sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

E um Feliz Natal ao Sócrates, não?

Trabalho num call center de uma operadora de telecomunicações e nunca pensei que os bêbedos sentissem tanta atração por esta cena.
Hoje recebi a melhor chamada do Centro deste sempre! Preparem as bochechas para rir.

Eu: Boa noite, fala Raven, em que posso ser útil?
Ele: Antes de mais queria-lhe desejar um bom natal a si, á empresa, ao Cavaco Silva, aos órgãos policias e a RFM
Eu: Ah… certo. Obrigado. Tem algum problema com o seu serviço?
Ele: Sim! Não consigo usar o telefone para ligar a a Funerária onde estão todos os meus amigos e a minha mãe que já faleceu.
Eu: Com certeza. Qual o seu nome?
Ele: Olhe, chamo-me Paulo. Mas quer saber como é em código morse? PI PIPIPI PIIIIIII PIPI

Aqui foi o momento que me parti a rir. Continuo a rir até agora. E a chamada ainda durou uns 10min em que o homem dizia ser um Sir Paulo, dono de um reino em França. A voz estava bem alcoolizada, imagino a figura e o cheiro.

Eu que até nem sou destas coisas…

… dou por mim a arrepender-me, a olhar para a minha conta bancária, saudosa e chorona. A sério que me convenceram a rebentar um porradão de dinheiro em algo que nem ligo num sitio em que já estive?!? Eu tenho a política de nunca revisitar locais, dinheiro é para se gastar em novos conhecimentos!
Explicando melhor: nunca comemorei a Passagem de Ano. Parece-me ridículo tanta gente a comemorar a mudança de calendário, algo básico, quando são incapazes de fazer uma mínima mudança em suas vidas e são viciados em medos e zonas de conforto. Sou assim, bruta e objectiva. Mas eis que uma amiga muito próxima que está a combater uma depressão me implorou para ir com ela para a Nazaré. E eu disse “nim”, talvez, não me apetece muito… ok!
E como é cara a merda desta aventura! Eu que só tenho emprego há 4 meses e poderia juntar algum com o subsidio de natal, agora nem sei se não terei de pedir dinheiro emprestado. Bah!
Nazaré… logo Nazaré… onde já estive e por motivos românticos…

A cara de um, focinho do outro

Eros

Cinza, mãe do Eros

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

E já dizia o C. S. Lewis…

“Um dia serás grande o suficiente para voltares aos contos de fada”.
E voltei.


Devo ser a única pessoa da minha geração que nunca soube o fim do Harry Potter. Mas tenho a dizer em minha defesa que o último livro saiu quando eu fiz 18 anos e fui para a Universidade. Aí faltou-me o tempo para a leitura de lazer. Agora sim, regresso ao passado.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A diminuir o consumo de carne em 3… 2… 1…


Agora!
Confesso que a soja sabe muito melhor em restaurantes, enfim…
Mas desde que sou eu a cozinhar, a ir ao talho, faz-me muita confusão ver os animais ali, os coelhos sem pele, sangue em todas as partes, os porquinhos bebes tão cor de rosa, embalados. Estou a chegar ao ponto de já enjoar o sabor da carne.
O Eros é que ficou um pouco assustado, pensou que a soja sobraria para ele também. Logo ele, um amante confesso de frango!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Alentejo congelado

Nem sinto os pés com tanto frio! Arre!
E chegou a hora de descansar de um dia difícil, com decisões complicadas, portas fechadas, sentimentos obtusos, porque também vem aí um novo ano, novas fases, novas viagens e pessoas.
Agora só quero o meu Eros, mantas e cobertores, pipocas e…


E parece que é mesmo assim:


A minha relação terminou em Janeiro. Ainda me sai muito a expressão “saí de uma relação há pouco tempo”, mas a verdade é que já passou quase 1 ano.
Ainda penso nele, claro. Ainda tenho sentimentos, sim. Afinal, foram 3 anos. Mas acima de tudo, estes meses foram de evolução, em que fui largando ressentimentos, mágoas, fui reaprendendo a ser só eu, comecei a gostar cada vez mais de mim e do meu espaço. Se no inicio usava as redes sociais para ver cada foto dele, saber por onde andava, rápido entendi que isso em fazia mal e bloqueio-o em todos os meios. Se no inicio ainda tentava meter conversa de todas as maneiras possíveis, depressa comecei a evitá-lo. Hoje, curiosamente, firme e convicta, sou eu a que recebo sms a meio das madrugadas, declarações entre bebedeiras, vejo actos de arrependimento, vejo infelicidade naqueles olhos, vejo atitudes auto-destrutivas, vejo a minha vida perscrutada.
E sinto pena. Pena e cansaço psicológico. Por isso tomei uma decisão que nunca aconselho, nunca apoio nem considero correcta. Deixei de lhe falar. Não lhe dirijo nem um simples “bom dia”. Acho terrivel estes actos, acho muito mais digno aceitarmos e nutrirmos carinho por quem fez parte da nossa vida mas chega. Ser correcta não me está a tornar boa pessoa mas sim burra. O João vê cada sorriso meu como uma oportunidade de me tentar pisar e direccionar todo o seu ressentimento e ódio para mim. Depois de receber mais uma enchente de sms, desde as mais amorosas às mais porcas, decidi que chega. É uma decisão triste, nada a ver comigo mas cada acção tem uma consequência. Que o desequilíbrio dele seja só dele e que aprenda a trabalha-lo. E na verdade, nem me custa manter esta posição. Passei por ele hoje e assim que o olhei senti um cansaço tão grande, veio-me tudo à memória e depressa mudei de rua.
Detesto finais pouco dignos. Mas por vezes a decisão não é nossa.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Momentos inesquecíveis


Há dias fui até Cáceres, um tranquila cidade espanhola, para conhecer alguém único. O maior exemplo de humildade que tive o prazer de conhecer até á data.
Anna Ferrer é uma mulher de poder interior gigante. Fiquei de olhos esbugalhados, ávida por cada palavra sua.
Anna tinha 16 anos quando foi estudar para a Índia. É inglesa. Lá conheceu Vicente Ferrer, um espanhol, na altura missionário Jesuíta, que estava a braços com uma polémica: fora banido da Companhia Jesuíta por querer ficar na Índia e mudar o rumo de uma aldeia, Anantapur. Anna, estudante de jornalismo, foi entrevista-lo e apaixonou-se. Apaixonou-se pelo homem e pelo idealismo e nunca mais abandonou a Índia. Juntos construíram a Fundação Vicente Ferrer que presta auxilio na tal aldeia, tentam abrir a mente da homens e mulheres para o papel da mulher como ser pensante e digno, incentivam as mulheres a terem o seu próprio negocio sem dar o lucro ao marido, incentivam a escolaridade através de apadrinhamentos internacionais, apoiam pessoas com vários tipos de deficiência, tendo até construído a sua própria fábrica de próteses.
Vicente faleceu em 2009, Anna segue com o projecto e fala do companheiro com um amor e devoção emotivos.
Foi um prazer ouvi-la e conhecê-la pessoalmente no fim, onde me autografou o seu livro, me convidou a ser voluntária na Índia e me incentivou a ser mais e melhor no meu objectivo de entrega ao próximo. 

Sou a do casaco vermelho

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Ser chata compensa


E mais donativos chegaram hoje!
Amanhã de manhã segue tudo para Lisboa!
Já tenho 4 sacos cheios de roupa, um saco grande cheio de comida para animais, brinquedos e papinhas para bebés. Que maravilha!

Que sentimento bom!


Que sentimento digno e bom este de ajudar quem mais precisa. A solidariedade é um vício! Acreditem!
Este é o meu donativo para o Projecto Mãos Unidas Pelo Sorriso das Crianças. Facebook aqui.
Não o faço por ser Natal, acreditem. Eu nem católica sou e o 25 de Dezembro é só mais um dia comum. Tento fazer uma boa acção por mês, como mínimo. E esta é a deste mês. Na imagem podem ver o meu donativo. Amanhã vou receber donativos de terceiros, amigos e colegas de trabalho que andei a chatear ao longo da semana. E vocês? Se vos chatear muito também tornam realidade o sonho de alguma criança receber uma penda de Natal que os pais não podem comprar?
Amanhã vou novamente às compras com o dinheiro que algumas amigas que vivem longe me enviaram. Quero comprar mais alguns brinquedos e produtos para bebés.