sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ai nunca me imaginei!

Toda a mulher adora sentir-se sexy. Faz-nos muito bem à alma. Qual de nós nunca se deteve a olhar-se ao espelho antes de entrar no banho ou não ficou 10min ao espelho em lingerie, a admirar-se, antes de uma noite promissora?
Pois é justamente por ser mulher e gostar muito de lingerie bem como de agradar ao namorado que decidi oferecer-lhe uma prenda completamente à filme. Conseguem imaginar o que seja?
Vá lá…
Pensem um pouco…
Ainda não?...



Um book erótico!
Graças a Deus, tenho uma amiga que percebe imenso de fotografia e não se importa de me fazer uns flashes despida.
Já seleccionei toda a lingerie, ontem comprei um corpete e amanhã à tarde lá vamos nós! Estou cheia de ideias!
O problema é como revelar as fotos. É que tenho um bocado de vergonha. Pensei num albúm digital (sempre dura mais). Mas isso leva 15 a ser feito e as pessoas têm acesso ás fotos. Tenho receio de qualquer dia dar comigo num site para maiores de 18.
Optei por ir a Espanha. Moro perto de nuestros hermanos e muito sinceramente não acredito que as espanholas não façam disto todos os dias. Aliás, já lá fui a um estúdio muito movimentado, falei com uma moça, disse-lhe directamente que dentro de umas semanas pretendia revelar fotos em lingerie e outras quase nua e ela nem pestanejou. Ficou igual. Palpita-me que estarão habituados.
Mas continuo com receio… que faço?
É que com ou sem vergonha, um book erótico não é nada de mal, é uma prenda excitante para o namorado e uma recordação valiosa para mim quando tiver 80 anos.
Que fariam vocês? Revelavam as fotos, coravam, pagavam e saiam de lá a mil ou apostavam no albúm digital, correndo alguns riscos mas muito mais prático e que dura toda a vida?

Acordo sem mútuo consentimento


Neste blog, o acordo ortográfico está banido!
Por isso, não me venha ninguém dizer “Ah mas tens aí 3 palavrinhas mal escritas”. Dá-me igual!
Não houve referendo, ninguém me perguntou nada. Se o povo é ignorado acerca da mudança da sua própria língua nacional, eu também posso ignorar o acordo.
Podem-lhe chamar blog arcaico.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

E na diferença é que está a beleza

Para mim, a amizade é a coisa mais importante de sempre. Muito mais até do que a família. E uma união tão forte assim só se consegue se houver muito respeito e diversidade, é bom que cada elemento aporte algo de novo e bom ao grupo.
Pessoalmente, não tenho 2 amigos iguais. Sequer parecidos. São todos antagónicos. E resulta maravilhosamente. Vejam bem (agora que já sabem os nomes):
O Dantas é um gay muito cabrão, adora sexo e vai com qualquer um. O que muito me preocupa. É que ele é mesmo o meu melhor amigo, um irmão, um filho. A minha mãe trata-o como tal. E preocupo-me com ele ao ponto de me pôr os cabelos brancos, este gaiato!
Já o Calvin é um gay recatado, detesta gente muito extrovertida, é a favor das uniões estáveis… sempre e quando não sejam com ele! Desde que o conheço que ele é do género de pessoa que se apaixona à primeira vista, já acha que quer casar e no prazo de uma semana acaba tudo e diz que está farto, que se enjoa da pessoa. Fazer o quê? Mas é extremamente hilariante devido ao facto de ser hipocondríaco.
A Charlotte, por exemplo, é muito sensível, chora com facilidade, adora vestidos, cor-de-rosa, bijuteria e saltos altos. Sonha com a maternidade, com um casamento de vestido longo em que será a protagonista, Já namora há 4 anos com o seu mais que tudo.
A Candy já sofreu muito no passado. Foi traída várias vezes. Estava descrente no amor quando apareceu um militar que a fez repensar tudo. Namoram há pouco mas são um casal que merecem todo o meu respeito, já que o moço está no Brasil desde Novembro a fazer testes para subir de hierarquia e só volta a Portugal em Junho. A minha Candy anda que não se aguenta a subir pelas paredes!! E com saudades também… eheh
Já a Samanta… oh Deus! Não pára! Adora Lisboa, adora a noite, adora homens, adora sexo, adora ter as mamas grandes e andar com elas quase de fora, gosta de provocar, ama vestidos e sapatos vermelhos. Enfim, é o diabo! Mas a primeira a chegar quando precisamos de algo. Toda a gente deveria ter uma amiga assim!
E claro que tenho muitas mais amigas e personagens hilariantes, mas decidi dar destaque às mais importantes, àquelas que estão comigo quase sempre.

Peças do puzzle


Todos nós somos uma peça, um pedaço simples e à primeira vista insignificante mas que encaixa na perfeição com um sem número de outras peças.
São essas peças que, colocadas em nosso redor, encaixando em nós, reforçando a imagem que queremos dar, dando cor, nos tornam num puzzle grande e bonito.
Eu tenho as minhas peças. E para que quem me segue não se perca nesta novela mexicana que por vezes se torna a minha vida, decidi fazer um resumo das peças mais importantes, com pseudónimos claro (este resumo ficará sempre disponível numa separador à parte no cimo do blog).


Pai: Saiu de casa em 2008 para viver com a amante e, depois de muitas atitudes desprezíveis, cortei relações com ele em Novembro de 2010. Não nos falamos.
Mãe: Jovem, sempre se dedicou ao lar, revoltada. Muitas vezes pareço eu a mãe e ela a filha.
Mano: Faleceu em 2010, com 18 anos, de cancro. Tinha Sindrome de Down.
João: Namorado com mais 7 anos do que eu e o meu oposto, mas que eu amo muito.
Charlotte: a minha BFF super feminina, vaidosa, enfermeira e com o sonho de casar e ser mãe.
Dantas: o meu BFF gay e meio… promíscuo…
Calvin: outro grande amigo gay, alérgico a relacionamentos sérios.
Samanta: a minha amiga cabra. Todas temos uma assim. Adora homens, sexo e aventuras. Mas é uma óptima amiga e a alegria em pessoa.
Candy: a minha amiga mais despudorada. É correcta, só tem olhos para o namorado (que tem o mesmo nome e o mesmo signo que o meu) mas adoooora falar de sexo e trocar experiencias comigo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Só mesmo em Portugal

Lembram-se de uma entrevista de emprego que tive em Outubro para um supermercado?
Ligaram-me hoje a perguntar se ainda estava interessada… depois de 3 meses de profundo silencio… estão a gozar comigo?!?

A minha médica de família é do caraças!

E hoje, às 9h, lá estava eu no Centro de saúde, pronta para fazer uma citologia.
Toda eu era nervos perante a perspectiva de dor.
Assim que entrei, avisei logo a médica da minha última ida ao ginecologista e de como eu era “estreita” e de como eu odiava o espéculo. Ela foi tão compreensiva! Depois de comprovar a minha pequenês anatómica, colocou-me um espéculo para virgens. Sabiam que isso existe?
É um espéculo igual aos outros mas mais pequeno e fino, logo não magoa tanto.
Assim consegui aguentar o exame sem os meus típicos “aaaaai, aaaiiiiiii”.
E pronto, já passou! Já estou em casa a sentir-me toda estranha e mexida por dentro.
O namorado redimiu-se, disse que se sentia triste, que estava chateado, que tinha dito coisas que não queria dizer.
Disse que sim, que queria o casamento e filhos e tudo mais a que tem direito mas comigo.
Mas perante a minha pergunta “E se eu não quiser?”, a resposta não me apaziguou “Ainda não estou a pensar nisso. Quando pensar logo falarei contigo e veremos o melhor a ser feito”.
Definitivamente, sinto-me numa relação com prazo de validade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dos sonhos

Toda a gente os tem. É algo extremamente importante. É o motor da alma, dos sorrisos parvos, dos olhos a brilhar, da motivação, da felicidade.
Ninguém nunca deveria ter de abrir mão dos seus sonhos. Acredito até que seja impossível uma pessoa manter-se estável e equilibrada faltando peças.
Os meus sonhos? Ajudar o próximo, pertencer a alguma organização, fazer voluntariados (de preferência em África), viver de mochila às costas, sentir-me preenchida.
Os sonhos do João? Dinheiro, casamento e filhos.
E por isto mesmo, ontem tivemos uma bela de uma discussão.
Como sabem, o João tem 30 anos. Já pensa noutro tipo de vida e objectivos, não se importava de casar já. Ora eu, jovem de 22 aninhos, quero mais é distancia dessas coisas. E não pensem que tem a ver com a idade! Porque não tem. Tem a ver com ideias, princípios e o carácter de cada um. Não posso fingir ter sonhos que não tenho. Nem que passem 40 anos, sei que nunca quererei casar. Detesto ir a casamentos, prefiro levar porrada. O que não gosto nos casamentos, perguntam vocês? TUDO. A mulher vestida de branco com uma pecita de vestuário caríssima que só se usa num único dia, a sensação de protagonismo, os pratos a bater, a música pimba, o investimento monetário naquela futilidade toda… sempre que vou a um casamento sinto-me nas marchas populares. Detesto! Tivesse eu dinheiro para gastar num casamento e era bom sinal. Guardava-o e viajava.
Filhos? Bem, só não digo nunca porque isso já é um factor relacionado com as hormonas e o relógio biológico e sabe-se lá se quando chegar aos 30 não me aparece o súbito desejo da maternidade. Mas o certo é que até à data nunca quis ser mãe. Mesmo em criança as minhas Barbies adoptavam, os meus Nenucos eram adoptados, enfim… tenho uma fixação com esse tema.
Desculpem-me os mais queridos e amorosos (é desta que perco os leitores todos!) mas não aprecio criancças. Não é por mal, mas não tenho paciência. Não me delicio ao ver um bebé. Não os acho fofinhos, acho-os banais, iguais a tantas outras crituras. Sou incapaz de estar muito tempo rodeada de crianças, enlouqueço! E grávidas? Ai nossa senhora, não sei o que me dá que sempre que vejo uma grávida começo a sentir uns calores e uns enjoos. Desculpem-me as mães da blogosfera mas a mim faz-me uma impressão desgraçada a ideia de uma pessoa a crescer dentro de outra! Não, não acho que gerar vida na barriga seja mágico, lindo e emotivo. Acho mais arrepiante.


 E posto isto, perante a minha peremptória recusa em casar e ser mãe, eis que o João me diz muito chateado “Está bem. Não te compreendo, não percebo como podes não querer essas coisas mas tudo bem. Eu vou tê-las na mesma. Simplesmente não será contigo.”
WHAT?? Ok, agora atingiu-me e bem. Nunca me senti tão mal por ser mulher. Sinto que ter útero se tornou um peso, como se inerente estivesse a obrigação de lhe dar uso. E pior! Sinto que estou numa relação com prazo de validade.


 Ele não se ficou a sentir melhor. Perante as minhas lágrimas e o meu argumento de que “Tu não me amas!”, ele ficou sem reacção e hoje já ligou 4 vezes para saber como estou.


 E agora? Porque eu não lhe posso roubar os sonhos e ele não me pode impingir uma vida que não desejo.

Ai Rudolfo, Rudolfo…

Suponho que já todos vocês tenham ouvido falar daquele caso de violência em que duas jovens espancaram outra, enquanto um amiguinho, o Rudolfo, gravava e depois, vangloriando-se, colocaram o vídeo no Facebook.
A semana passada foi o julgamento e, qual não foi o meu espanto, ao ver os 3 jovens agressores saírem do Tribunal de sorriso nos lábios! A sorrir, minha gente! Como é possível?? O juiz atribuiu-lhes pena suspensa, ou seja, tiveram direito a uma nova oportunidade de vida. Mas não me parece que aproveitem. Aliás, logo à saída, o Rudolfo e a própria mãe agrediram uma jornalista. A mãe então parecia extremamente orgulhosa da sua cria. Chamou otários aos jornalistas e fez o seguinte gesto para as câmaras:


De facto, não se pode esperar muito de alguém que é (des)educado por uma mãe destas.

Coitadinho!


Nas presidenciais já ele se tinha queixado dos seus rendimentos e alegou até que, parecendo que não, isto não era tudo só para ele! Ele ajudava frequentemente a sua esposa que, pobrezita, apenas tem uma reforma de 800€ e não conseguia safar-se sozinha. Agora a mesma conversa.

Andará a Mariazinha a sustentar algum viçoso e musculado jardineiro do Palácio de Belém?