domingo, 6 de outubro de 2013

Novidades da Charlotte


Desde que vos disse que lhe tinha sido diagnosticado cancro do pâncreas, nunca mais vos falei da minha melhor amiga.
Resumindo: incompetência médica.
Ela não tem cancro, tem um adenoma na cabeça, minúsculo e benigno. Tem um inchaço no pâncreas que parece que é resultante de uma produção em excesso de insulina. E parece que se decidiram por este último diagnóstico.
Não sou médica mas tão pouco me parece normal que a cada mês haja um diagnostico, que a cada mês se dê um novo veredicto a uma família durante 2 anos e que se afirme sem certezas, a uma jovem de 24 anos, que tem um tumor dos mais graves e dificilmente curável. Isto é gozar com a dignidade do doente.
A Charlotte perdeu o emprego devido às sucessivas baixas, entrou em depressão com a certeza que iria morrer de cancro e no fim, não é nada de mais. Dizem eles, se é que acertaram agora.
Para já mantem-se o diagnostico de excesso de insulina e já lhe receitaram medicação e uma dieta própria que lhe está a condicionar bastante a vida.
E o médico que se prepare… em breve terá noticias do advogado da Charlotte.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sono de beleza


Bibliofilia



Aqui fica uma lista de alguns dos últimos livros que li. São tão diferentes que, definitivamente, o que os une é o meu amor pela literatura. Hoje em dia um pouco mais controlado pela carteira…
E se lêssemos sempre a mesma temática e da mesma época? Que mentezinha fechada teríamos, não?

- “Malinche”, de Laura Esquivel, 2006, México
- “Travessia de Verão”, de Truman Capote, 1943, USA
- “Memórias de José Garibaldi”, de Alexandre Dumas e José Garibaldi, 1870, França
- “Budapeste”, de Chico Buarque, 2003, Brasil
- “Comer, Orar, Amar”, de Elizabeth Gilbert, 2006, USA
- “Daisy Miller”, de Henry James, 1878, USA
- “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, de Jorge Amado, 1948, Brasil
- “A Conspiração”, de Dan Brown, 2005, USA
- “Todos os Fogos o Fogo”, de Júlio Cortazar, 1966, Argentina
- “O Amante”, de Marguerite Duras, 1984, Vietname
- “Memória das Minhas Putas Tristes”, de Gabriel Garcia Marquez, 2004, Colombia
- “A Pérola”, de John Steinbeck, 1947, USA
- “O Sétimo Selo”, de José Rodrigues dos Santos, 2007, Portugal
- “Metamorfose”, de Franz Kafka, 1915, República Checa
- “A Sonata a Kreutzer”, de Tolstoi, 1889, Rússia
- “O Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa, 1914, Portugal
- “O Perfume”, de Patrick Suskind, 1985, Alemanha
- “O Elixir da Longa Vida”, de Honoré de Balzac, 1830, França
- “A Sombra do que Fomos”, de Luis Sepúlveda, 2009, Chile
- “O Amor é Fudido”, de Miguel Esteves Cardoso, 1994, Portugal
- “Primeiro as Senhoras”, de Mário Zambujal, 2006, Portugal

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Desenquadrada



Este ano de 2013 tem sido prolífero em “ajuntamentos”. Em Março juntou-se a minha melhor amiga. Em Maio outra. Em Agosto outra. Em Setembro outra. Em Novembro de 2012 já tinha casado uma.
Cereja no topo do bolo: uma ou outra já mencionam a seguinte frase, “A vida está difícil, não é que estejamos a planear nada, mas se acontecer tudo bem. O meu relógio biológico já despertou de todos os modos!”.
Como amiga, é lógico que fico contente por elas mas… somos tão jovens! Temos todas entre 24 e 26. A sério que não querem viajar, ter experiencias, conhecer pessoas? Este verão foi uma complicação para marcarmos uma simples ida à piscina porque umas tinham o jantar para fazer (os namorados são manetas, é?), outras tinham a limpeza em atraso (o pó acima da descontracção e amizade?), outras tinham os sogros de visita, etc…
O tema de conversa passou de “Bora sair e dançar até de manhã!”, para “Comprei umas panelas novas super práticas, tens de ver!”.
Eu adoro as minhas amigas mas interessam-me tanto as panelas como saber quantos grãos de areia existem no Sahara.
Eu sou daquelas que acha que juntar/casar antes dos 30 é suicídio, que a vida tem de ser mais, mais aventura, mais pessoas, mais ímpeto. E começo a sentir-me deslocada e completamente à parte deste mundo de móveis e cortinados.
Sou a única a sentir-me ainda uma criança perdida sem rumo, sem nem saber bem ainda o que fazer da minha modesta existência e a querer dedicar-me a mim?

terça-feira, 1 de outubro de 2013