sábado, 11 de abril de 2020

60 Dias de Gratidão# 43

Que rotina agradeces hoje?

Apesar de ser a muito custo, ir ao ginásio!
Apesar de também não estar a emagrecer, ajuda-me a melhorar a resistencia.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

!!



Tantos sorrisos por aí e você querendo o meu
Tantos olhares me olhando e eu querendo o seu
Eu não duvido não, e não foi por acaso
Se o amor bateu na nossa porta, que sorte a nossa

60 Dias de Gratidão# 42

Que inspiração agradeces hoje?

Anne e Vicente Ferrer.
O trabalho deles é o meu exemplo perfeito de dedicação.
Para quem não conhece, dê um olhinho AQUI

terça-feira, 7 de abril de 2020

Do México XVI

[continuação...]



Ainda o sumo ia a meio, e eu já me estava a sentir enjoada. Lá ia tratando de tirar aquela coisa alapada às gengivas com a língua enquanto os anfitriões explicavam que por favor, tentassemos praticar técnicas de respiração e que não vomitassemos em menos de uns 40min, para que o Peyote pudesse começar a fazer efeito. 
Maltinha, só vos digo... eu foi acabar de beber aquilo (depois de muita ajuda de aguinha, porque aquela porra agarrava-se-me às gengivas e recusava descer) e pensar "Está calor... e estou enjoada... ai, se calhar devia ir esticar as pernas e afastar-me do lume".
Gente... foi andar 10 metros e... blergh!!!!
Só vi toda a gente a olhar para mim com os seus baldinhos de vómito ao lado enquanto eu gregava a roseira lá do sitio.
De vergonha afastei-me mais um pouco.
Pensei, "A sério? Tão rápida? O meu corpinho expele logo a droga exótica?!?". E esperei as alucinações. As quais teriam sido muito bem vindas ao contrário daquilo que realmente veio: correr para o wc.
Só vos digo que se seguiu 1.30h de entrar e sair do wc, num dueto entre a diarreia e o vir cá fora vomitar mais roseiras.
1.30h de angustia, em que eu não sabia se o que estava a sentir era normal, se devia ligar para o 112 ou que raio!
Momento de crise: entre diarreia e vómito e a simples manga que tinha comido, entra-me uma fome voraz. Resultado: eu sentada na sanita a comer amendoins (foi o que encontrei) e a rir-me de mim mesma. Sim, deu-me para rir da desgraça, sozinha, no wc.
Quando FINALMENTE me senti melhor e me juntei ao grupo, lá vem o anfitrião que eu odiava, "Vomitaste muito rápido, toma mais Peyote". 
Não vos consigo explicar a minha cara de asco...
O anormal insistia "Toma! Para que te faça efeito. A ver se aguentas mais agora antes de vomitar!".
Nem respondi... virei costas e fui-me deitar no meu saco-cama.
Então eu aguentei aquela porcaria no bucho 2 singelos minutos que deram origem a 1.30h de vómito e merda e ele quer que eu volte a "tentar"?!? Tá doido?!?
Eu só sentia alivio e dor abdominal de tanto estar dobrada a gregar as roseiras. 
Nisto o Marido vem ter comigo, aproveita pra me fazer bulling porque fui a primeira a vomitar, ainda por cima num espaço comum e que todos me viram, e diz-me que está cheio de sono, que não está a sentir nada diferente e que já uns quantos choraram e falaram sozinhos enquanto eu estive ausente.
Ficamos ali juntos, quando ouvimos um grito. E lá começa uma mulher a chorar, mas de forma intensa... um gemido, um grito, um choro que mais parecia o uivar de um animal ferido. E nisto levanta-se um tipo com pinta de indio, cabelo longo, roupas hippies, com uma pluma na mão e começa a girá-la em cima da cabeça da mulher que uiva.
Mais ao lado, um tipo estava de pé, olhos fechados, a abanar-se como quem está num festival de transe.
E assim se passou a noite, em que eu e o Marido só tentavamos abafar o riso, admirando estupefactos tudo aquilo.
Amanheceu. Eu pensei "Finalmente! Bora para casa!". 
Mas o show continuou. Toca a levantar todos e a agradecer ao sol com uma coreografia especifica.
Eu aproveito para averiguar as carinhas do pessoal. Era tudo a chorar, emocionado. 
Depois deram-nos un chá e pude observar como as pessoas partilhavam experiencias, outros afastavam-se para chorar e todos contavam coisas que ao parecer, foi óbvio para muitos, mas não para mim.
Depois era suposto termos um pequeno-almoço comunitário e partilhar visões mas eu e o Marido entre-olhamo-nos e ele lá lançou um "Aaaaaah que pena! Adoravamos ficar mas eu tenho uma reunião com o meu sócio. Tenho taaaaanta pena mas temos de ir". E lá saimos, mediante o olhar reprovador do anfitrião que eu odeio  (que ainda teve o desplante de me dizer que eu vomitei logo porque sou europeia e não estou preparada para a energia potente dos indigenas americanos), e com muitas indicações: "Não comam nada pesado! Só frutinha. Porque o Peyote fica no organismo até uma semana mais e podem ter sonhos esquesitos, revelações, vómitos... cuidado!".
Nós: "Claaaaaaaro!!".
Pessoal... em 30min estavamos a parar num restaurante e eu comi um frango assado inteiro sozinha!

Resumindo: se as plantas sagradas têm algo de estérico, não sei. Eu senti-me num grupo de drogaditos, amaldiçoei o momento em que decidi pagar por algo assim, chorei pelas economias perdidas nesta tontice, ri-me perante a lembrança de mim a comer amendoins na sanita e andei 2 dias com o nariz irritado a assoar Rapé.

O sitio onde tudo aconteceu




sábado, 4 de abril de 2020

Do México XV

Peyote


Já aqui tinha mencionado ISTO

A mais famosa das ervas sagradas é a Ayhuasca, nativa da Amazónia.
Aqui em Portugal também se fazem inúmeros retiros com esta planta, a cada fim-de-semana.
Para quem não sabe o que é isto das plantas sagradas, basicamente é um conjunto de ervas, cactos, flores, que contém determinadas toxinas e supostamente, elevam a consciencia de quem as toma.
Podem ser mastigadas, trituradas e metidas num sumo, snifadas...
Sobre este tema há muitas opiniões! Desde pessoas que dizem que isto nada mais é do que uma droga natural que causa alucinações, a gente que afirma que teve experiencias reveladoras durante este processo.
Confesso que como reikiana que pratica meditação desde 2013, sempre me cativou este tema e sempre quis experiementar. Mas estes eventos não são baratos além de que o preço a pagar para elevar a consciencia, inclui primeiro reações biológicas como vómito e diarreia.
Contudo, agora que vivi no México, surgiu a oportunidade. Eles lá têm também uma planta sagrada, o Peyote.
Este é um cacto que nasce no deserto e que é usado desde tempos longínquos pelos indígenas para se comunicarem com certas entidades.
No México eu fazia meditação com um tipo que usa estas plantas e faz retiros com elas a cada 3 meses e convidou-me.
Lá fui eu e o Marido.
Primeiro, 7 dias antes do grande dia, há que fazer uma dieta vegetariana, livre de alcool, açucares e processados.
No dia em si, não podemos comer depois das 18h e o evento começa as 19h.
Lá fomos nós no dia estipulado e assim que entrámos, demos de cara com um grupo de pessoas muito diverso (homens, mulheres, velhos, novos e assim assim, indigenas, citadinos, hippies, homens de negócios). Fomos recebidos com um chá e a indicação de que antes de tomarmos a erva sagrada, deveriamos passar ao Temazcal (uma espécie de sauna pré-hispânica).



Como podem ver, são estruturas de pedra ou barro, pequenas, baixas, duras. E no meio há um buraco onde estas pedras em fogo vivo são colocadas para emanar calor


Eu já tinha experimentado o Temazcal em duas ocasiões e sabia que detestava tal coisa.
Eu dou-me mal com o calor e tenho alergia ao suor (sim, é estranho mas real), logo para mim é uma experiencia dispensável, que só me causa mau estar e quebras de tensão.
Portanto eu recusei participar desta actividade. 
A cerimónia das ervas sagradas era presidida pelo meu guia de meditação e outro tipo que se achava o mais mexicano de todo o sempre, o Mexica originário e lançou-me um "Mas nunca fizeste o Temazcal comigo! Portanto não podes dizer que não gostas!". Levou com "O calor e o meu mau estar existem para alem de si". Ao que o tipo revidou "Portanto és daquelas que para cada problema na vida desiste. Achas que assim chegarás a algum lado?". 
Não preciso dizer-vos que ficou logo aquele ódiozinho no ar entre nós, não é?
Eu mantive-me firme. Ele manteve a sua cara de azia.
Enquanto eles foram fazer o tal Temazcal (Marido incluido), eu aproveitei para comer. Sim... não podiamos comer depois das 18h mas... entretanto deram-se as 20h, o tipo que eu fiquei a odiar avisou que o Temazcal demoraria 2h... enfim! Comi algo leve, para que a infração fosse menos grave! Comi manga. 
E esperei... revi o facebook, falei por whatsapp...
E lá acabou o raio do Temazcal.
Aquela gente toda (eramos cerca de 30 pessoas) foi tomar um duche rápido e lá começamos a estender os saco-cama (sim, porque iamos todos tomar o Peyote em redor de uma fogueira, ao ar livre e ali permanecer toda a noite, com os 2 anfitriões a cuidar-nos, pois o esperado é que alucinemos, vomitemos, cag*****, gritemos, choremos... sei lá!).
Eu estava nervosa! Primeiro, porque sou mentalmente muito forte. É rarissima a vez que logro meditar. Segundo porque nunca sequer experimentei um charro... portanto, não faço ideia do que seja estar ou sentir-me fora de mim. Terceiro, o pânico de achar que me ia vomitar e borrar toda ali no meio de estranhos. Este nervosismo aumentou quando os anfitriões começaram a distribuir baldinhos para vómito a cada pessoa.
Para iniciar a cerimónia, fomos introduzidos ao Rapé. Basicamente, Rapé é uma mistura de tabaco moído com menta e deve ser snifado antes de tomarmos qualquer planta sagrada. 
Ora eu passei-me logo! Eu sei lá snifar coisas! E não será desagradável? E fará sangrar o nariz? 
E enquanto eu olhava desconfiada para o Rapé, o meu professor de meditação ia-me distraindo e aproximando uma espécie de palhinha metálica do meu nariz e eis que, sem mais, pimba! Me sopra o rapé nariz adentro! Vá lá que só foi uma narina! Porque eu comecei a tossir, abanar os braços como doida, ainda lhe derrubei uma taça de Rapé, enquanto dizia "Mais não! Mais não! Cof cof!!". 
Credo! Eu para toxicodependente não dava!
Posto isto, lá nos deram o raio do Peyote, no caso, cacto triturado misturado com sumo de laranja. Supostamente a ideia é melhorar o sabor e textura da erva sagrada mas é tudo mentira! O raio do cacto é espesso, amargo e o que acontecia é que a cada gole, o sumo descia e o cacto triturado ficava agarrado as gengivas, tendo eu de o mastigar e empurrar goela abaixo.

[continua...]

Sabadou!


Well, there's broken silence
By thunder crashing in the dark (crash in the dark)
And this broken record
Spin endless circles in the bar (spin 'round in the bar)
This world can hurt you
It cuts you deep and leaves a scar
Things fall apart, but nothing breaks like a heart
Mhmm, and nothing breaks like a heart

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Fit Quarentena

E de repente, do tédio, nasce até vontade de regressar ao yoga abandonado desde 2018! 

Ontem fiz também uma série de abdominais, exercicios de braço, pernas e rabo.
Continuo a tomar muito chá detox.
Retomei a meditação para me ajudar com a ansiedade e os medos.
Fiz um Instagram! Já estou pró naquilo.

Teletrabalho... cada vez menos. Sou péssima a impôr-me responsabilidades e a gerir obrigações.

Fiquem bem, pessoal!

60 Dias de Gratidão# 41

Que propósito agradece hoje?

O de ser melhor cada dia.
Ter consciencia das minhas falhas, arrogancias, erros e tentar trabalha-los sempre.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Do México XIV

Morte

Os mexicanos acreditam que a vida é uma passagem, que a reencarnação não existe e que os nossos entes queridos ficam "do outro lado do véu", a observar-nos, a guiar-nos, a dar-nos orientação, conselhos, proteção.
A coisa é de tal forma em sério, que nos programas de televisão, debates, tertúlias, ao lado do especialista do tema (seja ele um psicólogo, economista, etc) está sempre uma cartomante, vidente, angeóloga.
Eles acreditam mesmo nestas coisas e trabalhar com oráculos ou mortos é uma profissão real e levada a sério no México.
A parte boa deles verem a morte como algo normal e aceitável é que a encaram com grande sentido de humor.
Recordo a primeira vez que visitei um cemitério e dei de caras com uma família a lanchar em cima de um túmulo, com músicos ao vivo e tudo. Lá me explicou o marido que devia ser o aniverário do morto e que celebrá-lo daquela forma, como se estivesse vivo era nomal.
Os túmulos de crianças, por exemplo, são decorados com balões e peluches todo o ano.
Aqui vos deixo alguns túmulos "divertidos".



















60 Dias de Gratidão# 40

Que oportunidade agradeces hoje?

A que tenho actualmente. A de ter podido entrar a trabalhar na área para a qual estudei, 17 dias depois dir buscar o diploma.