Nunca seria capaz de trair!
Sim, não tenho problemas em dizer a palavra nunca, no que se refere a este tema.
Não sou santa nem púdica mas tenho algo mais valioso: a consciência.
Não entendo, juro que não entendo como se pode trair alguém e depois simplesmente olharmos para a pessoa que está connosco, sorrir e dizer “amo-te”.
Se nunca traí, nem penso em fazê-lo, admito que não é por uma questão de certo ou errado, nem por ética ou valores morais.
É somente porque se traísse, estaria a pôr término ao meu namoro. Sei que seria o fim porque eu não minto. Como digo sempre, sou demasiado arrogante para fazê-lo. Quando faço algo, assumo-o. É uma atitude minha, ninguém se deve meter. Devido a este pensamento, não minto.
Por isso sei que se traísse, a minha consciência torturar-me-ia até que eu falasse a verdade. Tenho sempre uma enorme necessidade de fazer o que julgo ser mais justo. Ás vezes, até me dá raiva de tão correcta que sou.
Acredito piamente que sexo e amor são coisas diferentes que se encontram separadas. Mas amor e respeito, esses não vivem um sem o outro. Como se pode trair sem desrespeitar o nosso namorado/a e o sentimento que temos? Aliás, acho que o maior desrespeito é para connosco. Quando se trai alguém, traímo-nos primeiramente a nós, às promessas que fizemos, aos olhares que trocamos, às palavras que proferimos. E haverá maior vergonha que trairmo-nos a nós próprios?



