quinta-feira, 5 de março de 2015

Conversas #33#

Vejo um senhor com um cão, a passear.
Obviamente, lá vai Raven dos Patudos, de coraçãozinho aos pulos e cara de “oiiiin tão lindo”.
Brinco com o cão e tal e diz o senhor, “Ele é muito bem tratado. Tem de tudo, do bom e do melhor. Aliás, lá em casa sempre gostamos muito de animais, sempre fomos amigos dos patudos, eu até fui caçador durante muitos anos”.
E sorria-me. Luminoso.
Acho que me perdi na frase…

quarta-feira, 4 de março de 2015

E após o 1º dia…

… só peço a Deus, ao Universo, que não me deixe perder a fé nesta crença:


O ambiente é regular (somos 7 mulheres, só mulheres; desconfio de ambientes destes), as funções são básicas e monótonas, os clientes afáveis, a cozinheira é parva e parece querer que eu me sinta a mais, o tempo passa a correr, são muitas horas de “corre corre”.
Resultado: dói-me tudo, estou exausta, só quero ver um filme e hibernar e, acima de tudo, quero outro emprego! Sou uma pessoa directa e de extremos, ou adoro ou detesto e, pela primeira vez na vida, encontrei um trabalho que não me diz nada. Nem de bom nem de mau. É um ambiente normal, funções normais, nada de mais, tudo sem sabor e ali está o meu cérebro universitário a servir cafés e almoços. As funcionárias são as mesmas desde à 11 anos. Nos tempos que correm, um emprego assim tão estável é considerado um tesouro mas para mim, estabilidade em troca da minha inteligência só irá gerar frustração.
Estou muito desanimada mas não quero valorizar muito este sentimento, afinal foi só o 1º dia. Dentro de uns 3 ou 4 dias mais vos direi. Mas neste momento, sinto que entrei para uma armadilha, um daqueles trabalhos raros em estabilidade, em qualidade de vida (dinheiro) que acabará por me fazer sentir na obrigação de me considerar sortuda ainda que infeliz. Sinto que acabei de castrar os meus impulsos e sonhos.
Só quero acreditar que isto seja uma fase, que o meu verdadeiro caminho irá aparecer em breve.

terça-feira, 3 de março de 2015

Tudo a postos


Camisa branca. Check.
Calças pretas mas elegantes. Check.
Calçado preto confortável. Check.
Investimento feito, vamos lá ver como corre o primeiro dia numa área que desconheço por completo.
Torçam por mim!

Cronograma de uns dias surreais

Quarta-feria, dia 25, o meu Aniversário.
Quinta feira, dia 26, 23h, vejo o meu recibo de vencimento agora que sou trabalhadora em part-time e adormeço a chorar ao entender que já não vivo neste cidade, sobrevivo.
Sexta-feira, dia 27, 13.12h, levanto-me num acto de tristeza, pronta para expor as minhas preocupações ao meu chefe, pronta para explicar que se não me devolver rápido um horário a 8h diárias, me terei de despedir e voltar a casa da Mammy louca. Nesse momento toca o telemóvel. Eu estava a 4 passos do meu chefe. O telemóvel insiste. Um numero que não conheço. Decido atender primeiro e falar com o chefe depois. Era de uma cafetaria/restaurante, a quererem marcar uma entrevista de emprego comigo para Segunda. Acedi. Sem grandes expectativas, afinal nunca trabalhei em hotelaria, nunca tirei um café nem sei onde se liga aquela máquina grande e medonha. Mas não pude deixar de pensar nas coincidências: ligaram-me exactamente desta cafetaria para uma entrevista na minha primeira semana de trabalho no Call Center, Obviamente recusei. Agora que ia discutir o meu futuro com o chefe, ligam-me novamente deste sitio. Fiquei, com a minha veia espiritual, a ponderar se não seria um sinal.
Sábado, dia 28, faço o II nível de Reiki e peço muito ao Universo por um emprego digno e honesto que me permita viver despreocupadamente.
Domindo, dia 1. Compras, leituras e mimos ao Eros. Reparo que tem uma bola no queixo. Fico aflita perante a minha falta de dinheiro para o levar ao veterinário.
Segunda, dia 2, 10.30h, entrevista de emprego. Inicia-se de forma rude. Dizia-me a dona do espaço “Então o que a leva a deixar aqui um currículo se nunca tirou um café na vida?”. Senti-me a enterrar na cadeira. Mas avancei. Expliquei que não me identifico com a minha geração, onde todos se queixam das circunstancias mas nenhum larga a carteira do pai, onde ninguém arrisca, onde todos são doutores e se recusam a trabalhar em menos do que julgam ser um status. Eu quero trabalhar em algo honesto, tenho uma licenciatura congeladíssima no último ano que nem pondero retomar e não me envergonho se tiver de aprender a servir almoços. Quem quer trabalhar e ser honesto, esforça-se. E a conversa descambou em 2h sobre a minha vida pessoal e a da dona, sobre os filhos dela e o meu gato, sobre o passado dela e os meus voluntariados. Até que ela me diz “Tirar cafés, qualquer um aprende. Já bons valores, ou se nasce com eles ou não se inventam. Gostaria que trabalhasse cá, quero ter a certeza que tenho alguém de boa índole nesta empresa. O resto aprende-se. Sente-se preparada? 30 dias à experiencia. O que me diz?”. Fiquei indecisa… largar o pouco mas certo que tenho no Call Center ou arriscar num emprego a tempo inteiro, onde me pagam bem melhor mas onde não tenho a mínima experiencia ou noção? Ainda para mais, 30 dias à experiencia… e a cafetaria e o Call Center não se podem conciliar, não dá. Perguntei directamente “Para arriscar aqui, terei de me despedir. Perco tudo”. E a dona acrescenta “Raven, confie. Eu acredito que se sairá lindamente. Vai correr bem”. E assim senti que devia arriscar. Sai de lá, fui directa para o Call Center, falei de coração aberto com o meu chefe e ele lá me passou uma carta de demissão com data falsificada, para parecer que avisei a entidade patronal com 30 dias de antecedência e para não me empatar a vida. Hoje, oficialmente, demiti-me. Em tempo record.
Começo quarta-feira às 7.30h na Cafetaria onde nem sei fazer um cappuccino ou ligar a máquina do café.
Deus me ajude que, até para mim, este foi um lance muito extremo. Nunca arrisquei tanto. Tenho medo e ao mesmo tempo orgulho de mim.
Hoje, terça.feira, é a ponte que tenho para me desligar do mundo das telecomunicações e começar a pensar em ser rápida, ter boa memória e correr de mesa em mesa entre horários complicados. Tenho tanto medo de não conseguir. A minha nova chefe avisou que o importante neste emprego é ser célere e eu sou conhecida por fazer as coisas bem, dedicada mas devagarinho, sempre fui meio lenta a trabalhar. Estou nervosa, com coisinhas no estomago e em pânico!


domingo, 1 de março de 2015

Como terminar a semana e iniciar o mês

Com questões domésticas.
São 21.11h e tenho uma pilha de loiça assustadora para lavar.
Tenho ainda a banheira para desentupir (vocês não sei, mas eu a cada banho perco uma peruca).
Tenho o jantar para fazer (umas salsichas frescas grelhadas com arroz e salada).
Tenho ali uns mirtilos à minha espera (obrigado Pingo Doce pela promoção, que eu amo mirtilos mas são sempre tão caros!).
Tenho ali o manual de reiki para espreitar.
Tenho ali umas tiras de milho para petiscar enquanto vejo a Casa dos Segredos.
Tenho os meus cristais para limpar.
Tenho de mudar a caixa de areia do Eros.

Primeiro que tudo vou só ali meter esta musiquita a bombar:


Eu cá gosto de me sentir sexy a lavar loiça e de esfregona na mão!


Onde está o Amor? # Março


Este mês a boa acção foi para os patudos.
A Associação Animal cá do sítio estava a fazer um peditório alimentar e eu ajudei como pude.
Houve ainda quem me criticasse, quem questionasse o facto de me terem reduzido o horário laboral e de nem saber se poderei continuar a viver, a manter-me nesta cidade sem morrer à fome e ainda assim gastar dinheiro com “estas coisas”. Apenas respondi o que sinto: não será o valor desta saca de ração que me permitirá ficar ou partir. Além disso, se a minha vida chegar ao ponto em que eu deixarei a minha humanidade e solidariedade de parte, algo estará muito muito errado.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Mais uma etapa concluída


Hoje fiz o nível II de Reiki.
Fiz o I em Abril de 2013 e desde finais do ano passado que sentia já uma vontade grande de avançar. Hoje foi o dia.
Iniciei-me na vertente Reiki Essencial, com mestres mais jovens que eu que pouca confiança me deram. Notei sempre neles uma vontade ridícula de facturar com o Reiki, de tudo ser movido a dinheiro. Nunca me senti acompanhada nem à vontade para colocar dúvidas, para falar sobre o que sentia, como me sentia. Acabei por abandonar a prática de Reiki, senti-me completamente desmotivada.
Quando vim viver para esta cidade decidi procurar locais reikianos. Houve um que “veio ter comigo”, pertencente à Associação Portuguesa de Reiki. Nem pensei duas vezes. Senti que o caminho era por ali e que o Reiki Tradicional certamente me faria mais sentido. Tive receio de me desiludir mais uma vez mas não aconteceu. Estes Mestres de cá foram incríveis, simpáticos, afáveis, notoriamente interessados no progresso e avanço de cada aluno.
Entre o bom ambiente e o facto do nível II ser claramente mais interessante e me dar mais ferramentas de trabalho, confesso que estou entusiasmada. Quero muito voltar a praticar, a repensar a minha postura nesta área.
Hoje foi um dia de paz e aprendizagem, de gratidão, como há muito não tinha.
Obrigado Universo!

Continuo sem perceber como é que esta tipa tem fãs

Nunca gostei da Agnes do Secret Story. A mulher tem a mania que é tudo aquilo que realmente não é. Ela é lá elegante e superior! Pensa ela.
E neste novo programa só se tem mostrado. O episodio com o Castelo Branco foi lamentável. E mais triste ainda foi ver a Agnes a vender os colegas num acto de humilhação para lá de público. Só faltou deitar-se no chão e gritar “Faz de mim a tua passadeira vermelha, Zé!”.
Nunca entendi de onde tirou esta gaja a mania que é rica, chique, elegante, mais culta que todos, mais bonita lá dos arredores, com as melhores coisas, com o estilo de vida mais caro… credo! É más é estupida e usa o seu segredo para se afirmar como vencedora, forte, incrível, linda e maravilhosa. Já não há paciencia. Para mim uma pessoa forte e com caracter é quem se conhece, preza isso, não se vende a si nem aos colegas e usa o seu passado para ajudar outros, para compreender, não para açoitar e pisar.
Além disso, só me choca que ela tenha fãs neste país, que tenha quase ganho, quando é alguém de fora, que chega ao nosso país, tenta subjugar as pessoas, a cultura, é fria, muito fria e diz que pessoas com sentimentos, que choram, que de dão à vida, são “animais”.

Como uma vez lhe disse o Odin, e acho que esta frase diz tudo sobre esta mulher, “Qualquer dia matam-me a mim, Agnes, para te fazer um casaco de peles”.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Já?!?

Parece que ontem fiz 26 anos.
26.
Nunca gostei muito de fazer anos, verdade seja dita. Não sei lidar com o passar do tempo. Sou muito exigente comigo mesma e com a Vida. Mais um ano, mais uma pressão, uma certeza que tenho de conseguir algo mais, subir outro degrau.
Curiosamente, gostei de fazer os 25. Fiz até, na altura, algo pouco comum em mim: celebrei a data com duas festas de aniversário em cidades diferentes. Meses antes de fazer os 25, comecei a sentir que algo iria mudar, que seria uma idade especial. E foi. Os 25 marcaram a minha independência.
Os 26 começam de forma conturbada, com o chão trémulo, sem que eu saiba onde piso e muito menos consiga ver um horizonte. Mas quem sabe? Muitas hipóteses e aventuras vêm de fases em que nos tiram tudo e como não temos mais o que perder, arriscamos como nunca.
Os 26 foram “celebrados” de forma bem comum: trabalhei e fui comer um crepe com uns amigos após o trabalho.
Que esta nova idade seja o começo de algo diferente porque, além de mudar o número, um quarto de século já se foi.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dos Óscares

Continuo confusa. Aquilo no palco era a Lili Caneças, certo?
É que há quem diga que era o John Travolta.