Já disse que adoro
répteis?!?
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Rescaldo PET FESTIVAL
Onde estive durante o
fim-de-semana?
Aqui:
Foi giro, diferente.
Feiras não são bem a
minha onda, a minha zona de conforto no que toca à defesa dos animais mas foi engraçado.
Sobretudo, todo o conceito do Pet Festival.
Confesso que não
esperava um evento tão díspar; se de um lado tínhamos associações com animais
carentes e tristes a aguardar adopção, do outro tínhamos encontros de raças e
venda de gatos a 1500€ (não, não escrevi mal os números…). E foi especialmente
chocante chegar ao último dia e ver que logo de manhã os gatos a este preço já
estavam esgotados. Nunca entenderei…
Foi muito cansativo,
sinto todos os músculos das minhas pernas, até os que desconhecia a existência.
Mas também abusei. Fui de directa após o jantar de despedida de uma colega de
trabalho que vai emigrar. Foi jantar, bar, discoteca. Fui a casa mudar de roupa
e segui directa para Lisboa.
À noite já enrolava a língua,
nem o meu nome era capaz de dizer. E o Hostel em que fiquei? As escadas estavam
desniveladas, ia subindo e os degraus empurravam-me para a esquerda (até fiquei
na dúvida se teria bebido algo). Tinha um wc para todo o piso, estive 30min a
espera de puder entrar e tomar banho. E as vizinhas do lado ainda queriam
conversa! Umas moçoilas com pinta de escandinavas queriam falar, saber como
eram as coisinhas cá no submundo e ficaram espantadíssimas quando expliquei, no
meu ingles à Cristiano Ronaldo, que era tuga. Dizem as nórdicas, boquiabertas,
que não pareço uma portuguese woman. Se isto é um elogio ou ofensa não sei. Mas
já a minha esteticista crê que fui adoptada lá no Leste e não quero contar.
Toda a gente insiste que sou Russa. Cabelo preto e olhos esquisitos, âmbares.
Eu até fico contente cada vez que se fixam nos meus olhos, na minha pele branquíssima
e coiro cabeludo negrão e me garantem que não sou tuga. Acho giro, sei lá!
Posto isto, o culminar
do dia foi com uma boleia de regresso ao Alentejo com um moço que me julga
maluquinha, impossível de compreender e que defende que só é feliz quem
desconhece o que o rodeia. A filosofia do jovem, dita pelo próprio, é: “se eu
nunca tiver andado de avião não terei saudades, não ficarei triste”. Portanto,
resumindo: a ignorância é o melhor estado de espirito. E isto pensado e dito
por alguém de 25 anos é assustador.
Deixo-vos um cheirinho
do PETFEST:
A pobrezinha
era tímida… já vos contei que um dia quero ter uma cobra??
Eu estava
encolhida porque a bicha era feroz, cada vez que eu mexia a mão ela mostrava-me
o bico cá de uma maneira…!
O namorado da
bicha feroz! O verdinho mais amoroso que até encostava a cabecinha no meu ombro
para receber mimos
~
Obviamente, mãe que é
mãe leva sempre o filho no coração. Trouxe mimos ao Eros!
Quando cheguei a casa
pensei em fechar a porta, fazer marcha-atrás e esquecer que aqui vivia. O Eros
abriu o armário onde guardo sacos de plástico e forrou o chão de casa TODO na
minha ausência. Foi um cenário desolador. Este gato esgota-me.
Vou agora dormir,
relaxar, aproveitar a folga porque terça-feira lá começo o trabalho naquele
novo sector, stressante, com colegas e superiores que não conheço de lado
nenhum. Wish me luck!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Eh bixo sonhador!
Minha gente: é unânime!
Não há margem para
dúvidas. Após ler vários blogues sobre o tema, consultar amigos e conhecidos, é
oficial: a mulher vive mesmo num mundo cor-de-rosa.
Tanta gente neste país
que foi ver o filme SNIPER AMERICANO ao cinema e repararam no resultado? Os
homens contentinhos por terem estado quase 2h a ouvir tiros e a ver soldados. E
as mulheres? Todas terminaram o filme vidradas na ideia de como um casamento é
lindo e interessante. Era tudo a babar nas montras das lojas de vestidos de noiva,
nem se lembrando sequer das milhares de cenas de guerra.
Eu por acaso também vi
o filme. Dizem que era de guerra. Eu cá só vi um casal apaixonado bem fofo. E
confere: estou cá com uma vontade de conhecer um soldado espadaúdo e sexy e
pedir-lhe um anel de noivado…
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Zimbora no pensamento bonito, minha gente!
Mandem-me boas
energias, vá lá.
Lembram-se do cenário
negro que descrevi sobre a empresa na qual trabalho? Pois é… o cenário está bem
mais escuro. As trevas totais.
Esta semana, que ainda
agora vai a meio, conta já com 22 despedimentos. E eu hoje fui chamada ao chefe
para me informar que vou mudar de secção. Segundo ele “Raven, sabes que as
coisas não estão fáceis, não vou mentir. Despedimos 22 pessoas mas no teu caso
optamos por uma reintegração noutra equipa. Começas segunda”.
Ele é uma pessoa
correcta. Pelo menos assim me parece. Muito consciente do próximo. Claro que
não faz milagres e não pode inventar trabalho onde não o há. Mas para já, tendo
havido tantos despedimentos em meros dias e tendo reduzido 90% do pessoal para
regime de part-time, agradeço-lhe a atenção de me permitir ser das poucas em horário
laboral normal. Sei que me esta a resguardar a mim e a uns quantos outros que
mudamos de propósito de cidade por este emprego.
Apesar da minha imensa
gratidão, não posso deixar de pensar e me preocupar: mudei para uma secção onde
costuma haver maior nível de exigência e mais despedimentos.
Quero acreditar, ainda
assim, que a mudança é sempre positiva e que tudo se há-de resolver e
encaminhar. No entanto, vocês sabem que eu vos adoro e que tenho em grande
consideração e carinho a força que me enviam sempre, as palavras boas, portanto
toca a fazer figas!
Coisas desta nova fase da Vida
Descobri que rio.
Muito!
Descobri que brinco p’ra
caraças. Descobri que sou gozona e “terrível”. Descobri que de tudo faço piada.
Descobri que consigo
ser leve e feliz. Quiçá até bem disposta a cada momento.
domingo, 25 de janeiro de 2015
A Vida não pára
Já dizia esta magnifica
música de Lenine, cantor que tanto gosto.
E hoje deu-me para a
nostalgia, para a introspecção e entendi o quanto evolui, o quanto estou bem
comigo mesma.
Faz hoje 1 ano que sai
de uma relação de 3 anos com data de casamento decidida. Já não faltaria muito,
by the way…
Se na altura foi um
choque, um desgosto, o coração em cacos, hoje tenho a certeza, sem rancor, que
foi o melhor. Estou tão feliz, independente, noutra cidade. Se o ódio e a mágoa
que tinha dele me fizeram mudar de cidade, de ares, hoje só lhe agradeço porque
consegui o que sempre quis: ser independente, uma casa minha, emprego, dinheiro
meu, amigos novos, uma vida social diferente.
Voltei a sorrir, a ser “palhaça”.
Há dias fui a um café e, do nada, meti conversa com a mesa do lado, com 4
raparigas. Fui tão eu, voltei aos velhos tempos, disse tanta parvoíce, tive uma
conversa inteligente. Ao fim de um bocado pediram-me o numero de telefone e
ontem convocaram-me para uma saída, sem opção de escolha. Eu sempre fui isto,
com um poder de atração incrível perante a Vida. As pessoas sempre me referiram
como o cúmulo da boa disposição. E durante aqueles 3 anos de relação,
respeitando o grande amor que vivi e senti, a verdade é que com tantos obstáculos
e problemas eu mesma fui definhando e tornando-me mais cinzenta. Logo eu, que
era tão verde e vermelho como a nossa bandeira! Deixei de querer viver sozinha,
sair da terrinha para viver aquele amor. Não me arrependo e a minha maior
vitoria é falar assim, agora, desta forma, sobre tudo. Não me arrependo, ainda
bem que vivi aquele amor e ainda bem que terminou. Estou tão feliz e têm-me
acontecido tantas coisas boas ultimamente. E sou, acima de tudo, grata por esta
minha espiritualidade constante, esta vontade de ser um bom ser humano, melhor,
a cada dia. Sou grata por conseguir olhar actualmente para aquele homem com
quem quase casei sem medos, sem incómodos, sem coisas más no peito e
desejar-lhe felicidade e paz.
Gosto de mim! E todos
nós deveríamos amar-nos acima de qualquer outra pessoa.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
O Mundo é um amendoim
Ainda me lembro de ter
escrito isto em 2012, no meu aniversário.
E quis a Vida que eu me
tornasse amiga há cerca de um ano da ex namorada deste anormal que me tentou
agarrar à força.
Hoje tive de ser uma
grande amiga e acompanhá-la no enterro dele.
Não vou ser hipócrita,
ele tentou forçar-me, era um porco, cabrão, o mundo não perdeu um génio. Mas
acompanhei a minha amiga e surpreendentemente não me lembro nunca de ter
chorado tanto num velório. Não pelo morto, claro. Mas pela sua família. Aquela
irmã adolescente que gritava que ele estava vivo, que jurava por tudo que o
tinha visto mexer as pálpebras. Aquela mão que gritava igual a um animal ferido
até desmaiar e tinha de ser frequentemente reanimada.
Nunca na vida senti um
ambiente tão negro, tão pesado e sufocante. Eu só chorava e chorava e soluçava
cada vez que ouvia os gritos daquela mãe.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Olhem que coisa mais linda e cheia de graça
Queria partilhar convosco a carinha laroca que resgatei perto do fim do ano. Que ela me abençoe o 2015 e que seja adoptada por alguém cheio de amor no coração.
Desabafo
Quando aqui solto as
minhas angústias, o vosso apoio faz-me sempre sentir melhor, com mais força,
mais serenidade. Portanto, hoje preciso mesmo de boas energias. A minha médica
passou-me uma Baixa até sexta-feira. Só irei trabalhar sábado. Não posso sair de
casa, sinto-me aborrecida e tenho demasiado tempo para pensar. Logo, ponho-me a
pensar no que não devo, no que me causa ansiedade: o trabalho.
As coisas continuam
mal. Somos muitos e o trabalho é pouco. Há 2 semanas começarem os despedimentos
e a redução de carga horária. Claro que prefiro que me passem a part-time,
dando-me a oportunidade de procurar algo mais do que me despeçam. Mas com isto
do dedo fiquei mesmo aflita. É apenas um dedo. Durante o fim-de-semana quando
tudo aconteceu, doía-me bastante, ainda tentei ir trabalhar, estive lá 3h e já
estava a ser arrogante para as pessoas, tal era a minha impaciência com as dores
e desconforto. Mas agora já estou bem. O dedo continua inchadíssimo, vou até
fazer um raio-x amanhã para garantir que não aconteceu nada de mais mas já
suporto a situação, não sinto grande desconforto nem dores que se notem. E
assim sendo, colocando-me de fora, não parecerá que simplesmente pedi baixa
porque sim? Só por um mísero dedo? Nesta fase da empresa, de selecção,
despedimentos, não parecerá que me estou a borrifar? Eu por mim até me sentia
bem para ir trabalhar hoje. Mas a baixa já foi emitida.
Estou de Baixa pela
primeira vez na Vida e sinto-me idiota. Nunca fui queixosa e agora aqui estou,
a olhar para o tecto, já vi todos os filmes possíveis, sinto-me estúpida e acho
que me enterrei no trabalho. Acho que dei demasiada importância a este dedo
numa fase delicada que pode vir a correr muito mal. E o facto de todos me
dizerem isto, só piora o que sinto.
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