quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Fiel




Não gosto de chá. Nunca gostei. Sabe-me a água quente com açúcar. Fico até enjoada.
Até ao dia em que conheci este cházinho amoroso. Sonhos Citrinos da marca Tetley. Adoro! E até á data, por mais chás que experimente, nenhum me sabe bem senão ele. O meu fiel companheiro todas as noites.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Reencontro


Já falei aqui ultimamente de um namorado. Falei de relance, sem detalhes, como se fosse algo novo, recente.
Pois bem, o namorado é o João. Para quem me lê há mais tempo, recorda-se certamente de toda a história. Para quem me lê há pouco tempo, o João é o meu ex namorado. Separamo-nos em Dezembro de 2012. 1 ano já… Parece que foi ontem que tudo aconteceu e, no entanto, um turbilhão de coisas sucederam neste espaço de tempo.
Eu e o João namorámos 2 anos. 2 anos de muita luta, briga e revolta. Tínhamos a família dele contra nós e sofremos imensa pressão, esquemas, golpes, armadilhas. Foi esgotante e conseguiram o que queriam: viramo-nos um contra o outro. Eu estava sufocada e descarregava nele, afinal aquela família doida a ele pertencia. Ele estava extenuado, ouvia de ambos os lados, era o amor por mim, era o amor pelos pais e já gritava com todos, fugia de todos e acabou por fazer o acto mais ignorante e covarde: refugiar-se no álcool e na solidão. Começamos a maltratar-nos e surgiu a separação. A decisão foi dele, mais uma vez de forma infantil e covarde, o que me magoou imenso. Com um fim tão pouco respeitoso e frontal, logicamente nem amizade pôde restar.
Cada um seguiu o seu rumo. Eu revoltada, sempre culpando aquela família pelo fim da relação, amargurada, triste e de coração partido. Eu já nem me reconhecia. Só tinha pensamentos negativos, de ódio e raiva. Foi quando descobri o Reiki e a Meditação.
Comecei a trabalhar-me, a querer ser mais e melhor acima do passado e da dor. Trabalhei-me com dedicação e doçura, com muita paciência para com as minhas feridas e fiquei bem, restaurada.
Em Maio, 5 meses após o término, senti-me com forças para falar ao João. Cumprimentá-lo apenas e verificar se ele precisava de ajuda, uma vez que todos me diziam o quão bêbedo ele andava por aí sempre e sem os amigos, isolando-se num caminho degradante.
Sentindo-me bem, sem mágoas, bem resolvida com o meu coração e com o meu passado, procurei-o. Encontrei uma sombra do que fora o João no passado. Estava triste, sem amor próprio e a culpar-se profundamente por me ter tirado da vida dele em prol da família. Só não me tinha procurado por vergonha e orgulho.
Falamos, ele mostrou-se desesperado por ter outra oportunidade e trabalhar para ser uma pessoa melhor, tal como eu fizera nestes 5 meses. O tempo que estivemos separados foi fundamental para que ambos entendêssemos o processo destrutivo em que nos encontrávamos e mudar, procurar um rumo pacífico com a paz e o equilíbrio em mente.
Assim iniciamos uma amizade, conversando todos os dias, conhecendo-nos de novo, nesta nova fase, mais calmos, sem intromissões.
O João deixou totalmente de beber em Setembro. Decidiu, de livre e espontânea vontade procurar um psicólogo e um homeopata. Saiu, durante o verão, de casa dos pais e procurou um cantinho só dele onde eu pudesse entrar sem ser atacada. Começou a ajudar-me na Associação Animal da qual faço parte. Ajudou-me monetariamente numa fase menos boa. Passou a frequentar as meditações e o Reiki semanalmente comigo.
E assim surgiu, naturalmente, a nova oportunidade. O reviver deste Amor. A ser sincera, AMOR, na verdadeira acepção da palavra, não existe mais. Pelo menos, eu penso que não existe mais. Foi uma longa separação, uma mágoa profunda e uma cicatriz enorme. Se me perguntarem se ainda o amo, sair-me-á espontaneamente um NÃO. Mas sei que ainda gosto dele e que não posso julgar este novo inicio com base nas más memórias. Só o tempo curará e resolverá tudo no meu interior, calará as minhas dúvidas e inquietações. Talvez venha até a entender que já não dá mais, que a dor foi superior e apagou tudo, que está na hora de encontrar um outro alguém, um novo caminho, sacudir a vida. Mas para já, resta caminhar novamente nestas páginas e ver se há um novo final, mais feliz de preferência. O Tempo tudo me mostrará. 

Que a minha alma fique em descanso

Se dentro de 24h não tiverem noticias minhas, chamem o INEM! E comecem a encomendar as coroas.
20h – Jantar. Comi meio frango com batatas fritas. Sim, MEIO frango, todo ele, gordinho, só para mim.
22.35h – Várias, muitas, imensas tostinhas com paté de atum.
23.10h – 2 laranjas.
00.00h- Um pedaço bem grande de tortilha.
00.30h – O resultado: uma dor de barriga que não me aguento!

Não fosse o meu medo dessa coisa da colonoscopia e atrevia-me a procurar um médico e falar-lhe da minha clara certeza de que possuo uma solitária. Aliás, uma colónia delas!


1h – Vou tentar ignorar esta dor latente e vou ver um filme. Dizem que este é giro.


sábado, 14 de dezembro de 2013

O dia começou assim




A contribuir para o Banco Alimentar cá da Cidade que é gerido por uma freira velhinha e distribuído pelas famílias carenciadas daqui.
Todos os meses tento fazer um acto altruísta. A solidariedade faz bem á saúde e ao carácter. Que tal todos fazermos o mesmo? Só uma pequena coisa por mês. Vamos tentar?

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Promessas



Quem me conhece sabe que, não só não me considero católica, como aliás detesto o catolicismo e as suas tontices e tenho uma tendência enoooooooorme para o desprezar e ridicularizar.
Contudo, bem diz o povo que em tempos de aperto todos se lembram dele! Ao que parece, aqui a jovem herege com a mania que é toda desprendida desse tipo de questões, não foge assim tanto ao rebanho.
Quando aconteceu todo este caos com o Nino e eu dei por mim a tremer, a chorar, preocupada com esta vida que me tinha escapado das mãos para futuro / rumo incerto, eis que me surgiu na mente a possibilidade de fazer uma promessa. Para mim era algo ridículo, gozei comigo mesma. Desde quando eu, Raven dos Santos, era dada a crendices em Deus?!?
No entanto as horas passavam, as lágrimas eram mais, os tremeliques e os nervos ainda mais, a preocupação era já sufocante e pensei: mas que raio! Isto também não dói! E não vá o Diabo tecê-las e Deus existir, é melhor agir e logo se vê.
E aconteceu. O inédito. O surreal. Aquilo que desmentirei até ao tumulo se vocês contarem a alguém. Prometi algo ao Padroeiro da cidade, o tipo que tem um Santuário só para ele. Prometi que iria acender 10 velinhas lá na casa Dele se o Nino surgisse. Claro que prometi isto sem fé nem crença mas… às 20h, já sem esperanças de que algo acontecesse, eis que encontro o gato!
E agora, 1 mês depois, olhando para o bichano e vendo-o tão acarinhado, protegido, com saúde e comida, veio-me à mente a promessa. Promessa já esquecida devido à minha falta de sentimento cristão.
Mas depois de ponderar muito neste minha atitude de desespero e na promessa a pagar, senti que não havia nada de mal nem inusitado na minha opção. Desde Fevereiro que iniciei uma busca espiritual embrenhando-me pelos caminhos meditativos e reikianos. Acredito no Destino e no Universo, no poder do Cosmos e na Lei do Retorno. O Padroeiro da Cidade é apenas mais uma boa pessoa que passou para a posteridade ou talvez nem passe duma lenda tonta mas o certo é que eu pedi algo e recebi. Talvez não seja o Padroeiro e sim o Universo a ser gentil comigo mas que importa? O certo é que recebi uma prenda e resta ser grata e retribuir. Seja a quem for. 


Eu até nem sou de intrigas mas…



… andam a fazer estudos de alteração genética em insectos / aracnídeos?
Vou até Benidorm e venho de lá com 2 rótulas. Até senti a picada por cima das calças, minha gente! Imaginem o porte do voador!
Este fim-de-semana vou até Peniche e venho com uma borbulha nas costas, ali na zona do rim esquerdo. Nem liguei. Até a desgraçada atingir o tamanho duma bola de golfe, ficar dura, cheia de porcaria e a deitar imenso calor! Resultado: serão passado nas urgências e químicos para tomar durante 6 dias. Caso esta coisa não suma, resta-me ser lancetada.
Não me lembro de bicheza desta durante a minha infância…