quarta-feira, 30 de maio de 2012
Oin…!!
Nunca vi uma história de amor tão fofinha, amorosa, escrita de forma tão sublime e mágica.
Só tive pena do triste final.
Definitivamente, um dos livros da minha vida.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Maré de inspiração
Eu escrevo contos. Ou
escrevia.
Dizem que tenho
talento.
Inclusive, um senhor
gostou tanto de um que leu, que queria que eu o adaptasse para teatro para uma
companhia analisar.
Mas eu não consigo
sentar-me e escrever. Ou sinto a história a correr-me pelos dedos ou não vale a
pena. O talento só me surge por breves momentos. Não adianta pegar na caneta e
tentar produzir o que for, racionalmente. É como se entrasse num transe produtivo.
Estive mais de 1 ano
parada. A criatividade não queria nada comigo. E agora, de repente, parece que
acordou! Estou a escrever um conto que já vai em 10 páginas e ainda nem vai em
metade. E já tenho outros 3 esboçados.
Parece que desta
engatei a mudança certa!
Bora lá, Raven! Não
percas o ritmo agora!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Mais de 80mil pessoas no Rock in Rio
E dizem que há crise?
E querem que o Passos
Coelho leve a sério as manifestações?
Este povo…
Sem inspiração
E tantas fitas de
finalista para escrever.
Ainda por cima
convidaram-me para Madrinha de Queima e só vos digo que a fita de madrinha na
Universidade de Évora tem o pequeno tamanho de 1 metro!
1 metro!!!
Como encho isto de
palavras?
sábado, 26 de maio de 2012
Oh que sacrifício
Ofereceram-me um
bilhete para assistir ao concerto do bonitão do Pablo em Elvas.
Não sou louca por ele,
como 99% da população mundial neste momento. Mas as letras são bonitas, de
facto.
Lá terei de fazer o sacrifício
de ficar a olhar/ouvir esta barbinha jovem.
O valor das pequenas coisas

Ao repensar a nossa
relação e todas as dificuldades que temos tido, relembrei aquele dia.
Telefonaste-me: “Desce.
Vou-te apanhar. Trás um gancho daqueles pretos”.
Estranhei. Peguei no
gancho e fui esperar-te na rua.
Chegaste, entrei no
carro, pegaste no gancho e sorriste com uma pequena flor lilás na mão.
Colocaste-a no meu cabelo, prendeste-a com o gancho e disseste-me que estava
linda.
Em seguida levaste-me a
passear, programa cultural como eu gosto. Levaste-me a Vila Viçosa.
Digam o que disserem,
pequenas coisas, pequenos gestos de amor, valem bem mais que um bilhete num
cruzeiro. Pegar no cartão de credito e providenciar uma prenda, qualquer um
faz. Caminhar, ver uma flor e lembrar-se que aquela pequena beleza poderá
arrancar um sorriso a quem se ama, já requer outra sensibilidade.
Obrigada, amor.
João
Não existe coisa mais difícil
e trabalhosa no mundo que uma relação amorosa.
Temos de nos manter
fieis a nós próprios, não podemos perder as nossas bases, no entanto não
podemos ser inflexíveis e arrogantes. A arte da cedência torna-se uma ciência de
estudo.
A única bússola que
temos é o amor. Mas devemos ter em atenção que este, por sí só, não pode fazer
nada. O amor é o tecto. Qualquer tecto cai se não tiver pilares. Respeito,
amizade, companheirismo, confiança e, sobretudo, dedicação, fazem o porto de
abrigo que deve ser a outra pessoa.
Não acredito em amor à
primeira vista. Isso não existe. Existe algo, algo sem nome, uma faísca, um
click, que surge, cresce e, como qualquer animal selvagem e livre, deve ser
educado, domesticado, trabalhado de forma a crescer saudável e bonito. Por isso
desenganem-se! Amor louco e puro, como nas novelas, não aparece do nada.
Constrói-se. Exige suor, brigas, desencontros, sinceridade, por vezes dureza. Água
fria em pedra dura tanto bate até que fura.
E quando as pessoas são
de mundos, educações e gerações diferentes, esse trabalho torna-se num projecto
astronómico, que exige muitas noites sem dormir, muitos rascunhos e stress.
Quem segue este blog
sabe que tenho uma relação igual a uma montanha russa. Não somos sempre
felizes, seguros da relação, nem digo que tenho o melhor namorado do mundo e
que vamos ficar juntos para sempre. Até porque o melhor namorado do mundo já eu
tive! Sim. Namorei com um rapaz de ouro, dedicado, esforçava-se imenso para me
compreender, para me dar sempre a mão, para estar comigo em todas as vertentes
da minha vida. Mimava-me imenso. E sabem o que aconteceu? Terminei o namoro.
Terminei porque, apesar de tanta dedicação, não o amava. Tinha uma paixoneta
que foi passando. Custou-me fazê-lo sofrer mas tinha de ser fiel ao que sentia.
Se há coisa que me caracteriza, é a lealdade a mim mesma. E assim espero
continuar sempre.
Por isso e porque sei
que podemos, com esforço, conseguir algo único, continuo a apostar na minha
relação. Porque esta relação bélica ensinou-me tanto que, mesmo que amanha tudo
acabe, só lhe poderei agradecer.
O João ensinou-me os
valores da família. Aproximei-me muito mais da minha mãe desde que namoro com
ele. Ensinou-me a não colocar muros em frente a uma pessoa que precisa de mim.
Ensinou-me a não ser tão egocêntrica. Ensinou-me a criar laços mais intensos
com os outros. Tem prazer em concretizar os meus sonhos e ver-me entusiasmada.
Eu ensinei-o a apreciar
as pequenas coisas, ler um livro, ter uma mente mais liberal, não se entregar e
magoar tanto, a olhar para fora. Por mim, ele largou as noitadas, a bebida em
exagero. Sei que, apesar de muito atrapalhado, se esforça. Esforça-se por mim.
E esta semana, ao coloca-lo
entre a espada e a parede, “Ou eu ou a tua mãe. Só uma pode ser a mulher da tua
vida, ir à frente e estar do teu lado. Se a escolheres a ela ficamos amigos,
numa boa. Mas eu vou para outra paragem”.
Passou uma semana,
falamos pouco, deixei-o pensar, não o pressionei e eis que surgiu uma atitude inesperada:
“Escolho-te a ti. Estive a falar com um dos meus colegas de casa que é casado,
ele fez-me ver muita coisa. Se eu te amo não posso deixar-te infeliz, não posso
permitir que invadam a nossa estabilidade mesmo sendo a minha mãe. Ando sempre
a queixar-me que sempre tive azar no amor, que fui traído, que só arranjo
putas. Agora que arranjei uma princesa, só tenho é que a manter. Se a perder a
culpa será minha. Prometo-te que as coisas vão mudar. Sei que não acreditas mas
deixa que, com o tempo, vou-te provar. Aqui em França, afastado dessa pressão
familiar toda, tenho pensado mais claramente. Quero-te comigo. Ainda vais casar
comigo, vais ver! Vais mudar a opinião que tens agora e dentro de 1 ano ou 2
vou conseguir dar-te a volta. Vais vir para cá e vais ser minha mulher. Vais
ver”.
Excepto a parte do
casamento, gostei de ouvir tudo o resto. E tem razão, não acredito nele. Terá
de me provar muita coisa antes. Veremos…
O que sei é que não vou
abrir mão de um amor que me ensina tanto só porque temos dificuldade em juntar
duas educações tão diferentes. A minha mãe sempre me deu asas, nunca me proibiu
nada. Os pais do João toda a vida controlaram até a respiração por segundo dos
filhos. Nem sei como será aturar gente assim.
Para mim, os únicos motivos
para se desistir de um amor sem lutar é a traição, a agressão e o desrespeito.
Como, felizmente, ainda não houve nada disso entre nós, vamos continuar.
Vamos esforçar-nos
mais, amor. Dedica-te. Não te percas agora. Mantem a base e não te esqueças do
que sentes e que sou eu que estou sempre a apoiar-te e a querer que cresças.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Indignada!
Mas porque raio este
espectáculo de homem, ainda para mais com barba (ai o que gosto de barbas…
ah!), não ganhou o Globo de Ouro?? Fogo, sempre o Cristiano, sempre o futebol.
E o João Pina que anda
há 12 anos a ganhar medalhas de ouro? Que é bicampeão europeu de judo? Que já
chegou a ficar em 5º lugar no Campeonato do Mundo?
Apoiem quem é
talentoso, esforçado e não anda em frente às camaras a mostrar uma nova
namorada modelo a cada 3 meses e não profere brilhantes declarações do tipo “As
pessoas assobiam-me porque sou jovem, bonito e rico”. Abram os olhos!
Em busca da casa perdida…
Fui pedir habitação á
Câmara cá da cidade, uma daquelas casas em bairros sociais. Resposta: “Não dá,
é que de momento temos 4 casas apenas para umas centenas de pedidos”.
Fui ver na Santa Casa
da Misericórdia. Não têm nada disponível.
Fui ver num lar de
idosos que arrenda casas. Só tinham uma disponível e sem condições. A cozinha
não tinha armários, era irrisoriamente pequena e tinha a bancada, em madeira,
toda apodrecida.
Fomos a todas as
imobiliárias existentes na área. Ou eram muito caras ou precisavam de obras.
Obras? Não temos orçamento para isso.
Andei pelas ruas a
procurar e apontar números. Hoje vimos 4 casas. Umas a precisar obras, outras
que só tinham condições mínimas sem grande dignidade, outras com as paredes
quase a cair…
Temos mais 2 visitas
programadas.
Sinceramente, nunca
pensei ser tão difícil arranjar casa!
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