sábado, 8 de novembro de 2014

Conselho!

Pessoal, alguém aí desse lado entende de ansiedade? Alguns sei que sim e aguardo grata as vossas palavras.
Eu sempre fui “gozada” pela minha eterna calma. Os meus colegas de trabalho até me diziam que o dia que o Mundo terminasse, nem me daria conta ou ficaria simplesmente a ver. Quando haviam situações de conflito, era a mim que o chefe chamava para as gerir, tal era a minha calma e descontracção. Nunca me lembro de elevar o tom de voz numa discussão e inclusive irrito quem discute comigo porque pensam sempre que o meu tom inalterado só pode ser gozo. No call center, os supervisores também exaltam sempre a minha extrema simpatia e a forma como termino com a agressividade dos clientes.
No entanto, sinto-me nervosa no geral. Não durmo, sinto-me ansiosa e com o corpo a tremer por vezes, dou por mim a ter receios tontos. Estou numa fase que às vezes tenho medo e receio até da minha sombra, começo a ponderar em cada palavra dita, tenho medo de magoar ou gerar situações… eu nunca fui assim! Sempre fui bruta e directa. Pronto! Agora tenho medos e nervos e já aconteceu ter episódios complicados, de ter dificuldade em respirar e isso condicionar a minha vida. E sem motivo! Acho eu… Eu já acordo assim.
O que devo fazer? Truques? Yoga? Técnicas de respiração? Tudo menos medicação, sff.
Vá, contem-me!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sei que algo não está bem no Mundo quando…

… numa sexta-feira à noite, o meu Pai vai para Lisboa ver o concerto da tal Paula Fernandes com a participação do Anselmo e eu estou em casa a ver tv, a fazer tempo até às 22h para ir ter com uma amiga para beber um chá. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Em breve…


… contarei a minha experiencia no viciante mundo das religiões.
Não, tenham calma, isto não é o Secret Story, não vou dizer quer uma seita me raptou. Eu é que acho o mundo religioso surreal e anedótico e tenho tido a sorte de encontrar carneiros de todas as secções que me quiseram mostrar o seu pastor. E foi bem divertido! Por vezes revoltante. Mas divertido.
Em breve.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sobre não abrir mão de si mesmo


Hoje, na minha novela querida “Lado a Lado”, não pude deixar de me rever numa das cenas. Um dos casais protagonistas viu o seu casamento chegar ao fim. Eles amam-se. Como se amam! Mas ela já não é feliz com ele, as opções dele deixam-na nervosa, angustiada, fazem-na ser outra pessoa, alguém que ela não é nem quer ser. Então, com lágrimas nos olhos e o coração pequenino, ela avança e pede o divorcio frisando o quanto o ama mas também o quanto esta decisão é necessária.
Deve ser mais fácil colocar um ponto final quando se é traído, agredido. Dói a desilusão, a mágoa mas sabemos que o outro certamente não nos merece! E o orgulho e a necessidade de agir tomam conta da situação. Mas quando há amor de ambas partes mas somos orbigados a encarar que não resultou, isso sim mata, destrói, estilhaça. É a plena noção que falhamos, que nos dedicamos, que ainda estamos de corpo e alma naquele projecto a dois mas que não temos mais chão nem paredes. É ver ainda o nosso coração nas mãos do outro mas saber que ele está suspenso, em risco.
Após quase 10 meses do fim da minha relação, onde já se decidia data de casamento, tenho o distanciamento preciso para afirmar que agradeço muito ao meu ex companheiro ter decidido acabar. Ambos sabíamos que era já inevitável mas eu não tinha coragem de tomar a decisão. Ele teve.
Penso nisto agora, ao ver a novela a apos ter recebido umas mensagens do João, umas mais calmas, em tom de desabafo, outras arrogantes, em tom de mágoa e ego, porque é preciso ter muita segurança e amor próprio para colocarmos a razão, o bem estar, acima do Amor. Poucos o conseguem fazer. E é preciso distanciamento, calma e verdade para se assumir que ainda se ama alguém mas que a decisão foi necessária. Não mandamos nos nossos sentimentos mas podemos assumi-los com clareza, com pulso e aprender a viver com eles. Até amores perdidos. É respirá-los, deixa-los acomodarem-se cá em casa, até que um dia decidam partir.
Eu vivo com um sentimento em vias de extinção (esperemos que definhe brevemente). Mas aceito-o, agradeço a sua existência, as memórias que me traz e convido-o a partir, porque a Vida é assim, cíclica. E agradeço mais ainda ter podido viver um Amor assim, mútuo, com alguém que apesar de não ter conseguido, tentou lutar e chegou a mudar toda a sua vida por mim. Só amores assim, intensos, valem a pena. Vale a pena saber que ainda sou amada, ainda que em vias de extinção, por alguém que deu tudo por mim.

E que a espécie se extinga de vez para ambos! Mas que acima de tudo possamos respeitar os sentimentos que ainda temos, deixa-los partir e encontrar novos sabores. Obrigado pelas mensagens João, desculpa se fui distante e fria mas agora é a minha vez de ter a coragem que te está a faltar. O amor é bonito mas quando não funciona só piora. Foi catártico ter sentido um grande nervoso no estomago ao ver umas fotos tuas numa rede social de um amigo. Foi notório os sentimentos que ainda tenho. Mas felizmente, foi ainda mais notório a minha firmeza e dignidade.
Até um dia, sem amor nem constrangimentos. 

Não há nada melhor do que…

… combinar ir passar 2 dias fora do país e descobrir que não posso ir por algo tão banal e obrigatório como “medicina do trabalho”.
Ah belas obrigações laborais…! Que frustrantes.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Esqueci-me!


No dia 29, aqui o espaço blogosférico real fez 4 anos.
Têm sido 4 anos fantásticos, já conheci pessoalmente 4 bloggers, troquei mails com outros tantos. Conheci gente incrível, pessoas que me têm apoiado como verdadeiros amigos de infância. Obrigado pela vossa presença e palavras, por vezes doces, por vezes duras mas necessárias.

Da serenidade

Acho que a minha maior qualidade é realmente saber aproveitar as pequenas coisas da vida, os momentos banais mas deliciosos que dão sentido aos meus dias.
Os últimos dias têm sido muito bons, gratificantes.
Comecei a fazer voluntariado no Canil Municipal. É com cada abraço sincero, com cada lambidela boa! Saio de lá com o coração cheio.
Tenho comprado prendas à afilhada. Tudo da Violleta. Cadernos, sombrinha, canetas, perfume, diário. É ver aquele rosto iluminado de alegria.
Pela primeira vez, a minha mãe, a minha madrinha, a minha tia e a prima mais nova vieram a esta cidade conhecer a minha casa. Cozinhei um belo bacalhau com natas para todas, estava óptimo! Foi uma tarde de mulheres e em família.
Fui a uma conferencia interessantíssima onde conheci um Prémio Nobel da Paz (sem nomes para não me localizarem).
Jantei em casa do BFF, que cozinhou uma quiche soberba para mim.
Recebi cá em casa para jantar e dormir uma amiga de longa data. Foi divertido, ri muito e senti-me acompanhada.
Tenho acordado muitas vezes abraçada ao Eros ou a dormir em conchinha com ele. Cada vez mais sinto alegria e gratidão por ter um bichinho tão lindo, que amo tanto na minha vida.
Hoje saí para caminhar na chuva. Adoro o inverno! Bebi café numa livraria bonita, ao som de musica francesa melodiosa.
Fiz reiki. Há muito que não o fazia.
Terminei o dia a ver um filme, acompanhado de pizza.
Gosto de dias assim, recheados de pequenas coisas, palavras, sorrisos, cafés, livros. Fazem-me sentir calma e feliz.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Segundo a net e os livros e os especialistas…

… tenho o peso ideal!
Diz que para quem mede 1.63m o peso natural deverá ser entre 55 e 57kg.
Pesei-me esta manhã em jejum e tenho 55.6kg.
Hum… mas olhando-me ao espelho duvido deste peso “ideal”. 

Ele há coisas do Demo…

A minha tia descobriu que o marido a trai. Há muito.
Ele saiu para caçar com os amigos, na expectativa que ao regressar ao lar doce lar ela estivesse calma.
O que fez ela nos entretantos?
Eliminou-o do face, para ele aprender.
Não, pessoal, não estou a gozar. Mas adoraria.
Pior é ela contar isto cheia de si. Pior, pior é fazer parte duma família com mulheres assim.
Isto e o post que escrevi há dias só me fazem ter a certeza que a humanidade anda muito louca, sôfrega de momentos sem valor e abundando em desrespeito. 

Parou tudo!


Depois do meu BFF me chamar gorda, que uma amiga de longa data durma cá em casa e me veja a vestir o pijama, esbugalhe os olhos e diga “Filha, que te aconteceu?!? Nunca estiveste assim”, enquanto me tira as medidas às laterais já é demais!
Amanhã, em jejum, vou-me pesar. Vou encarar a realidade. Que pelas caras alheias deve ser dura.
Mas eu nem como tanto assim… ok, no outro dia grelhei 800gr de chocos e comi-os todos. Sozinha. Com batatas cozidas. E é certo, fui jantar a casa do BFF, ele deu-me uma fatia de quiche (porra, uma fatia apenas!) e eu cheguei a casa e meti uma pizza no forno. Também há aqueles dias em que como uma pizza familiar e 30min depois já estou a fazer ovos mexidos. E depois há aqueles momentos no trabalho em que peço para ir ao wc para poder comer um pacotinho de bolachas que trago na mala.
Ok! Tenho um distúrbio alimentar!
Bolas, adoro comer. E tenho fome sempre. Mas o problema é que estou mal habituada. Nunca engordei. Nunca! Agora não sei que raio se passa. Bem dizia a minha avó que a certa idade tudo o que comemos regressa materializado.