sexta-feira, 15 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Lontra!
Para quem não sabia
cozinhar, até me tenho surpreendido:
Curvina com
bata cozida e cenoura
Bacalhau no
forno com batatas e tomate
Dourada
grelhada com batatas cozidas, cenoura e ovo
Não pensem que não
tenho noção de medidas e quantidades e por isso faço muita comida. Eu como
realmente isto tudo! Já pensei até ir ao médico, porque por vezes estou já mal
disposta e continuo a comer. É como que uma compulsão… Adoro comer! Esteja
satisfeita ou não. Sorte o meu organismo me manter magra. Ufa!
PS: Em cima disto tudo,
ainda lhe arrumo todos os dias 2 taças de gelado.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
A ler
De 2012.
Foi uma amiga muito
querida de Viana do Castelo que está a passar pelo mesmo que eu, uma ruptura
após uma relação intensa de alguns anos com problemas com a sogra e cunhada
(ele há coincidências…!!), que mo recomendou. Enviou-me um dia pelo Facebook
uma foto da primeira página deste livro que começa com a frase “Há um limite
para o sofrimento e és tu quem o decide”.
O livro fala duma
relação entre pessoas opostas, demasiado opostas. De como nos confundimos por
amor, de como nos perdemos de nós mesmos e do que sentimos depois.
É engraçado,
reconfortante, ler palavras que nos são familiares, ler sobre emoções que
carregamos connosco neste momento. Sentimos empatia, entendemos que não somos
os únicos com esta dor e caos mental. No entanto, e dando razão às criticas que
sempre ouvi / li sobre a Margarida, torna-se frustrante ler sobre o que sinto e
estou a passar escrito de forma tão banal e miserável. Custava muito teres ido
à escola e aprender a escrever a sério, Margarida? Até a minha afilhada de 8
anos consegue ser um pouco mais complexa e profunda. Não se escreve de amor
assim. Muito menos de perda. Mas enfim… agora resta terminar de ler esta “coisinha”
que tinha tudo, se fosse bem escrito, para ser um grande livro.
PS: o Destino tem um
senso de humor incrível! Este livro sobre ruptura e casais opostos, amores que
passam e estão errados, foi-me oferecido pelo João, meses antes da terminarmos
e nenhum dos dois sabia bem de que tratava o livro. Era um sinal.
Chegou o momento
Vim para esta cidade de
mochila às costas, fé no coração e caos mental.
Atrevi-me, fiquei por
minha conta e risco, gastei todas as minhas poupanças nesta aventura e, com
muito stress e sofrimento, lá passei na primeira fase.
A formação foi dura,
desesperei-me, quase falhei e lá consegui um contrato à experiencia de 30 dias.
Ficaria a saber o veredicto final dia 16. Mas quem arrisca, petisca! E hoje
fiquei já a saber que, se quiser, não só assino contrato de trabalho dia 16
como deixo de ser trabalhadora em part-time. Fui convidada a passar a 8h
diárias, com todos os direitos legais. Aceitei, claro.
Posso agora respirar
fundo e sorrir. E agradecer. Agradecer muito a todos os anjos, seres iluminados,
bons ventos e sorte que me acompanham há muito.
Sei que tenho uma
biografia muito rara e dura desde que nasci mas acredito que isso só me torna
mais especial e forte, mais entendedora da vida, mais preparada para arriscar e
vencer. Quando me dizem que sou uma guerreira e que não sabem como já aguentei
tanto, costumo sorrir e pensar “Exagerados! Foi tudo tão incrível, até o mau!”.
Que a Vida me mantenha
sempre assim, inabalável, positiva e, acima de tudo, grata.
domingo, 10 de agosto de 2014
Aprovadíssimo!
Ainda me estou a rir e
já passaram 2h!
“Não me digas que agora
tenho de levar o cu ao notário!”.
Vem aí bons sábados à
noite!
sábado, 9 de agosto de 2014
Eh cena do mal, pah!
Isto dos Call Centers é
uma merda!
É tudo por estatísticas
e resoluções e reincidências. Resumindo: se me liga um cliente com uma avaria,
eu até resolvo mas passado 5min ele tem uma dúvida e liga de novo, chama-se
rechamada e descontam-me na avaliação. Se passados 5 dias o serviço pifa de
novo e o cliente liga, chama-se reincidência, levo nas orelhas!
Também ganho pontos /
dinheiro por cada situação que resolvo e se só me calharem avarias à séria, que
tenha de enviar técnicos a casa do cliente, pimba, mais descontos!
A semana passada estava
com a produtividade a 51%, era das melhores. Hoje estou a 33%, e sou só a pior
de todos! Arre! Assim não há motivação nem pensamento positivo que aguente!
E hoje saber que sou a
pior, a última no índice de produtividade, e sabendo que os contratos são a
termo incerto e ainda estou nos 30 dias há experiencia, desanimou-me mesmo!
Que stress ter de pagar
casa, despesas, estar numa cidade diferente, sozinha, cheia de
responsabilidades, sem ajuda e tudo às costas com um chão tão escorregadio por
baixo dos pés.
Coisas de marca branca a não comprar…
Pasta de dentes da
marca Continente.
No fim, nem tens a
certeza se lavaste os dentes. É que nem limpa nem deita cheiro, nem sabor nem
nada!
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Velhos capítulos e novos livros
Recomeçar é bom. É
inevitável, é o motor da vida, o que nos afasta da monotonia e de sentimentos
turvos.
E eu aproveitei esta
fase da vida para ir ao Porto visitar o meu querido Gato Nino.
Foi graças a ele que eu
descobri o melhor de mim, descobri que podia ser mais e melhor. Foi graças a
ele que abri os olhos e entendi que estava no sitio errado a viver uma vida
estranha a mim.
O salvamento dele foi
das coisas mais grandiosas que fiz e levá-lo até ao seu Destino foi catártico.
Nunca esquecerei aquela jornada que me fez voltar a sentir quem era. Quem
costuma ser.
Vê-lo ali, de pelo
lustroso, encheu-me de paz e orgulho. E pensar que em outubro era apenas mais
um, uma vitima, baleado, cego, de dentes partidos. O desgraçado nem cartão me
passou! Já não está lembrado do que nos uniu. Melhor assim… situações tristes
não devem ocupar espaço na nossa vida.
Ele foi vitima da
humanidade e do João. Pensar que o João, o homem com o qual tinha planos de
casar, usou um ser indefeso contra mim…
Ironia da vida: no dia
que visitei o Nino, o João ligou-me. Queria “assuntar”. Queria, como quem não
quer a coisa, saber se eu realmente me tinha mudado e que emprego tinha e por
aí fora. Despachei-o. Talvez ainda o ame, talvez não. Certamente sim. Mas
prefiro não pensar nem analisar tamanho problema. O que importa é que decidi
que acabou. Nem eu nem o Nino voltaremos a ser brinquedos nas mãos de gente
imatura e cruel. O Nino encontrou amor e segurança no Porto e eu irei
reencontrar-me aqui.
Tem sido um pouco
solitário estar nesta cidade sozinha, sem amigos. Mas sinto que é apenas o
começo. Depois dos últimos anos e de tudo o que passei, não faria sentido
avançar sem um período de solidão, de introspecção, para entender quem sou
agora após as tempestades. Não sou quem era há uns anos, mas também me perdi de
quem pretendia ser. E agora? Resta pensar, sentir e analisar. Descobrir.
Nino comilão
A minha
terceira tatuagem. Aquela patinha é mesmo do Nino, carimbei-a antes de o
entregar para adopção. PS: Nunca tatuem as costelas, é terrível, ia-me
vomitando.
A vida por cá
Bacalhau
Dourado com Espinafres e Sumo Natural de Manga
Tarte de
Framboesa
Depois, seguiu-se uma
caminhada pela cidade e uma visita a uma exposição fantástica sobre a cultura
mexicana.
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