terça-feira, 27 de dezembro de 2011

10 meses



E porque hoje fazemos 10 meses de namoro e porque o ano está a terminar e porque se aproxima uma nova temporada e porque estou farta de ter medo e de que o meu passado me domine: hoje vou levar o namorado a jantar fora e dizer-lhe que o AMO.
E vamos comemorar estes 10 meses com muito amor e boa disposição.
Afinal, o namorado só merece coisas boas e eu mereço libertar a minha alma, amar e ser amada.

Natal… confuso!

Como já tinha aqui referido, não sou católica e, como tal, não comemoro o Natal.
Mas este ano, excepcionalmente, uma tia minha insistiu para que fizéssemos um jantar de família já que, no mês passado, foi diagnosticado Alzeimer à minha avó materna.
Ela achou que este poderia ser o seu último Natal lúcida, pelo que todos alinhamos.
Mas parece que chegamos tarde demais. O Alzeimer que, supostamente, está no início, avançou rápido.
Dos 4 filhos apenas recorda 1, o que casou apenas o ano passado e por isso foi o último a abandonar o lar. Mas na memória dela, esse meu tio ainda está solteiro e vive lá em casa.
Mais grave: julga que a filha mais velha é uma irmã que já faleceu há décadas!
Para cúmulo, como a minha avó acha que só tem 1 filho e é solteiro, logo acredita que não tem netos. Ficou muito desorientada quando eu a chamei de avó. Sobretudo porque julga que sou uma prima dela de Lisboa.
Avizinham-se problemas…

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Isto sim é amor!

Sou uma Madrinha babada! Muito!
Tenho uma linda afilhada de 5 anos que me surpreende a cada dia com a sua bondade e sensibilidade.
Ontem fui passar o dia de Natal a casa dela com mais alguns familiares.
Assim que cheguei, ela veio a correr abraçar-me e disse “Estás bonita! Já tinha imensas saudades tuas!”.
Perante o elogio e a pureza, fiquei sem palavras.
Mais a meio da tarde, avisou-me “Quando te fores embora morrerei de saudades!”.
Chegou o momento da despedida. Quando lhe disse adeus, agarrou-se à minha cintura a chorar desconsoladamente. Fiquei parva e orgulhosa deste amor e deste laço que soube e sei cultivar.
Sou, sem dúvida, a Madrinha mais orgulhosa do Mundo por ter uma afilhada sensível e verdadeira que me dá o Amor que só ela consegue dar.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal é união e amor? Sim, sim… vê-se!

Estou estarrecida!
Acabei de saber que na tal instituição onde comprei aquela árvore Natal fofinha (post anterior) existe uma residência onde vivem quotidianamente várias pessoas portadoras de um qualquer tipo de deficiência.
E então não é que, mesmo sendo Natal, a quadra que apregoam ser de paz, união, amor e alegria, há famílias que têm a falta de carácter suficiente para deixarem os familiares sozinhos na residência?
As pessoas não têm culpa de terem nascido assim ou terem sofrido algum acidente que as deixou assim. Não deixam de ser família, de ter o mesmo sangue. Mas há gente que simplesmente não quer saber.
E por isso, amanhã e depois, estarão pessoas inocentes abandonadas naquela residência, tristes, sabendo o quão rejeitadas são.

Sabem de que é feita esta árvore?




De várias revistas dobradas de um modo específico.
Esta árvore foi feita por uma Associação de pessoas deficientes, custou a módica quantia de 2.50€, deu para ajudá-los e ainda alegra um pouco a casa.
Aliás, esta árvore é mesmo a única decoração natalícia cá em casa, já que não somos muito adeptos de comemorar o Natal.
Mas enfim… esta árvore tem um fim solidário, portanto, ainda bem que a comprei.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Prendinha de Natal para vocês



É mais fácil ter um blog anónimo, de facto.
Mas também é importante sentirmo-nos próximos de quem lemos.
Por isso, aqui vos deixo uma fotografia minha.
Dizem que os olhos são os espelhos da alma…

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Na vossa opinião:

 O que é o amor e como sabemos que amamos alguém?

Já recebi a primeira prenda de Natal! E estou até agora petrificada…



Estou em choque!
Estou colada ao sofá!
Não consigo nem piscar os olhinhos!
Então não é que o João me acabou com a discussão em 3 segundos?!?
Estava eu a mandar vir com ele, a acusá-lo de estar diferente, de andar calado, de não se abrir comigo, de não se interessar pelo que me acontece, de não me apoiar… e ele, do nada, diz a seguinte frase “É porque tenho medo! Desculpa se te estou a afastar e a ser mau namorado mas é por medo”.
Perante o meu olhar confuso, seguiu-se a seguinte conversa:

João: Eu amo-te! Entendes? E Já há muito tempo que não sabia o que isso era. Há 6 anos atrás amei muito uma mulher, ela traiu-me, trocou-me e passei anos a sofrer. E olha que eu nunca, apesar de a amar, tive vontade de fazer dela minha mulher. Já tu… sei lá! Dás-me coisas que são novidade para mim, voltei a amar mas tu passas a vida a falar em emigrar e em fazer um voluntariado em África… Tenho medo de como irá ser o futuro.
Eu: Mas é algo natural! Temos objectivos diferentes e devemos lutar por eles. Não quer dizer que a nossa relação vá terminar. Vivi 2 meses em Espanha e não morreste.
João: Não morri, mas sofri. Ainda não percebeste que, se não fosse o facto de eu saber que dirias não, eu te pedia em casamento agora? Ainda não percebeste que eu já te vejo como a mãe dos meus filhos?
Eu: Tu estás doido! Casamento? Olha que o amor não é suficiente. É necessário ter mais certezas para se querer pedir uma mulher em casamento. É preciso acreditar que se encontrou o grande amor e assim… sei lá.
João: Raven, eu amo-te! Quero casar contigo, quero que os meus filhos venham desse ventre, acho que possivelmente és o meu grande amor, tenho 30 anos, já não me confundo e sei muito bem o que sinto e quero. Que queres que te diga mais? Caso ainda não tenhas percebido, estou aqui a fazer-te uma declaração de amor! Quero-me casar contigo. Casar!! Não é juntar. Juntar, posso fazê-lo com qualquer uma, por impulso, paixão… sei lá! Agora casar? Isso só o farei uma vez e com a mulher da minha vida. E volto a repetir, só não te dou um anel agora porque sei que me dirias que não.

PS: Eu… ah… não sei se… vou ali bater com a cabeça nas paredes e já volto.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Afinal, acho que preciso de um psicólogo

Dia 10 de Dezembro, 00:18h


Estou na minha cama, bem quentinha e oiço o meu telemóvel vibrar.
Pensei que fosse o meu melhor amigo com as suas parvoíces nocturnas (um dia faço um post sobre o meu BFF gay).
Fico petrificada ao olhar para o ecrã do meu telemóvel. Dizia “ NOVA MENSAGEM DE PAI”.
Gelei.
Não sei porque motivo, mas senti-me gelar, o meu coração estava a mil e toda eu tremia.
Abri a sms. Dizia “Raven:”.
Apenas isso. O meu nome (na verdade, a abreviatura do meu nome), dois pontos (como se fosse iniciar um discurso) e nada mais.
Telefonei ao meu melhor amigo, aconselhando-me. E eis que quase 1h depois lhe respondi um mero “Sim?”.
A resposta por parte dele não veio. Até hoje, nada.
Não entendi o que se passou. Não entendo o porquê da sms se já fez em Novembro 1 ano que cortamos relações.
E entendi ainda menos a reacção do meu corpo, do meu cérebro e, sobretudo, o ataque de choro que me deu.
Que raio de efeito catastrófico tens tu sobre mim???

sábado, 17 de dezembro de 2011

Já estamos nessa fase?!?

Tudo na vida tem uma metodologia, um avanço calmo, um evoluir para o futuro. Essa evolução é pacífica e estável, como o crescer de uma árvore. Tudo no mundo é assim. Tudo menos o meu namoro!
Ora vamos lá a ver, se tudo tem um protocolo evolutivo, uma relação não é excepção.
Esta é a minha visão das etapas de um namoro:
 
 
- flores, encantamento, beijinhos, nervosismo, vontade de agradar, expectativa
- pequenos passeios, procura de um espaço para dois, sorriso parvo especado na cara
- sexo, sexo, sexo, sexo, sexo, sexo, sexo
- início das saídas com os respectivos amigos, conciliação de ambas vidas sociais, procura pela aprovação do “grupo”
- apresentação à família
- começar a chamar de sogro e sogra, os pais do/a namorado/a
- ambas famílias adoptam-se, juntam-se para os almoços de domingo, os compadres bebem a “minizinha” de fim de tarde, as comadres vão às compras e trocam receitas
- a relação, ganhando espaço, tempo e estabilidade, faz com que os demais seres vos vejam/tratem já por marido/esposa (ainda que na brincadeira)
- começar a dar prendas em conjunto, como se fosse a oficialização do casal
- possivelmente, fartos de tanta etapa, culminar com um pedido de casamento ou gravidez
 
 
Assim sendo, alguém me explica porque é que a minha relação, que é de uns meros 9 meses, tem a metodologia toda baralhada?!?
É que esta semana, a mãe do meu namorado convidou-me para, juntamente com a minha mãe, passarmos o Natal com eles. Além de que, a sobrinha do meu namorado fez anos, ele deu-lhe uma prenda e o pai da miúda diz “Abre, filha! É a prenda do Tio João e da Raven!”.


Oi?!? Eu não dei nem 1 cêntimo para aquele brinquedo! Mas já é suposto darmos prendas em conjunto? Ãh?? Estou desorientada…
A cereja no topo do bolo foi mesmo quando a criancinha me chamou Raven Coize (o apelido do João, entenda-se) e quando a mãe da miúda lhe disse “Vá, dá um beijinho á tia” (referindo-se a mim).
Aqui morri…
 
 
PS: Descartei-me do jantar de Natal com o fantástico (e verídico) argumento do “Ah muito obrigada! Mas não sou católica, sabe? Não comemoro essas coisas”.