quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Nem sei que pense ou sinta…


Sempre tive fé. Sempre achei que este seria outro Zico em modo espanhol.
Mas o governo foi implacável, alegou ameaça de Estado. Ameaça pública. E do que li, nem sequer há teorias, muito menos certezas, sobre como se propaga (se é que se propaga) o Ébola em animais. Aliás, nem se soube nem nunca se saberá, se o pobre Excalibur chegou algum dia a ser contaminado pela dona.
O que eu não consigo é meter-me no papel do seu dono, imaginar sequer fugazmente a sua dor, de quarentena, afastado de tudo e todos, à beira de ficar viúvo, sem saber se ele próprio não estará gravemente doente e vendo na TV que lhe invadiram a casa, violaram a privacidade, para assassinar o seu melhor amigo, quiçá um filho.
Eu que já tive uma doença mais complicada e optei por ficar 5 meses sem acompanhamento para pagar um tratamento ao Eros, nem imagino quão dilacerante estará a ser este dia no coração daqueles donos.
Sem palavras…

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Voltaaaaaaaaaaaaa

Querido Wareztuga,
Já estamos no 6º dia “com os servidores em baixo”.
É Outubro. As séries vão todas recomeçar. O meu querido Sobrenatural, Homeland, Walkin Dead… falta-me ver o último episódio de Hannibal.
Regressem!

Em choque!

“O marido da auxiliar de enfermagem que foi contagiada com ébola em Madrid lançou um apelo nas redes sociais. Segundo o El Pais, as autoridades espanholas de saúde pediram-lhe autorização para eutanasiar o cão do casal, que ficou sozinho em casa quando ambos foram admitidos no hospital.

In DN

Aqui, sentada, vendo TV com o Eros ao colo enquanto lhe beijo o focinho, não posso deixar de ficar impressionada e em lágrimas com tal realidade. Que a sorte sorria a este casal que, não bastasse a doença e a separação neste momento, ainda lhe querem matar a sangue frio o “filho”. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Agora está feliz!



Tinha sempre a janela fechada com medo que o Eros fugisse (e um dia quase aconteceu). Era o cheiro a comida, a humidade de quando tomava os meus longos banhos. Uma chatice! A casa nunca arejava. E depois o gatão, lindo, não tinha direito aos seus banhos de sol. Vai daí, perdi o amor ao dinheiro e mandei fazer uma espécie de rede em arame do tamanho da janela. Agora o Eros dorme ao sol e a casa não tem humidades nem cheiros. É vê-lo todas as noites à janela à minha espera, contente. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A ler














De 2010.

Fim ao sofrimento, Margarida!

Ela é polémica, divide opiniões. Mas dizem os entendidos que a pequena quarentona mal sabe escrever. E eu lá fui experimentar. Li “O Amor é Outra Coisa”, recomendado por uma amiga que tinha acabado de sair de uma relação nas mesmas circunstancias que eu. Se me identifiquei na análise dela? Sem dúvida. Revi-me em cada momento da história, em cada pensamento da protagonista. Se por isto o livro me marcou? Poderia, se não tivesse tão mal escrito. É que a linguagem é tão banal, tão rasca, com uns laivos de filosofia machista e retrógrada, que uma pessoa até pára de ler a cada 10 linhas para pensar “QUE MERDA É ESTA?”.
Até nunca mais, Margarida Rebelo Pinto.

domingo, 5 de outubro de 2014

Mulheres de Poder


Não tivemos nem temos histórias fáceis mas isso só nos valoriza. Só nos une. Crescemos na adversidade cheias de amor e confiança no amanhã.
Apresento-vos a Charlotte aqui do blog, my BFF.

PS: Não te quis dizer nada, não quero que te sintas mal ou pressionada. Não te quero relembrar a perda mas… arranjei-te um berço. Ele está aqui, bonito, em madeira, há espera que concretizes o teu maior sonho. E eu estou aqui, a aguardar, pronta para te ver feliz. 

sábado, 4 de outubro de 2014

Folga de…

… passeio.

Cromeleques dos Almendres (Évora)

E fui experimentar um restaurante vegetariano pela 1ª vez. Adorei! Comi tofu de coentrada, bifes de seitan com cogumelos, croquete de soja e bebi sumo natural de melancia com hortelã. Esta experiencia deliciosa só veio fortalecer o meu pensamento de deixar de comer carne. Desde que giro uma casa, que sou eu a ir ao talho, que me faz espécie ver ali os bichinhos expostos, as costeletas, os leitõezinhos “desmaiados”, os coelhos que parecem o Eros sem pele. Para complicar a coisa, o meu melhor amigo meteu-me no Facebook um vídeo de uma curta-metragem espanhola sobre os matadouros e lá estava uma vaquinha a chorar e destacou-se uma frase de peso, “O teu corpo é um cemitério”. Desde aí que esta frase ecoa no meu cérebro e já me custa até grelhar uma Dourada. Hoje fui a uma loja de produtos naturais mas os preços depressa me desanimaram. Um pedacito de seitan que deve ter aí umas 200gr custa 3€. Bifinhos de soja até nem é pior, uns 2€. Mas um hambúrguer, UM, pequeno, é logo 4€. Porra! A sério que é caro não consumir seres vivos?!?
Decidi que vou pesquisar, com calma, ver uns livros na biblioteca, e informar-me mesmo sobre dieta vegetariana e alternativas mais económicas. Estou decidida! Atenção, não critico quem come animais. Cada um tem as suas necessidades. Eu é que, desde que resgato animais, estou mais sensível a eles e começa-me a fazer impressão comê-los.
Para terminar o dia, um agradecimento ao maléfico Continente que, quando eu menos posso gastar, mais tentações ele me coloca na frente. Livros a 5€?!? Oh Deus… lá tive de trazer uns desfavorecidos para casa:


E agora, xixi e cama, que estou com uma enxaqueca daquelas! E amanhã é dia de trabalho… hum… espero bem que seja só uma fase passageira, mas já começo a acusar o cansaço psicológico de passar 8h num cal center sempre a ouvir pessoas e queixas e ruído. Espero bem voltar a sentir-me entusiasmada em breve, pois ainda só estou nisto há 2 meses. 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Era fazerem-vos o mesmo, filhos da p***!







Esta bolinha de pêlo amarelinha vai ser posta na rua pelos donos só porque faz diarreia. Que ainda por cima é fruto da péssima alimentação que os DONOS lhe dão.
É o cheiro que incomoda, é? Dá trabalho levá-lo ao veterinário? Então não o tivessem adoptado! Saibam mas é o que significa ser responsável por uma vida. Depois não se queixem se os vossos filhos vos abandonarem num lar porque sujam muitas fraldas!

Detalhes aqui

A importância de sermos nós mesmos

Ninguém será feliz por nós, ninguém nos amará mais do que nós mesmos, ninguém nos poderá erguer se cairmos sem que a vontade para isso venha do nosso interior. Nós somos o nosso melhor tesouro. Não se vendam, não se percam. São o único que realmente possuem. Não façam coisas chatas porque os outros as acham geniais. Não se metam em aventuras complicadas para impressionar. Quem nos ama não precisa de actos loucos de demonstração.
Tenho aprendido e praticado bastante ultimamente a questão de colocar limites. Não temos de sorrir timidamente e dizer um “está bem” baixinho só porque parece mal dizer não. Não temos de nos deixar ir só porque a nossa vontade pode magoar o outro. Somos todos átomos, energia. Somos energias díspares que podem ressoar ou não.
Hoje usei a minha folga para fazer pequenas coisas que me fazem bem. Fui às compras (sei que pode parecer muito, muito estranho, mas adoro ir a supermercados, vá-se lá entender!), fui meditar 1.30h e fui visitar o Canil Municipal. Esta cidade está de parabéns, o canil tem um regime aberto de visitas em que quem quiser pode ir buscar um cão para passear ou para passar os fins-de-semana em sua casa. Estilo família de acolhimento.
Assim que cheguei vi filas e filas de jaulas, muitas patinhas de fora a chamarem-me, olhares tristes. Confesso que quis dar meia volta, não me senti bem ali. Mas de repente, olho para a direita e vejo uma jaula lá ao fundo, mesmo no fim de todas as filas e senti-me impelida a dirigir-me a ela. Não sei o que se passou nem o que senti mas fui. E lá dentro estava uma coisinha encolhida, castanha. Baixei-me e falei-lhe docemente. De repente, a coisinha encolhida foi-se esticando, mostrando o peito, levantou-se e encostou a cabeça nas grades. Esticou então o seu focinho e tentou lamber-me. Aproximei-me, coloquei as mãos dentro da jaula e… ele aninhou a sua cabecinha nas minhas mães e agiu como um gato, dando marradinhas. Aqueles olhos…! Foi amor à primeira vista! Aliás, foi mais que isso, antes mesmo de o ver, senti-me direcionada a ele. Chama-se Trevo. Curioso nome. Dizem que um trevo dá sorte. E na mitologia irlandesa é sempre símbolo de felicidade, alegria e duendes, pequenos brincalhões que vivem na natureza. Este Trevo é que degenerou. Nem sorte nem alegria. Está há 5 anos no Canil.
Ai Eros, Eros… se não fosse o temperamento do Eros que acha normal atacar todos os animais bem como a sua saúde que já me dá bastantes despesas, não hesitaria. Mas como quem quer, arranja sempre solução, deixei o meu contacto lá no Canil para ser entrevistada pela Directora e começar a passear o Trevo e ser voluntária lá.
Deixo-vos uma foto do meu novo amor: