sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Eh bixo sonhador!

Minha gente: é unânime!
Não há margem para dúvidas. Após ler vários blogues sobre o tema, consultar amigos e conhecidos, é oficial: a mulher vive mesmo num mundo cor-de-rosa.
Tanta gente neste país que foi ver o filme SNIPER AMERICANO ao cinema e repararam no resultado? Os homens contentinhos por terem estado quase 2h a ouvir tiros e a ver soldados. E as mulheres? Todas terminaram o filme vidradas na ideia de como um casamento é lindo e interessante. Era tudo a babar nas montras das lojas de vestidos de noiva, nem se lembrando sequer das milhares de cenas de guerra.
Eu por acaso também vi o filme. Dizem que era de guerra. Eu cá só vi um casal apaixonado bem fofo. E confere: estou cá com uma vontade de conhecer um soldado espadaúdo e sexy e pedir-lhe um anel de noivado…

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Zimbora no pensamento bonito, minha gente!

Mandem-me boas energias, vá lá.
Lembram-se do cenário negro que descrevi sobre a empresa na qual trabalho? Pois é… o cenário está bem mais escuro. As trevas totais.
Esta semana, que ainda agora vai a meio, conta já com 22 despedimentos. E eu hoje fui chamada ao chefe para me informar que vou mudar de secção. Segundo ele “Raven, sabes que as coisas não estão fáceis, não vou mentir. Despedimos 22 pessoas mas no teu caso optamos por uma reintegração noutra equipa. Começas segunda”.
Ele é uma pessoa correcta. Pelo menos assim me parece. Muito consciente do próximo. Claro que não faz milagres e não pode inventar trabalho onde não o há. Mas para já, tendo havido tantos despedimentos em meros dias e tendo reduzido 90% do pessoal para regime de part-time, agradeço-lhe a atenção de me permitir ser das poucas em horário laboral normal. Sei que me esta a resguardar a mim e a uns quantos outros que mudamos de propósito de cidade por este emprego.
Apesar da minha imensa gratidão, não posso deixar de pensar e me preocupar: mudei para uma secção onde costuma haver maior nível de exigência e mais despedimentos.
Quero acreditar, ainda assim, que a mudança é sempre positiva e que tudo se há-de resolver e encaminhar. No entanto, vocês sabem que eu vos adoro e que tenho em grande consideração e carinho a força que me enviam sempre, as palavras boas, portanto toca a fazer figas! 

Coisas desta nova fase da Vida


Descobri que rio. Muito!
Descobri que brinco p’ra caraças. Descobri que sou gozona e “terrível”. Descobri que de tudo faço piada.
Descobri que consigo ser leve e feliz. Quiçá até bem disposta a cada momento.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A Vida não pára


Já dizia esta magnifica música de Lenine, cantor que tanto gosto.
E hoje deu-me para a nostalgia, para a introspecção e entendi o quanto evolui, o quanto estou bem comigo mesma.
Faz hoje 1 ano que sai de uma relação de 3 anos com data de casamento decidida. Já não faltaria muito, by the way…
Se na altura foi um choque, um desgosto, o coração em cacos, hoje tenho a certeza, sem rancor, que foi o melhor. Estou tão feliz, independente, noutra cidade. Se o ódio e a mágoa que tinha dele me fizeram mudar de cidade, de ares, hoje só lhe agradeço porque consegui o que sempre quis: ser independente, uma casa minha, emprego, dinheiro meu, amigos novos, uma vida social diferente.
Voltei a sorrir, a ser “palhaça”. Há dias fui a um café e, do nada, meti conversa com a mesa do lado, com 4 raparigas. Fui tão eu, voltei aos velhos tempos, disse tanta parvoíce, tive uma conversa inteligente. Ao fim de um bocado pediram-me o numero de telefone e ontem convocaram-me para uma saída, sem opção de escolha. Eu sempre fui isto, com um poder de atração incrível perante a Vida. As pessoas sempre me referiram como o cúmulo da boa disposição. E durante aqueles 3 anos de relação, respeitando o grande amor que vivi e senti, a verdade é que com tantos obstáculos e problemas eu mesma fui definhando e tornando-me mais cinzenta. Logo eu, que era tão verde e vermelho como a nossa bandeira! Deixei de querer viver sozinha, sair da terrinha para viver aquele amor. Não me arrependo e a minha maior vitoria é falar assim, agora, desta forma, sobre tudo. Não me arrependo, ainda bem que vivi aquele amor e ainda bem que terminou. Estou tão feliz e têm-me acontecido tantas coisas boas ultimamente. E sou, acima de tudo, grata por esta minha espiritualidade constante, esta vontade de ser um bom ser humano, melhor, a cada dia. Sou grata por conseguir olhar actualmente para aquele homem com quem quase casei sem medos, sem incómodos, sem coisas más no peito e desejar-lhe felicidade e paz.
Gosto de mim! E todos nós deveríamos amar-nos acima de qualquer outra pessoa.

PS: Estou a escrever-vos enquanto coloco umas perninhas de frango no forno e me preparo para tomar um duche quentinho e me enfiar num pijama polar fofo. Vou ver tv, filmes. Comer pipocas, bolo de bolacha. Beber chocolate quente e chás. É tão bom sermos nós próprios no nosso espaço! E sobretudo é tão digno e maravilhoso termos consciência de nós e conseguirmos ser melhores, só com sentimentos reais e bons. Não façam do passado uma desculpa nem um animal de estimação.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O Mundo é um amendoim

Ainda me lembro de ter escrito isto em 2012, no meu aniversário.
E quis a Vida que eu me tornasse amiga há cerca de um ano da ex namorada deste anormal que me tentou agarrar à força.
Hoje tive de ser uma grande amiga e acompanhá-la no enterro dele.
Não vou ser hipócrita, ele tentou forçar-me, era um porco, cabrão, o mundo não perdeu um génio. Mas acompanhei a minha amiga e surpreendentemente não me lembro nunca de ter chorado tanto num velório. Não pelo morto, claro. Mas pela sua família. Aquela irmã adolescente que gritava que ele estava vivo, que jurava por tudo que o tinha visto mexer as pálpebras. Aquela mão que gritava igual a um animal ferido até desmaiar e tinha de ser frequentemente reanimada.
Nunca na vida senti um ambiente tão negro, tão pesado e sufocante. Eu só chorava e chorava e soluçava cada vez que ouvia os gritos daquela mãe.

PS: O tipo morreu por homicidio por uma dívida de droga. Como disse, sendo fria mas sincera, o Mundo não perdeu ninguém importante. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Olhem que coisa mais linda e cheia de graça









Queria partilhar convosco a carinha laroca que resgatei perto do fim do ano. Que ela me abençoe o 2015 e que seja adoptada por alguém cheio de amor no coração.
Tenho ido visitá-la 2x por semana e passear com ela.

Desabafo

Quando aqui solto as minhas angústias, o vosso apoio faz-me sempre sentir melhor, com mais força, mais serenidade. Portanto, hoje preciso mesmo de boas energias. A minha médica passou-me uma Baixa até sexta-feira. Só irei trabalhar sábado. Não posso sair de casa, sinto-me aborrecida e tenho demasiado tempo para pensar. Logo, ponho-me a pensar no que não devo, no que me causa ansiedade: o trabalho.
As coisas continuam mal. Somos muitos e o trabalho é pouco. Há 2 semanas começarem os despedimentos e a redução de carga horária. Claro que prefiro que me passem a part-time, dando-me a oportunidade de procurar algo mais do que me despeçam. Mas com isto do dedo fiquei mesmo aflita. É apenas um dedo. Durante o fim-de-semana quando tudo aconteceu, doía-me bastante, ainda tentei ir trabalhar, estive lá 3h e já estava a ser arrogante para as pessoas, tal era a minha impaciência com as dores e desconforto. Mas agora já estou bem. O dedo continua inchadíssimo, vou até fazer um raio-x amanhã para garantir que não aconteceu nada de mais mas já suporto a situação, não sinto grande desconforto nem dores que se notem. E assim sendo, colocando-me de fora, não parecerá que simplesmente pedi baixa porque sim? Só por um mísero dedo? Nesta fase da empresa, de selecção, despedimentos, não parecerá que me estou a borrifar? Eu por mim até me sentia bem para ir trabalhar hoje. Mas a baixa já foi emitida.
Estou de Baixa pela primeira vez na Vida e sinto-me idiota. Nunca fui queixosa e agora aqui estou, a olhar para o tecto, já vi todos os filmes possíveis, sinto-me estúpida e acho que me enterrei no trabalho. Acho que dei demasiada importância a este dedo numa fase delicada que pode vir a correr muito mal. E o facto de todos me dizerem isto, só piora o que sinto. 

Sugestões desde o exílio

Com isto de estar de baixa, o que mais faço é ver filmes já que não posso sair de casa. No entanto, houve alguns que realmente se destacaram.


Adorei! Uma forma divertida e inocente de mostrar às crianças o que é a morte e o quão natural ela pode ser. Uns desenhos animados lindos, coloridos e o Diego Luna está genial.


Valeu a pena por me dar a conhecer a vida de alguém tão admirável, com uma filosofia de Vida tão humilde e reikiana. Já o filme em si, poderia ter sido realizado pelo Clint Weastwood, pois é emotivo, dramático e parado, tornando-se aborrecido.


Divertido, este filme conta as origens do Vibrador, que curiosamente foi criado como aparelho de medicina. Leve e interessante.


Simplesmente, o Eddie Redmayne merecia ganhar o Óscar de melhor actor! Adoro-o. Sei que é pouco conhecido mas neste filme fica explicito o seu grande talento. Gostei muito da história porque, confesso, sendo fã de física, de astronomia e do Stephen Hawking, desconhecia por completo a origem do seu estado. Sempre o associei, sem me informar, a algum acidente. O filme é maravilhoso, objectivo, muito bem conseguido. 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Por cá não é noite de copos

Uma gata cá da rua apaixonou-se pelo Eros. Vem todas as noites chamá-lo, têm grandes diálogos e a coisa parecia correr bem. Quer dizer, ele parecia entusiasmado e isso.
Ontem, eu feita parva e sempre iludida que o meu gato não é tão besta como a sua fama almeja ,decidi convidar a gatinha a entrar.
E a minha ideia triste culminou nisto:



O Eros lançou-se à gata, furioso por ver o seu espaço invadido, eu sai em pijama atrás deles, eram quase 2h e consegui agarrá-lo, antes que houvesse homicídio. Mas assim que o agarrei, ele descarregou toda a fúria em mim. Gritava, cravava-me os dentes e eu só via sangue. Tive uma quebra de tensão enquanto o atirava para dentro e casa. Foi o horror. E hoje tive de faltar ao trabalho e meter baixa.

PS: meter baixa quando a empresa está numa onda de despedimentos… e em 6 meses de trabalho já fui 3x às urgências… ai mãe!