A Jude desafiou-me e eu, que não sou nada sociável nem gosto destas coisas, aceitei muito chateada. Não se nota a feracidade na escrita?
Obrigado Jude, já há muito que não era contemplada com estas coisas giras que sempre vão mostrando um pouco mais de nós.
Sou muito positiva
Não suporto gente negativa que vê em tudo um obstáculo
Já me zanguei por ver alguém tentar enganar e humilhar um colega de trabalho
Quando era criança estava sempre a pedir animais de estimação
Neste exacto momento estou a ponderar como é que, às 4.26h vou tomar banho sem acordar as minhas colegas nem as chatear (o amigo sexy ligou e está a caminho de Lisboa. Sim... agora... a estas horas... diz que são saudades)
Morro de medo de chegar a velha e perceber que não aproveitei como devia
Sempre gostei de viajar.
Se eu pudesse distribuia todos os bens do mundo por igual
Adoro sentir-me acarinhada
Não gosto de chouriço, alheira, essas carnes cheias
Fico feliz quando estou rodeada de amigos e gargalhadas
Se pudesse voltar no tempo faria tudo igual
Quero viajar para tantos sítios que nem sei escolher um
Eu preciso de ser mais racional e calma
Não gosto de me sentir ansiosa
É a vossa vez, Tete e Rita
terça-feira, 29 de setembro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Cenas & Coisas
E começamos mal com a colega de casa mais velha. Já é quarentona, sem vida, toda a vida estudou e foi sustentada pelos pais e tem o péssimo hábito de me ligar a perguntar por onde ando. Hoje fez-me vir para casa às 18h, alegando que chegava a essa hora e tinha-se esquecido das chaves de casa. Certo é que são quase 20h e ela nem deu o ar da sua graça!
Afinal os Lisboetas são fofinhos!
Hoje a minha amiga do Norte pediu informações a uma velhota que vinha das compras e ficou em braços com várias dicas, maçãs e pacotes de bolachas.
Eu fui ao local de trabalho da senhora que me tinha dado o passe para lho devolver e pagar as viagens que usei e ela recusou o dinheiro.
Perdi-me a caminho da Faculdade e uma colega ficou no páteo à minha espera, para me indicar a sala de aula, chegando também ela atrasada.
Gosto de Lisboa!
Eu fui ao local de trabalho da senhora que me tinha dado o passe para lho devolver e pagar as viagens que usei e ela recusou o dinheiro.
Perdi-me a caminho da Faculdade e uma colega ficou no páteo à minha espera, para me indicar a sala de aula, chegando também ela atrasada.
Gosto de Lisboa!
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Definição de amor
Música, filmes, sonhos, rumos, conversas até tarde, tatuagens, loucuras e intensidade.
Era só isto.
Nunca vi definição mais simples e assertiva.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Primeiro dia e...
... faltei às aulas.
Há tanta coisa para se tratar aqui! O passe, a bolsa, o estatuto associativo... damn! Perdi as horas.
Tratei do máximo que pude e fui passear com uma amiga do Norte, que entrou cá em Mestrado e anda igualmente perdida.
Era para ter ido de manhã cedo às praxes. Afinal, digam o que disserem, a praxe é fundamental à integração. Mas pela Capital não é tanto assim. Na minha primeira licenciatura, fez sentido. Tinha 18 anos, não conhecia a cidade sequer. Agora com 26 anos, pouca paciencia tenho já para andar pela cidade a imitar todas as posturas do Kamasutra e a fazer declarações de amor a desconhecidos. Além de que amigos em Lisboa não me faltam! Claro que devo socializar com os colegas, afinal faremos trabalhos de grupo. Mas já resolvi a situação: Facebook! Criaram um grupo da turma e eu aproveitei, meti conversa com alguns colegas e mencionei que não tinha ido às aulas e já todos tinham as datas dos exames e trabalhos e eu estava sozinha e não conhecia ninguém e... uma rapariga disse-me "Ficas comigo!". Pois claro que fico! Não conheço ninguém, portanto não tenho preferencias. Resolvido.
Posto isto, que era a minha principal preocupação, decidi que não vou ser praxada. Não quero. Mais tempo sobra para mim.
Brinde: outra colega que é do Alentejo mete conversa comigo e vamos falando e passa 1h e vamos falando e.. convidou-me para ir a recepção ao caloiro. Diz que simpatizou com pouca gente na turma (95% são mulheres, é claro que não vamos simpatizar umas com as outras, parece-me uma certeza cientifica que mulher que é mulher odeia a classe) mas que gostou de mim. Portanto, sábado á noite vou sair com ela.
Amanhã quero ver se estou na Universidade bem cedo porque também quero meter o estatuto associativo. Nunca mais falei disso mas aquela associação da qual me tornei membro directivo tem crescido a olhos vistos. Vamos ter um projecto único no Mundo, há a possibilidade de passarmos a Fundação com quadros efectivos e estamos a remar a bom porto. E o projecto veio de uma inspiração divina e providencial agora que vou estudar Serviço Social. Portanto, mais não podia pedir: começar um curso nesta era dificil com emprego já em vista.
Há tanta coisa para se tratar aqui! O passe, a bolsa, o estatuto associativo... damn! Perdi as horas.
Tratei do máximo que pude e fui passear com uma amiga do Norte, que entrou cá em Mestrado e anda igualmente perdida.
Era para ter ido de manhã cedo às praxes. Afinal, digam o que disserem, a praxe é fundamental à integração. Mas pela Capital não é tanto assim. Na minha primeira licenciatura, fez sentido. Tinha 18 anos, não conhecia a cidade sequer. Agora com 26 anos, pouca paciencia tenho já para andar pela cidade a imitar todas as posturas do Kamasutra e a fazer declarações de amor a desconhecidos. Além de que amigos em Lisboa não me faltam! Claro que devo socializar com os colegas, afinal faremos trabalhos de grupo. Mas já resolvi a situação: Facebook! Criaram um grupo da turma e eu aproveitei, meti conversa com alguns colegas e mencionei que não tinha ido às aulas e já todos tinham as datas dos exames e trabalhos e eu estava sozinha e não conhecia ninguém e... uma rapariga disse-me "Ficas comigo!". Pois claro que fico! Não conheço ninguém, portanto não tenho preferencias. Resolvido.
Posto isto, que era a minha principal preocupação, decidi que não vou ser praxada. Não quero. Mais tempo sobra para mim.
Brinde: outra colega que é do Alentejo mete conversa comigo e vamos falando e passa 1h e vamos falando e.. convidou-me para ir a recepção ao caloiro. Diz que simpatizou com pouca gente na turma (95% são mulheres, é claro que não vamos simpatizar umas com as outras, parece-me uma certeza cientifica que mulher que é mulher odeia a classe) mas que gostou de mim. Portanto, sábado á noite vou sair com ela.
Amanhã quero ver se estou na Universidade bem cedo porque também quero meter o estatuto associativo. Nunca mais falei disso mas aquela associação da qual me tornei membro directivo tem crescido a olhos vistos. Vamos ter um projecto único no Mundo, há a possibilidade de passarmos a Fundação com quadros efectivos e estamos a remar a bom porto. E o projecto veio de uma inspiração divina e providencial agora que vou estudar Serviço Social. Portanto, mais não podia pedir: começar um curso nesta era dificil com emprego já em vista.
Mirador S. Pedro de Alcântara
Café "A Brasileira" com dois jovens talentosos a dançarem na rua
"Mamã, vou-te morder!
Agenda Minion infantil (yeahhh) e finalmente, um livro do Bukowski
domingo, 20 de setembro de 2015
Please, introduce me Lisbon
Mudei-me na sexta-feira de manhã, após 48h sem dormir. Primeiro, por ansiedade, depois pela noitada mesmo da minha despedida.
Vinha exausta, de olhos inchados de tanto chorar e pouco receptiva a tudo.
Colegas de casa, antes de mais: uma tem 17 anos e mal a vi. Como era sexta, entrou a correr para voltar à terrinha, para junto dos pais e amigos. Só lhe sei o nome.
A outra tem a idade da minha mãe, nunca fez mais nada da vida a não ser estudar e é sustentada desde sempre pelos pais. É muito simpatica, prestativa mas... damn! Mais de 40 anos a estudar e a ser sustentada?!? Eu trabalho desde os 19 e não chulo ninguém! Faz-me confusão. Ela não tem redes sociais porque é perigoso, aconselhou-me a nunca ir ao Bairro Alto que lá só há bebedos. Gente... ou muito me engano ou esta moça veio da aldeia e é virgem, nunca beijou macho nem fémea e vai passar pela vida sem viver. Credo!
Na sexta pouco fiz, então. Foi despejar as caixas e sacos por onde havia espaço, fui às compras, liguei a tooodo o pessoal para partilhar a minha chegada e era meia-noite estava a dormir. Acordei sábado às 17h. Precisava mesmo descansar!
Sábado andei a vaguear pela net e decidi ir jantar sozinha e conhecer o bairro. Após colocar no Facebook algumas fotos da minha despedida e da minha chegada a Lisboa, começo a receber mensagens surpreendentes. Um colega de escola que não vejo há 8 anos comunicou que vive cá, anda a praxar a miuda de 17 anos que vive comigo (como o mundo é pequeno) e convidou-me para ir ser praxada, se quisesse, na Universidade dele que é aqui no bairro, uma vez que no meu curso só há gajas e bué novinhas e eu vou dar em doida. O curso dele é mais de homens e há mais pessoal da minha idade. Aceitei logo! Conhecer pessoal e diversidade é comigo!
Recebi depois um telefonema de uma rapariga da terrinha dos meus pais, que costumava fazer meditação comigo quando lá vivia. Ela está há 2 anos em Lisboa e disse-me que havia cá muita malta lá da Cidade e que iam fazer uma saída em grupo no Bairro Alto e convidou-me. Eu até nem estava com grande vontade. Não gosto daquela Cidade terrivel e com pouca gente de lá me dou. Mas enquanto decidia o que fazer, pedi informações a uma senhora na rua e expliquei-lhe resumidamente que era uma alentejana perdida na Capital e... adivinhem! A mulher adorou-me, deu-me dinheiro para os transportes e um cartão já com algumas viagens pagas. Fiquei atónita! Tentei devolver-lhe tudo mas ela insistiu, entrou no carro, disse-me onde trabalhava para que eu lá fosse depois e foi embora. Julgando tratar-se de um sinal da Vida, lá usei o cartão da senhora e fui para o Bairro Alto. Ainda parei na Baixa para beber um café e comer algo e... adivinhem! Não paguei a conta porque o empregado de mesa fez questão de me oferecer o que consumi porque alega nunca ter visto olhos tão belos como os meus. Pediu-me para voltar.
Portanto, cheguei ao Bairro Alto já com a moral nas nuvens. Lá, um indiano veio-me acariciar o cabelo, dizendo o quanto sou bonita. E mais tarde, um rapaz preto apareceu do nada, com um pente rosa choque no cabelo a contar piadas racistas sobre pretos. Até agora não sabemos o que foi aquilo. Ele apenas disse que adorava contar piadas a desconhecidos. Vá-se lá saber. 10min depois veio outro tipo pedir um cigarro, falou sobre os "beneficios" de fumar e no fim, como ninguem no nosso grupo fumava, ele disse "Ah que se lixe! Eu tou só a meter conversa para passar o tempo, nem sequer fumo!". Meu Deus...! Mas isto aqui é só gente doida?
Resumindo: entre desconhecidos a oferecerem-me coisas, gente maluca a meter conversa do nada e o grupo da Cidade que até foi bem porreiro, posso dizer que gostei e me senti bem em Lisboa.
Vinha exausta, de olhos inchados de tanto chorar e pouco receptiva a tudo.
Colegas de casa, antes de mais: uma tem 17 anos e mal a vi. Como era sexta, entrou a correr para voltar à terrinha, para junto dos pais e amigos. Só lhe sei o nome.
A outra tem a idade da minha mãe, nunca fez mais nada da vida a não ser estudar e é sustentada desde sempre pelos pais. É muito simpatica, prestativa mas... damn! Mais de 40 anos a estudar e a ser sustentada?!? Eu trabalho desde os 19 e não chulo ninguém! Faz-me confusão. Ela não tem redes sociais porque é perigoso, aconselhou-me a nunca ir ao Bairro Alto que lá só há bebedos. Gente... ou muito me engano ou esta moça veio da aldeia e é virgem, nunca beijou macho nem fémea e vai passar pela vida sem viver. Credo!
Na sexta pouco fiz, então. Foi despejar as caixas e sacos por onde havia espaço, fui às compras, liguei a tooodo o pessoal para partilhar a minha chegada e era meia-noite estava a dormir. Acordei sábado às 17h. Precisava mesmo descansar!
Sábado andei a vaguear pela net e decidi ir jantar sozinha e conhecer o bairro. Após colocar no Facebook algumas fotos da minha despedida e da minha chegada a Lisboa, começo a receber mensagens surpreendentes. Um colega de escola que não vejo há 8 anos comunicou que vive cá, anda a praxar a miuda de 17 anos que vive comigo (como o mundo é pequeno) e convidou-me para ir ser praxada, se quisesse, na Universidade dele que é aqui no bairro, uma vez que no meu curso só há gajas e bué novinhas e eu vou dar em doida. O curso dele é mais de homens e há mais pessoal da minha idade. Aceitei logo! Conhecer pessoal e diversidade é comigo!
Recebi depois um telefonema de uma rapariga da terrinha dos meus pais, que costumava fazer meditação comigo quando lá vivia. Ela está há 2 anos em Lisboa e disse-me que havia cá muita malta lá da Cidade e que iam fazer uma saída em grupo no Bairro Alto e convidou-me. Eu até nem estava com grande vontade. Não gosto daquela Cidade terrivel e com pouca gente de lá me dou. Mas enquanto decidia o que fazer, pedi informações a uma senhora na rua e expliquei-lhe resumidamente que era uma alentejana perdida na Capital e... adivinhem! A mulher adorou-me, deu-me dinheiro para os transportes e um cartão já com algumas viagens pagas. Fiquei atónita! Tentei devolver-lhe tudo mas ela insistiu, entrou no carro, disse-me onde trabalhava para que eu lá fosse depois e foi embora. Julgando tratar-se de um sinal da Vida, lá usei o cartão da senhora e fui para o Bairro Alto. Ainda parei na Baixa para beber um café e comer algo e... adivinhem! Não paguei a conta porque o empregado de mesa fez questão de me oferecer o que consumi porque alega nunca ter visto olhos tão belos como os meus. Pediu-me para voltar.
Portanto, cheguei ao Bairro Alto já com a moral nas nuvens. Lá, um indiano veio-me acariciar o cabelo, dizendo o quanto sou bonita. E mais tarde, um rapaz preto apareceu do nada, com um pente rosa choque no cabelo a contar piadas racistas sobre pretos. Até agora não sabemos o que foi aquilo. Ele apenas disse que adorava contar piadas a desconhecidos. Vá-se lá saber. 10min depois veio outro tipo pedir um cigarro, falou sobre os "beneficios" de fumar e no fim, como ninguem no nosso grupo fumava, ele disse "Ah que se lixe! Eu tou só a meter conversa para passar o tempo, nem sequer fumo!". Meu Deus...! Mas isto aqui é só gente doida?
Resumindo: entre desconhecidos a oferecerem-me coisas, gente maluca a meter conversa do nada e o grupo da Cidade que até foi bem porreiro, posso dizer que gostei e me senti bem em Lisboa.
Eros Miguel a inspecionar o sitio
Eros já a dominar o espaço
O caos!
Aproveitei para mudar de visual. Cortei o cabelo e pintei
Eros já vê filmes com a Mammy mais tranquilo e adaptado
Do adeus oficial
E a despedida chegou.
O café do costume fechou portas só para mim e cozinhou que foi uma beleza.
A noite acabou num pequeno "after" em casa de uma amiga, já só cinco pessoas.
Eu acabei por fazer directa e mudar-me para Lisboa cheia de sono, cansada e de coração cheio; cheio de amor e saudade.
O amigo sexy passou na despedida mais tarde, deu-me vários abraços, beijos na testa. Notava-se claramente uma tensão entre nós, uma vontade de nos despedirmos de forma diferente, um impulso de beijar mas nada aconteceu. Ele apenas questionou, "Está tudo bem entre nós?". E eu disse "Claro que sim! Se não estivesse notavas. Não dizes que sou muito expressiva?". E ele só me fintou com "Podias ser como eu, que sou muito bom a sentir uma coisa e a demonstrar outra".
Assim se instalou o silencio e a despedida.
O café do costume fechou portas só para mim e cozinhou que foi uma beleza.
Cogumelos salteados e sumo natural de morango
Salada de rúcula com frutas
Salada de queijo fresco com frutas
Entrecosto com legumes e frutas
Ananás coberto de chantily, gelado e amoras
O postal mais original e comprido do mundo! Sim, é um rolo de papel higiénico...
Juntei vários amigos e até uma cliente da Cafetaria dos Infernos passou lá para me dar um beijinho. É tão bom sentirmo-nos amados.
Houve fado e guitarra ao vivo (tenho amigos talentosos, fazer o quê?). A noite acabou num pequeno "after" em casa de uma amiga, já só cinco pessoas.
Eu acabei por fazer directa e mudar-me para Lisboa cheia de sono, cansada e de coração cheio; cheio de amor e saudade.
O amigo sexy passou na despedida mais tarde, deu-me vários abraços, beijos na testa. Notava-se claramente uma tensão entre nós, uma vontade de nos despedirmos de forma diferente, um impulso de beijar mas nada aconteceu. Ele apenas questionou, "Está tudo bem entre nós?". E eu disse "Claro que sim! Se não estivesse notavas. Não dizes que sou muito expressiva?". E ele só me fintou com "Podias ser como eu, que sou muito bom a sentir uma coisa e a demonstrar outra".
Assim se instalou o silencio e a despedida.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Da dor e da saudade
Hoje é a despedida.
Sexta-feira estarei já a viver em Lisboa.
Hoje é o fim.
Sei que soa exagerado e fatalista mas não o é. Sei que a distancia não significa nada mas para mim, neste momento, significa.
Este foi o ano mais importante da minha vida. Foi um regresso, um reencontro comigo mesma. Neste ano voltei a redescobrir-me, a ser quem eu era, quem sempre fui mas numa versão melhorada, mais intensa. Nesta cidade redescobri-me, evoluí e conheci pessoas incríveis e fundamentais ao meu dia a dia.
Fiz uma irmã, com quem todos os dias, sem excepção, ou almoço, ou lancho, ou janto. Todos os dias. E hoje será o nosso último jantar aqui.
Fiz um pilar, o amigo sexy que me liga todos os dias a perguntar se dormi bem e se vou ao bar dele beber algo. Tão depressa não volto a pisar aquele bar. Sendo que são 4.45h e há instantes ele saiu aqui de casa, depois de uma longa conversa, de me enxugar as lágrimas e me dar um abraço apertado.
Passei a noite no café / bar onde me tratam como família, onde hoje à noite me irão organizar uma despedida, onde me dizem que sentirão a minha falta, onde passei de cliente a parte da mobilia.
Passeei noite fora com a J., amiga de longa data que também está prestes a mudar de cidade e sabe o que sinto.
Esta cidade... para onde vim com apenas 18 anos, cheia de sonhos, ilusões. Aqui vivi a minha vida académica. Aqui regressei 4 anos depois para me confrontar e redescobrir. Aqui me redireccionei. Será sempre o meu sitio. Será sempre o lugar que dá paz ao meu coração.
São quase 5h e olho em redor, vejo as caixas de cartão, os sacos e nem sei por onde começar. Como encaixotar a minha vida? Como guardar todas as pequenas coisas que construi aqui? Nunca me doeu tanto sair de um sitio. E isto dito por mim, que de ano a ano mudo de cidade e, às vezes, de país, tem um enorme peso.
Não consigo parar de chorar. Não consigo acalmar a ansiedade. Só queria que o dia de hoje não terminasse, que a despedida não chegasse, que as lágrimas não existissem e que o meu coração estivesse tranquilo.
Deixar esta cidade, é deixar-me a mim, deixar família, deixar amor.
Sexta-feira estarei já a viver em Lisboa.
Hoje é o fim.
Sei que soa exagerado e fatalista mas não o é. Sei que a distancia não significa nada mas para mim, neste momento, significa.
Este foi o ano mais importante da minha vida. Foi um regresso, um reencontro comigo mesma. Neste ano voltei a redescobrir-me, a ser quem eu era, quem sempre fui mas numa versão melhorada, mais intensa. Nesta cidade redescobri-me, evoluí e conheci pessoas incríveis e fundamentais ao meu dia a dia.
Fiz uma irmã, com quem todos os dias, sem excepção, ou almoço, ou lancho, ou janto. Todos os dias. E hoje será o nosso último jantar aqui.
Fiz um pilar, o amigo sexy que me liga todos os dias a perguntar se dormi bem e se vou ao bar dele beber algo. Tão depressa não volto a pisar aquele bar. Sendo que são 4.45h e há instantes ele saiu aqui de casa, depois de uma longa conversa, de me enxugar as lágrimas e me dar um abraço apertado.
Passei a noite no café / bar onde me tratam como família, onde hoje à noite me irão organizar uma despedida, onde me dizem que sentirão a minha falta, onde passei de cliente a parte da mobilia.
Passeei noite fora com a J., amiga de longa data que também está prestes a mudar de cidade e sabe o que sinto.
Esta cidade... para onde vim com apenas 18 anos, cheia de sonhos, ilusões. Aqui vivi a minha vida académica. Aqui regressei 4 anos depois para me confrontar e redescobrir. Aqui me redireccionei. Será sempre o meu sitio. Será sempre o lugar que dá paz ao meu coração.
São quase 5h e olho em redor, vejo as caixas de cartão, os sacos e nem sei por onde começar. Como encaixotar a minha vida? Como guardar todas as pequenas coisas que construi aqui? Nunca me doeu tanto sair de um sitio. E isto dito por mim, que de ano a ano mudo de cidade e, às vezes, de país, tem um enorme peso.
Não consigo parar de chorar. Não consigo acalmar a ansiedade. Só queria que o dia de hoje não terminasse, que a despedida não chegasse, que as lágrimas não existissem e que o meu coração estivesse tranquilo.
Deixar esta cidade, é deixar-me a mim, deixar família, deixar amor.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
A despedida
Decidi que me deveria colocar em primeiro lugar; proteger o que sinto.
Disse ao amigo sexy que me iria afastar dele e que ia até jantar com um tipo interessante, dar a oportunidade a quem realmente está interessado em mim e começar a beijar outras barbas, a abrir o coração a novas pessoas.
Disse tudo isto, nos olhos dele, e sai.
Ontem acordo com uma chamada dele: "Raven, queres ir a Sintra? Sei que é o teu sitio favorito de Portugal. Mostra-me". Fiquei atónita. Só consegui perguntar, "Mas agora? São quase 14h! Já não vamos aproveitar grande coisa. E tu não tinhas que poupar dinheiro para a tua entrada na Universidade?". Ele, "Sim mas as aulas começam agora e tu estás sempre a dizer-me que terei pouco tempo. E vais embora já esta semana. Não te verei muito mais por isso... vamos? Lembrei-me agora que podíamos aproveitar o domingo. Anda lá! E não estou a fazer isto por nada de mais, eu sei que estamos bem um com o outro. Não estamos?". Esta última frase pareceu-me estranha, introduzida assim do nada.
Lá fomos, jovens e felizes. Rimos muito, passeamos, partilhamos confidencias mais uma vez. E de noite, na serra de Sintra, deitados em cima do carro a ver as estrelas, ele abraçou-me e disse "Nunca te conseguirei fazer entender por palavras o quanto gosto de ti e o quanto és importante para mim. Só quero o teu bem, que te protejas e que sejas feliz. Nunca saias da minha vida, por favor. E sim, estou aqui a segurar-me para não te beijar". E diz isto tudo, o tipo que não tem sentimentos por mim.
AHHHHH!
Pela primeira vez, ouvi e calei. E nada aconteceu.
Nunca saberás mas para mim, esta é a nossa música. A que tocou e toca em cada viagem que fazemos, que surge entre nós como que por magia, a que nos caracteriza.
Oiço-a todos os dias.
domingo, 13 de setembro de 2015
Vozes do Inferno!
São só vozes e mais vozes! Cada uma com sua teoria e eu já estou a ficar doida!
Falta menos de uma semana para eu ir embora e tudo tem acontecido muito rápido.
Sinto-me em modo de despedida, sempre de lágrima no olho. E não bastasse já o caos que é deixar a cidade que mais adoro e as pessoas fenomenais que conheci, ainda me surgiu este amigo sexy que me tirou o chão, a noção de tudo.
Mais de 1 ano sozinha para agora, justo agora, um tipo parvo me tirar o sono!
Hoje percebi que, muito possivelmente, estou apaixonada. Ou só estupidamente confusa. Vá-se lá saber.
Hoje senti-me incomodada com coisas que me contaram. Hoje senti ciúmes. E ontem... ontem quase dormimos juntos. Na hora H, desisti. Pensei melhor e achei que talvez, ao acordar, me fosse arrepender. Mas na verdade, ao acordar arrependi-me foi de não ter dormido com ele. Se o meu corpo quer, porque não? Mas a minha voz interior grita "Porque já estás apanhadinha por este puto de 23 anos e se te envolveres fisicamente ainda ficas pior, mais apegada". E eu não sei se ceder às minhas vontades, se preservar o meu coração.
O anormal ainda hoje voltou a dizer-me, olhando-me nos olhos, que se tinha baralhado, que me tinha induzido em erro e a última coisa que queria no mundo era magoar a melhor amiga, eu, a confidente de todas as horas; disse-me o quanto eu era a mulher perfeita, especial, companheira, o quanto queria apaixonar-se por mim mas que tinha de reconhecer que não sentia nada. Garantiu-me que não estava a fugir aos sentimentos por medo, como tinha dito à semanas atrás, mas que de facto não sentia nada por mim sem ser atração, amizade e carinho. Disse-me "De mim só terás o corpo e sexo, não te posso dar nada mais. Um dia talvez, não digo nunca. Mas agora não".
Como me sinto frustrada! E sobretudo a dúvida consome-me. Primeiro tinha sentimentos, agora não tem. O melhor amigo dele tinha-me dito "Ele está é cheio de medo! Porque a vontade que tu tens de ter algo com ele é a mesma que ele tem de ter algo contigo". A senhora que é como uma mãe para ele também me disse que nunca o viu a ter as atitudes que ele tem para comigo sem ser por alguém que ele gostasse a sério.
E entre conselhos desde "cede! Ele vai ficar agarrado a ti", a "não cedas, ele não merece, é um puto infantil", a "faz-lhe ciúmes, dá-lhe para trás", eu estou é a ficar maluca! Ainda bem que me vou embora porque neste momento só sei de uma coisa: não preciso de mais uma desilusão amorosa e se recuperei de 3 anos e um casamento marcado, melhor recupero de algo que não foi nada. Tenho o coração na boca e passo a vida a sentir necessidade de dizer o que sinto mas isso acabou hoje. Fica aqui, escrito e materializado, que acabou hoje. Nunca mais toco no assunto. Resta-me agora travar-me, conter-me, esquecê-lo. Ser apenas amiga. Resta-me olhar para a frente, para Lisboa, para as pessoas que vou conhecer e estar receptiva a algum rapaz interessante que não tenha medos nem me cause problemas, que apenas seja decidido e saiba o que quer de vez.
Falta menos de uma semana para eu ir embora e tudo tem acontecido muito rápido.
Sinto-me em modo de despedida, sempre de lágrima no olho. E não bastasse já o caos que é deixar a cidade que mais adoro e as pessoas fenomenais que conheci, ainda me surgiu este amigo sexy que me tirou o chão, a noção de tudo.
Mais de 1 ano sozinha para agora, justo agora, um tipo parvo me tirar o sono!
Hoje percebi que, muito possivelmente, estou apaixonada. Ou só estupidamente confusa. Vá-se lá saber.
Hoje senti-me incomodada com coisas que me contaram. Hoje senti ciúmes. E ontem... ontem quase dormimos juntos. Na hora H, desisti. Pensei melhor e achei que talvez, ao acordar, me fosse arrepender. Mas na verdade, ao acordar arrependi-me foi de não ter dormido com ele. Se o meu corpo quer, porque não? Mas a minha voz interior grita "Porque já estás apanhadinha por este puto de 23 anos e se te envolveres fisicamente ainda ficas pior, mais apegada". E eu não sei se ceder às minhas vontades, se preservar o meu coração.
O anormal ainda hoje voltou a dizer-me, olhando-me nos olhos, que se tinha baralhado, que me tinha induzido em erro e a última coisa que queria no mundo era magoar a melhor amiga, eu, a confidente de todas as horas; disse-me o quanto eu era a mulher perfeita, especial, companheira, o quanto queria apaixonar-se por mim mas que tinha de reconhecer que não sentia nada. Garantiu-me que não estava a fugir aos sentimentos por medo, como tinha dito à semanas atrás, mas que de facto não sentia nada por mim sem ser atração, amizade e carinho. Disse-me "De mim só terás o corpo e sexo, não te posso dar nada mais. Um dia talvez, não digo nunca. Mas agora não".
Como me sinto frustrada! E sobretudo a dúvida consome-me. Primeiro tinha sentimentos, agora não tem. O melhor amigo dele tinha-me dito "Ele está é cheio de medo! Porque a vontade que tu tens de ter algo com ele é a mesma que ele tem de ter algo contigo". A senhora que é como uma mãe para ele também me disse que nunca o viu a ter as atitudes que ele tem para comigo sem ser por alguém que ele gostasse a sério.
E entre conselhos desde "cede! Ele vai ficar agarrado a ti", a "não cedas, ele não merece, é um puto infantil", a "faz-lhe ciúmes, dá-lhe para trás", eu estou é a ficar maluca! Ainda bem que me vou embora porque neste momento só sei de uma coisa: não preciso de mais uma desilusão amorosa e se recuperei de 3 anos e um casamento marcado, melhor recupero de algo que não foi nada. Tenho o coração na boca e passo a vida a sentir necessidade de dizer o que sinto mas isso acabou hoje. Fica aqui, escrito e materializado, que acabou hoje. Nunca mais toco no assunto. Resta-me agora travar-me, conter-me, esquecê-lo. Ser apenas amiga. Resta-me olhar para a frente, para Lisboa, para as pessoas que vou conhecer e estar receptiva a algum rapaz interessante que não tenha medos nem me cause problemas, que apenas seja decidido e saiba o que quer de vez.
Amigo sexy, ficarei sem saber se sentes ou não sentes, se é só medo ou não. Quiseste assim. Nunca te faltarei como amiga. Como mulher preciso afastar-me. Não é justo quase terminarmos na cama cada vez que ficamos a sós. Não está a facilitar. Ficarei na dúvida, o meu cérebro dará muitas voltas sobre o assunto. Dará voltas até se cansar e esquecer, deixar ir. Não te questionarei mais. Não direi mais o que sinto. Coloco hoje um cadeado no coração e por mais que tentes, não o abro mais para ti.
Desta que te adora a deseja, cujo corpo responde ao teu como um íman. Que hoje tenha sido o Fim.
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