós que terminamos. Porquê isso? Não basta a dor, ainda temos que ser orgulhosos? Esta minha amiga, sabendo eu que o rapaz terminou tudo, afirma a pés juntos que se “enjoo” da relação e acabou com tudo. Enjoo? E o amor que é amor lá enjoa?!? E pressionada por todos nós, que lançamos teorias para o ar, ela lá soltou o ego ferido e fez o pior: mentir para ficar bem na foto. Disse que “o amor acaba quando nos levantam a mão”. Primeiro: ridículo! O ex dela é uma mosca morta que ela sempre comandou, estou até admirada de ter sido capaz de terminar a relação. Segundo: há tanta vitima de agressão e violência domestica a declarar amor pelos agressores e ela, após 4 anos e muita obsessão, descobriu à primeira briga mais problemática que já não ama?
Assistir a este episodio de perto faz-me pensar muito. O ser humano está completamente entregue ao amor rápido e descartável, ao poder do ego e mentimos com medo das opiniões alheias. Não chega o nosso sofrimento? Não chega termos o coração desgarrado, sabermos que falhamos num projecto a dois em que nos doamos por inteiro até mal conseguirmos respirar? Não basta ter que lidar com as lágrimas, o sentimento de vazio e o medo a recomeçar? Ainda temos que mentir e aumentar a historia até sufocarmos na nossa vaidade?
E o respeito pelo outro? O outro que também sentirá exactamente o mesmo que nós, que terá as mesmas noites em branco connosco em mente, que sorriu para nós, que viu em nós Amor e futuro.
Por isso eu estou de consciência tranquila. Agradeço de coração a cada pessoa que passou na minha vida. Namoros tive 2, muito diferentes, com pessoas antagónicas mas às quais desejo as maiores felicidades e respeito por tudo o que me proporcionaram e fizeram sentir. Nunca provoquei ninguém, nunca tentei espezinhar um ex, nunca quis aparentar o que não sentia. Após uma relação devemos fazer o luto da mesma e deixar que a vida nos leve e nos mostre outras paragens e não ficarmos agarrados a sentimentos menos humildes.
Espero que a minha amiga cresça e amadureça e espero eu conseguir sempre ser grata ao passado e aceitar e compreender a dor do outro como minha. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coisas de gaja


E se a Rapunzel o diz, ela lá deve saber com aquela peruca toda!
Por isso comprei isto:


Marca branca que as outras são caras p’ra caramba! Ainda só usei 2 vezes mas já noto diferença. O cabelo fica bem mais sedoso e bonito.
Óleo de Argão ao poder!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A cereja no topo do bolo


Ou mais propriamente, a beringela no seguimento do anterior post.
Beringela recheada de atum e espinafres com queijo ralado por cima. Estava uma delicia! Descobri que cozinhar até nem é assim tão aborrecido e que não sou tão naba como julgava.
Só faço grelhados e opto por almoçar sempre carne e jantar sempre peixe. Excepto nas folgas, que corto numa e noutra coisa e opto por pratos destes, beringelas, cogumelos recheados, massas, pizza. Quando o orçamento permite, vou até a um restaurante vegetariano aqui perto comer aquela maravilhosa soja de coentrada.
Assim tento manter uma dieta saudável e variada.
Ah e não esquecer da fruta! Todos os dias como fruta. Sou é esquesitinha, como sempre o mesmo: clementinas ou manga. 

domingo, 26 de outubro de 2014

Sexy, só e amada

Nunca tive tantos homens interessados em mim como agora. Fica a dúvida: será porque vivo sozinha, tenho emprego, pago as minhas contas? Diz-se por aí que os homens gostam de mulheres independentes, bem resolvidas.
Ou será porque ando a trabalhar arduamente no amor próprio e self care? Mulheres seguras atraem mais, é um facto.
Seja lá porque for, começo a não achar piada. Eu quero estar sozinha. Aliás, neste momento da vida, preciso. Preciso, quero e sabe-me bem. Simples. Saí de uma relação demasiado séria, de um compromisso mesmo compromisso de 3 anos. Preciso respirar. Sobretudo, preciso relembrar como é estar só, fazer planos só a contar comigo, sem levar em conta cedências e outras opiniões. É urgente redescobrir-me. Seja a viajar pela Europa, seja por várias noites em casa a ler um livro.
Estou naquela fase em que visto lingerie linda, fina, com rendinhas e me olho no espelho só para me apreciar a mim enquanto mulher. Neste momento, basto-me eu. Quero ser amada e muito por mim. Não há espaço para terceiros.
Lidar com o interesse ou sentimentos dos outros é algo normal mas para mim, nesta fase de vida, está a ser um factor de stress. Eu não quero ter de sorrir e fingir que entendi como brincadeira uma frase bem directa. Não me apetece mudar e redireccionar os assuntos só porque está prestes a surgir um convite. Não me apetece mentir e dizer que não ouvi o telemóvel tocar. Mas também não quero ser mal educada.
Estou cansada de homens. É um ultimatum: ou somem ou que apareça um de me tirar o chão debaixo dos pés! Se bem que será difícil, sobretudo agora que estou a ser realmente feliz, que descobri que não me importo de cozinhar e experimentar coisas, adoro ir ao super-mercado, voltei a ter prazer em ler, amo a companhia do Eros, voltei a fazer voluntariados, vejo filmes e encho-me de pipocas noites a fio, gosto de tomar café sozinha numa esplanada com o sol a tocar-me o rosto, gosto de ir ao teatro e ao museu, adoro ir andar de bicicleta fora da cidade, no meio do campo.
Lamento homens, mas eu gosto de mim e da minha companhia. Ou me superam ou nem vale a pena tentarem.
Agora é apenas: compras, viagens, livros, cafés, cultura e lingerie. Vou trabalhar mais e mais a cada dia o amor próprio, a segurança e a sensualidade. Porque uma mulher que se sente sexy é imparável. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

As gerações

Parece que fizeram uma pesquisa literária no facebook e decidiram averiguar quais são os livros mais lidos ou os que mais marcaram as últimas gerações. As respostas?

1.    Harry Potter, J. K. Rowling – 21,8%
2.    Mataram a Cotovia, Harper Lee – 14,48%
3.    O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien – 13,86%
4.    O Hobbit, J. R. R. Tolkien – 7.48%
5.    Orgulho e Preconceito, Jane Austen – 7,28%
6.    A Bíblia – 7,21%
7.    À Boleia pela Galáxia, Douglas Adams – 5,97%
8.    Os Jogos da Fome, Suzanne Collins – 5,82 %
9.    À Espera no Centeio, J. D. Salinger – 5,70%
10.  As Crónicas de Nárnia, C. S. Lewis – 5,63%
11.  O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald – 5,61%
12.  1984, George Orwell – 5,37%
13.  Mulherzinhas, Louisa May Alcott – 5,26%
14.  Jane Eyre, Charlotte Brontë – 5,23%
15.  A Dança da Morte, Stephen King – 5,11%
16.  E Tudo o Vento Levou, Margaret Mitchell – 4,95%
17.  Um Atalho no Tempo, Madeleine L’Engle – 4,38%
18.  A História de uma Serva, Margaret Atwood – 4,27%
19.  O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, C. S. Lewis – 4,05%
20.  O Alquimista, Paulo Coelho – 4,10%

Esperava que o Harry Potter tivesse uma percentagem maior. Mas eu sou suspeita, afinal pertenci à “Geração Potter”. Esta colecção atingiu o seu boom mesmo a meio da minha adolescência. Tenho todos os livros.
A Biblia? Resposta previsível…
Descobri que devo ser um bocado inculta… nunca ouvi falar no livro que está em segundo lugar. Nem no nome do escritor. Também desconheço os números 7 e 17.
As Mulherzinhas, que saudades! Via os desenhos animados em pequena e ainda esta semana estive com o livro nas mãos. Espero compra-lo em breve.
Tolkien não faz o meu género, Jogos da Fome são o sucesso desta nova geração, já não são da minha predilecção.
Confesso que acho As Crónicas de Nárnia fofinhas, O Grande Gatsby espera há anos na minha prateleira, bem como a Jane Eyre (bibliófila me confesso, compro a um ritmo superior ao das minhas leituras). O Alquimista e um outro de Stephen King também aguardam há algum tempo. Dos restantes, apesar de conhecidos, ainda nada li ou comprei deles.
A minha lista? Digo-vos qual é (mas só um top 10, vá…):

1-    Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
2-    Mecânica do Coração, Mathias Malzieu
3-    Coleção Herança, Christopher Paolini
4-    Harry Potter, J. K. Rowling
5-    A sombra do que fomos, Luis Sepulveda
6-    Poemas, Mario Sá Carneiro
7-    Budapeste, Chico Buarque
8-    A Sonata a Kreutzer, Tolstoi
9-    O Perfume, Patrick Suskind
10- Papalagui

São apenas livros que me fizeram sentido e marcaram o momento da sua leitura. Não tiveram em mim nenhum impacto profundo. Ainda não cheguei àquela fase em que possa dizer “este livro mudou a minha vida”.
E vocês? Qual o vosso top 10?

Até parece que fui à padaria


Gosto tanto de ir àqueles sítios mais tradicionais, que nos vendem tudo em saquinhos castanhos finos. Fazem-me lembrar de pão. Recordam-me a minha infância, quando tudo era comprado em mercearias de bairro, quando se trazia o pão nestes saquinhos para em casa se meter numa bolsa toda colorida ou em caixas de madeira com portas de correr.
Hoje fui a uma livraria que serve assim os clientes. E no meu saquinho de padaria trouxe estas preciosidades: