sábado, 21 de janeiro de 2012

Aprovação


Não sei se com os homens se passa assim mas nós mulheres, de um modo geral, quando temos um grupo de amigas coeso, ao qual damos muita importância, necessitamos sempre que elas aprovem o nosso namorado.
Ora o João já conhece a maioria dos meus amigos mas nunca o tinha levado numa saída assim com TODOS juntos. Eu estava tão nervosa (sim, podem-me chamar parva, mas sou assim). Decidimos fazer ontem uma saída de casais. Éramos 4 casais ao todo. Como o João tem 30 anos fiquei preocupada que não houvesse ali uma conversa corrente e um equilíbrio. Mas qual é o meu espanto quando o vejo a falar imenso justamente com o namorado da minha MELHOR AMIGA!! Ai que contente que fiquei!
Falaram imenso, imenso… Entretanto, o namorado de uma amiga, que tem apenas 19 anos, sentiu-se tão à vontade com o João que, quando reparo, estava a desabafar sobre um passado difícil e menos correcto, enquanto o João ouvia e aconselhava.
Em menos de 15min ignoraram-nos e começaram a falar os 4 super embrenhados. Acho que até se esqueceram que nós estávamos ali.
A minha melhor amiga, parecendo ler-me os pensamentos, disse-me “Já viste? Parecemos uma família. Sempre a crescer e com saúde”. E é verdade.
E que bem que sabe ter uma família assim, forte, que nos apoia e onde os nossos homens se dão tão bem.

Ps: os machos deram-se tão bem que combinaram automaticamente uma saída para hoje!

Incho de orgulho quando…

… alguém me diz “És a única pessoa a quem contei isto! Não me senti à vontade com mais ninguém”.
É bom saber que este meu ar tresloucado e genuíno dá confiança às pessoas e lhes faz notar que me podem contar tudo que eu não tenho preconceitos, apenas amizade a dar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

The first atack


Já tinha ouvido falar dos maldosos da blogosfera, aquela espécie anónima que vai de blog em blog, só para snifar coisinhas e a seguir cuspir nelas.
Mas nunca tinha presenciado um ataque. E logo a mim? Pôh cara… nun faiz assim não…
Ao que parece um/a anónimo/a acha-me brejeira e sem nível. Pois digo-lhe algo, meu querida/a: eu já fui uma princezinha, com uma belíssima conta bancária, caladíssima, não dizia um palavrão sequer, sempre pacata na minha boa pose de menina. Tudo isso até descobrir que era uma pretenciosa, arrogante, bitch de primeira, que me escondia por trás da minha coroa e parede de gelo. E sabe que mais? Agora que me libertei, que mandei o cartão de crédito do papá às urtigas, agora que sou eu que me governo, que vivo, que amo e que choro (antes as lágrimas não se davam comigo) sou muito mais FELIZ!
E sabe tão bem bater com o dedo mindinho na ponta de um móvel e dizer um valente FODASSE!

Ps: só para futuros casos, tenho a dizer que, pelo menos eu, quando não gosto, não leio. Se não a minha lista de blogs que sigo teria 677 links e só tem 35.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Do Ginecologista



Duvido muito que haja alguma mulher no mundo que sinta prazer em dar 60€, 70€ e por aí, a um tipo para lhe meter os dedos na “amiga”.
A minha primeira ida ao ginecologista foi traumática. Foi há 2 anos atrás e fui a um hospital particular, daqueles em que os seus empregados são tipos reformados que acumulam a reforma e o salário. Se o médico tivesse uma idade na casa dos 60, tudo bem. Mas na casa dos 80?!?
O Dr. P. era surdo (fartei-me de gritar a minha vida privada, creio que todos na sala de espera ouviram), via mal e tinha Parkinson. Agora imaginem o cenário, né? Eu, que até estava tranquila, sem vergonha, numa boa, vejo o tipo pitosga a tremer e a enfiar-me o espéculo. Só vos digo que o resultado foi mais ou menos este: AAAHHHHHHHHHH AI AI AI AI! E a resposta dele: “Então? Está assim porquê?”.
Porquê???? O tipo deu-me um andar novo! Magoou-me de tal maneira que até sangrei.

Ontem fui a outro ginecologista, o que é responsável há anos pelas mulheres da minha família. Tem muita fama e uma agenda preenchida.
De facto, o senhor é cavalheiro, simpático, conversador e pareceu-me competente.
Mas traumatizou-me um pouco… Disse-me que tenho uma “amiga” demasiado pequena, de estatura abaixo do comum. Sou estreita, diz ele. E acrescentou “Ai o dia que for para ter filhos não será fácil”. WHAT???
Pára tudo! Então eu vou lá porque uma simples queca me dá dores e o tipo já me está a falar em bebés?? Parto? Nananinanão!! Nada de partos! Se já dói a entrar uma coisa jeitosa, imagina sair uma coisa tipo leitão.
 
Ps: vou passar os próximos dias a meter comprimidos na “amiga”. Oh Deus, só eu!

Desafio

As meninas Dreamer e rm lançaram-me mutuamente um desafio (o primeiro deste espaço!). Aqui está ele, ainda que com alguns dias de atraso:
Regras:
1) mandar o link para a pessoa que nos ofereceu;
2) preencher o formulário com as perguntas;
3) partilhar 7 pensamentos aleatórios sobre nós
4) oferecer a 10 blogs e informá-los por comentário ou e-mail

1) Nome da minha música favorita: “Blackbird” dos Alterbridge
2) Nome da minha sobremesa favorita: Não consigo decidir-me entre Serradura e Arroz Doce
3) O que me tira do sério: Falta de respeito
4) Quando estou chateada: Torno-me uma Bitch! Fico arrogante, agressiva e estupidazinha
5) Qual o meu animal de estimação favorito: Ohh… nem sei! Amo animais. Gosto de cães, gatos, coelhinhos e hamsters.
6) Preto ou branco: Branco
7) Maior medo: Quando morrer, perceber que segui o caminho errado e que não fiz nem deixei nada que merecesse a pena.
8) Atitude quotidiana: Respirar e confiar na maré.
9) O que é perfeito: Nos dias de hoje, ter um empregozito estável, contrato de trabalho, casa, poder pôr comida na mesa, amar e ser amada.
10) Culpa: As atitudes más que tive no passado.


Sete factos aleatórios sobre mim:
1) Já fui empregada doméstica de um membro da família real espanhola
2) Tenho vários amigos gays e adoro!! Sou super a favor da liberdade sexual (logicamente aceito e apoio o casamento entre pessoas do mesmo sexo, bem como a adopção)
3) Em 2009 fiz uma redução mamária
4) O cancro é uma herança genética na minha família e por vezes penso quando chegará a minha vez
5) Sou viciadíssima em literatura
6) Já fiz parte de um Coro (sem qualquer tipo de ligação religiosa)
7) O meu sonho é ter um Sharpei
 
 
A quem ofereço este prémio?
Como já algumas meninas que eu costumo ler fizeram este desafio, deixo ao vosso critério. Quem quiser que o leve e me mencione.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

42




E hoje a Mummy faz 42 anos! Ah pois é… tenho uma mãe super jovem!
É o que dá engravidar aos 18…


Happy Birthday

Dos ciúmes

O anterior post só demonstra que eu tenho razão.
Eu não acredito em ciúmes. Não existem! Não me venham com tretas , para mim só tem ciúmes quem não confia.
Eu nunca tinha tido ciúmes até à data. Nem de amigos, nem de homens. O meu ex toda a vida foi uma jóia de pessoa e eu nunca tive ciúmes. Incentivava-o a sair, dava-lhe imenso espaço e nunca nem me passou nada pela cabeça.
Com o João já é diferente. Como o passado dele me dá insegurança, eu fico neurótica. O que é uma surpresa para mim, estou a ter reacções que nunca nem sonhei. Faço filmes, fico de trombas sem nem saber bem porquê… Descobri que neste namoro toda eu sou 100% hormonas! Para verem bem, com a palhaçada deste fim-de-semana enchi-me de borbulhas e ainda tive uma pequena hemorragia (tipo período, mas só durou uns minutos).
Ah como a mulher é uma criatura bela e complexa!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Merda de fim-de-semana!


Anda-me o homem a semana toda a namorar até quase à 1h e depois a levantar-se antes das 7h e a dizer que está muito cansado, que dorme pouco e afins.
Na quinta-feira vai beber café comigo e mais parece um zombie, pálido, com os olhos raiados de sangue.
Ora nada mais normal que, na sexta-feira, eu assuma que o namorado está a precisar de relaxar, de ficar a sós comigo a receber mimos. Lá vou eu produzir-me toda, maquilhar-me, vestir uma tanga nova, linda e sexy. Fiquei toda TCHARAN!
Fomos jantar a casa de familiares dele e pronto, lá ficamos até depois da meia-noite (a família dele é daquelas famílias alentejanas que comem muito e durante horas).
Ali estava eu, feliz e entusiasmada, à espera que o jantar acabasse, quando de repente, o João me diz “Preciso desanuviar. Vou ligar a um amigo e vamos ao bar X”.
Ai fiquei tão frustrada!!! Então estou eu ali toda cheirosa e o homem quer-me levar para um bar cheio de fumo?
Só por causa das coisas, não quis ir! Pedi para me deixarem em casa.


Já eu estou na caminha (ainda a espumar de raiva) quando uma amiga minha que estava no tal bar X me diz que o João não estava lá. Mau…
Passa a 1h, passam as 2h e nada dele. PASSEI-ME!! Stressei logo!
Claro que uma mulher segura e racional pensaria que ele e o amigo mudaram de ideias e foram a outro lado. Mas eu não, a Raven Maria saltou-lhe logo a tampa e começou logo a sentir comichão na testa. Comecei-me a lembrar do passado de mulherengo, da ex que lhe faz esperas em cima do carro sem cuecas, da A, da B e da C que lhe mandam sms’s. E pronto, já não dormi nada em toda a noite!
Agora perguntam vocês: Oh Raven da Silva, mas o teu namorado já te encornou alguma vez? E respondo eu: Não (que eu saiba, que uma moça nunca se pode fiar num gajo a 100%). E vocês replicam: Então para quê este filme todo? E aqui está a questão!
O João é muito à vontade, vai tomar banho e deixa o telemóvel comigo, o dito toca e ele diz-me para ver quem é, está todas as noites comigo, se estamos num bar e a ex dele se aproxima ele puxa-me logo para perto dele para me dar segurança e blá blá…
Mas o passado dele… não me sai da cabeça pah! Estou-me sempre a lembrar das dezenas de patarecas que lhe passaram pelas mãos e stresso! Mesmo sabendo que na altura ele se tornou cabrão devido a um desgosto de amor.
E no meio deste circo todo, o certo é que eu no sábado lhe fiz uma cena (e ele estava inocente, de facto apenas mudaram de ideias, em vez e irem ao bar X foram ao Y e uma amiga minha que lá trabalha confirmou-me) e no meio da discussão ele até me deu o telemóvel dele para eu ver o que quisesse e eu, indecisa e relutante, lá lhe paguei que já me estava a roer de curiosidade. E sabem o que encontrei? Nada. Coisas simples e banais, família, amigos, colegas de trabalho. Que alívio…
Mas depois de o João me provar que eu fiz um enorme filme, que mudou, que me ama, fiquei eu a pensar: a base de uma relação é a confiança, certo? Como posso eu estar nesta relação se não confio? E dei tantas voltas à cabeça que já só sentia o cérebro em água. E decidi que tenho de parar de ser estúpida e superar o passado do João. Afinal, ele só mo contou porque eu insisti muito e não o posso culpar por ter sido sincero comigo. Agora resta-me digerir, respirar fundo e tentar não ser neurótica.


Ps. Nem preciso dizer que dormimos em casa da cunhadinha sim, mas de costas voltadas, né?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ah que bela cunhada!


O João tem uma irmã mais nova da minha idade.
Ela é uma querida e mais madura até, já que é casada (sim, a louca casou com 20 anos com um homem com mais 13 anos do que ela).
Este fim-de-semana o casalinho vai de romance para Lisboa e, a minha cunhadita, não faz mais nada: liga ao meu namorado a perguntar se não queremos que ela nos deixe o quarto de hóspedes arranjado para passarmos lá o fim-de-semana em casa dela, sozinhos, relaxados e apaixonados.
Isto é que é família! Deixa-nos a casa dela ao nosso dispor, ainda nos arranja o quartinho… ai neste momento amo-a muito e ao marido dela também! Eheh
Quando lhe mandei uma sms a agradecer, ela até me respondeu que apenas me queria ver feliz com o irmão dela e que gostava muito de mim, aliás disse que me ADORAVA! Não estava mesmo nada a espera…
Bem pessoal, já sabem: até segunda que vou passar os próximos 2 dias em lua de mel.
Hoje vou sair para dançar, amanhã vou de compras e à noite vou jantar com a minha afilhadita. Vou ter um óptimo fim-de-semana!

Xauzinho

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Reciclagem social

Tiram 50€ de todas as reformas, as urgências passam a custar 20€, as consultas nos centros de saúde passam a custar 5€, as comparticipações nos medicamentos são cada vez menos…
Acho que o Estado anda a tentar diminuir a densidade populacional. Primeiro, o Passos Coelho manda os professores emigrarem, agora cortam no dinheiro dos reformados ao mesmo tempo que tornam inacessível o sistema nacional de saúde. Assim, só me resta sugerir que entremos num processo de reciclagem social.
Ora vejamos: morre o avô (ou de frio porque não pode pagar a electricidade, ou de fome porque a farmácia levou-lhe a reforma, ou de doença porque o que recebe nem chega para a medicação) e para se poupar no enterro, mete-se o velho no congelador, corta-se às postas e vai-se comendo (o Continente que ganhe às custas de outros). Entretanto, com o cabelo do falecido faz-se uma peruquinha e vende-se a alguém com cancro. Trabalha-se bem a pela do morto e com ela fazemos um couro bom com múltiplas funcionalidades. Os ossos dão-se aos cães.
E assim se gera este ciclo de solidariedade social digno de um Estado como o de Portugal.