terça-feira, 5 de maio de 2015

Pós-Barricamento



E eu tinha realmente motivos para estar preocupada.
O meu Pai lá veio, há 1.20h da manhã para me trocar a fechadura e no dia seguinte fui trabalhar, como sempre.
No meu horário de almoço aproveitei para vir comer a casa e, para meu espanto, ao entrar, o Eros não me veio receber. Chamei-o e nada. Vi todas as divisões e nada. Estava já em pânico, de telemóvel na mão, pronta para ligar à Policia, aos Bombeiros, à minha chefe a avisar que não ia trabalhar, que tinha toda uma busca para empreender quando vejo uma orelha a sair de debaixo da cama. Era ele. Mas estava todo encolhido e olhava para a porta da rua e tremia. Fui ver melhor a porta. Realmente, a pessoa que me roubou a chave de casa tentou entrar. E enfurecido pela mesma já não servir começou aos pontapés na porta. Vi marcas de sapatos e tudo. Tal escarcel deve ter deixado o pobre Eros com medo.
Agora é esperar que o episodio da chave tenha desencorajado o vândalo e que não me voltem a tentar assaltar a casa e nem eu me esqueça da chave do lado de fora, novamente.

domingo, 3 de maio de 2015

Do anterior post



Percebes que pouco te importa se te assaltam a casa. O teu único medo é que assaltantes tresloucados abram a porta de rompante e o teu gato fuja.
Oh Eros… como és o meu Amor!

PS: neste dia da Mãe em que a minha é como vocês já sabem e preferi nem lhe ligar, a mãe sou eu. E é tão bom ver o meu pacotinho de pelos crescer bem e bonito.


Estado de Sitio:



Barricada em casa.
Deixei as chaves na porta, do lado de fora e alguém as levou sabe-se lá com que intenção. Na casa em frente, abandonada, reúnem-se diariamente drogados. A casa do fundo da rua foi assaltada há dias. Portanto, estou em casa, com a Tv alto e bom som, a tentar espantar eventuais ladrões enquanto espero pelo meu pai que chegará aí à 1h da manhã para me trocar a fechadura.
Só eu…!

‘Tou cheia de vida social!

Estou pois!
Trabalho 7 dias por semana com uma só folga ao 8º dia.
Trabalho das 11h às 20h.
Tenho explicação de preparação para os exames nacionais 5 dias por semana das 20.30h às 00h.
Na folga vou as compras. Nas duas noites sem explicações tenho reuniões da Associação Animal da qual sou agora directora e faço trabalhos de casa que a professora manda.
Portanto… sim senhora! Melhor que isto só num velório!

PS: para animar, que eu cá não tenho o vosso conceito de sábado á noite, álcool e sexo louco e amigos e relaxar e essas coisas todas tão distantes de mim, deixo-vos esta musiquinha. Estou completamente viciada!



sábado, 2 de maio de 2015

A vossa atenção, sff



Dois homens incríveis, Pedro Queirós e Lourenço Macedo Santos, que se encontravam de férias no Nepal aquando da grande tragédia, decidiram ficar e ajudar conforme podiam. Só nunca imaginaram que poderiam tanto assim.
Vejam neste link, o facebook do Pedro, o testemunho dele e as fotos maravilhosas que tem registado. Lá encontram também um NIB para podermos ajudar este povo tão nobre, tão marcado pela ditadura chinesa e tão conhecido pelos seus monges budistas e a sua forma de vida doce.
O testemunho de Pedro mostra, acima de tudo, que todos podemos realmente fazer a diferença. Estes dois tugas que começaram por ter muita humanidade no coração, viram neste momento o seu empenho reconhecido quando foram convidados pelo exército para reuniões e para projectos de reorganização territorial. Estão já instalados na Embaixada, como nos conta no seu facebook, e ganham relevo nesta super missão humanitária a cada hora de passa.
Vamos ajuda-los, por favor! 


domingo, 26 de abril de 2015

Novidades



E na minha folga lá fui até ao ISCTE.
O que ia fazer, a inscrição nos exames para maiores de 23, ficou sem efeito mas foi bom ir até lá na mesma, sempre vim mais e melhor informada.
Ao que parece não é legal fazer os exames nacionais e os maiores de 23. Ou uma coisa ou outra. O maiores de 23 é para quem não tem outro meio de entrar, o candidato nem pode ter nenhum exame nacional válido. Ora eu já me inscrevi nos deste ano. Portanto, fui só dar uma vista de olhos na Capital, no ISCTE, manter o sonho vivo e agora resta estudar para os exames nacionais.
Vou fazer o exame de português e estou confiante, confesso. Estou muito esquecida da matéria mas creio que no fundo, o meu estudo irá resumir-se a recordar. Ainda assim, e tendo medo de estar a ser auto confiante demais, contratei uma explicadora. Começo amanhã. Irei ter explicações 2h por dia, 4 dias por semana. Aliás, 4 noites, que é o que este emprego de horror me permite.
Agora resta riscar os dias do calendário, como uma prisioneira, rezar para que os meses passem depressa para que tudo aconteça: o exame, a nota final, pedir o empréstimo estudante, ficar colocada e… despedir-me! Não vejo a hora de me despedir! Diz a secretária do ISCTE que sou uma mulher de fibra. Assim a Vida a oiça!
Sobre o empréstimo… sim, decidi pedir um. O meu pai fica como fiador e temos o tal super apartamento à venda e, verdade seja dita e abençoada, interessados não têm faltado. Só me deixa nervosa o facto de só poder pedir o dito em julho, quando puder provar que realmente me candidatei à Universidade. Até lá, tudo me deixa em pânico, tudo é uma incógnita. E se tenho boas notas e não me dão o empréstimo? A maioria diz-me que o empréstimo estudante, pelo seu cariz diferente, é sempre dado. Outros dizem-me que os tempos são outros e os Bancos estão mais cautelosos. Eu continuo em pânico!

Outra novidade! Este fim-de-semana organizei um banco alimentar animal cá na cidade. Foi a minha primeira tarefa como membro directivo. Foi tão cansativo. Ia para o local logo de manhã orientar os voluntários, depois ia trabalhar, depois voltava pra ver como estava a correr tudo na minha hora de almoço, regressava depois ao trabalho e ao fim do dia ia a correr novamente para a campanha para transportar os donativos. Só quero a minha cama! Mas confesso que podiam haver mais campanhas. Todos os dias. E nem é pelos animais, é mesmo por mim que, odiando o meu emprego neste momento, só o meu cargo de directora nesta causa me preenche. 

 Visita ao Centro Budista Kadampa em Sintra

 Os primeiros do ano em Moscavide

 A Campanha