sábado, 1 de setembro de 2018

De Agosto

Sou a pessoa mais indisciplinada que conheço.
Trabalho muito mas só se alguém externo me coloca pressão, prazos, timmings.
Se depender só de mim... corre mal.
De tudo o que planeei para este verão, fiz.... nada!
Não passeei por Lisboa, Não dei a chance a esta cidade de me surpreender, não fiz novos amigos, não aprendi uma nova lingua (nem me informei sobre os cursos). Também não me dediquei a melhorar o meu curriculum...
Enfim... só tenho trabalhado e dormido. Entendi que entrei neste ritmo tão intenso da Capital, de nunca ter tempo, que agora que o tenho sinto-me ociosa. Só durmo.
Queixava-me que engordei porque não tenho tempo para ginasios mas... agora tenho e dá-me preguiça ir.
Isto só me faz sentir ainda mais falta da minha vida no Alentejo, dos meus amigos, onde a preguiça nunca existia perto daquele café com aqueles funcionários incriveis, onde os nossos amigos nos esperavam a cada fim de tarde.
Definitivamente, Lisboa nunca será para mim.

Tudo a arrebitar sff !!

Primeiro, o mexicano que esteve 1 mês internado e fez duas cirurgias com problemas na vesícula (já está em casa mas de repouso, com drenos).
Depois, o meu mais novo. Quando ouvi aquelas terriveis palavras "pode ter um tumor", tudo ficou preto... o chão girou... o medo foi paralisante.
Por sorte, tem algo numa patinha mas que é benigno. Evoluiu muito bem com medicação e caso volte a sangrar ou a ter um aspecto duvidoso, "só" teremos que cortar um dedo (para quem já o imaginava gordinho e desajeitado com 3 patas, é um alivio).
E como sempre, fez as delicias no Veterinário; todos o queriam pegar ao colo, cães e gatos brincaram com ele, e multiplicavam-se os comentários de "Ohhh!Nunca vi um gato assim!". Que orgulho na minha bolinha!


sábado, 28 de julho de 2018

From Mexico with love

Ele chegou e foi-me buscar de Uber às 3h da manhã, aproveitando que tinha alugado um apartamento proximo ao meu emprego.
Os nervos eram imensos. Não nos viamos desde fevereiro e tinhamos ganho imensa confiança e sentimentos, pautados por uma gigante distancia geografica. Disse-lhe um timido "Olá". Ele retribuiu com um pequeno sorriso. Ele tentou descontrai-me, dizer piadas... eu tensa, quase esborrachada contra o vidro da porta oposta, mantendo a distancia.
Chegamos e foi notório o meu incomodo. Ele notou e entendeu. Fui trabalhar, ainda nervosa, de directa.
Dia seguinte: já mais fluido, esperou-me com o jantar feito e um ramo de rosas. Conversamos e dormimos (aquela estranheza imensa de dormir com um desconhecido já bem conhecido).
Só ao terceiro dia nos beijamos. Só passado uma semana aconteceu o resto naturalmente.
Ele é o cavalheiro que parecia e muito mais. É dos que abre a posta do carro, afasta a cadeira no restaurante.
Terminadas as minhas obrigações, partimos numa viagem: Óbidos, Alcobaça, Coimbra, Porto, Pedrogão, Viana do Castelo, Vila Praia de Âncora, Vigo, Pontevedra, Santiago de Compostela, Gerês, Mondim de Bastos, Mérida, Elvas, Évora, Arraiolos, Açores. Mostrei-lhe um pouco do país, partes que nem eu conhecia, como o Geres, pude ir ao meu adorado festival clássico em Mérida. Pelo caminho muitas experiencias, mimos, surpresas.
Em Santiago de Compostela veio o pedido oficial de namoro, digno de filme, comigo a entrar em casa e a dar de caras com um caminho de rosas até à cama onde estava um ramo imenso e na parede:




Quando o olhei, esperava a resposta tremendo e suando. Nem podia acreditar!
Disse sim.
Esteve 1 mês comigo e foi um mês maravilhoso. Chorou ao voltar a casa. Entendi bem o quanto gosta de mim e fez-me sentir abençoada por poder viver esta historia tão incrivel.
Mas claro... nem tudo pode ser perfeito e voltando ao México sentiu-se mal e temos falado directamente do hospital. Pancreatite. Foi operado na quinta-feira e agora esperamos uma segunda cirurgia proxima semana. Um gasto extremo, num hospital carissimo que vai impossibilita-lo de voltar já em setembro. E mais que tudo... a preocupação de tudo o que li desta doença e dos riscos que corre e da angustia que sinto cada vez que le ligo por video e vejo os olhos amarelos.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Estou viva!

- o mexicano é o doce que parecia e mais ainda!
- terminei o estágio com 18
- a faculdade autorizou-me a continuar o estágio no 1º semestre para que depois de fevereiro não tivesse de continuar em Lisboa mas... eu tenha uma cadeira para trás e decidi não fazê-la este ano pensando "Vou ter de ficar cá mais 6 meses! Vou-me sobrecarregar de trabalho agora para quê?". Pois... porque na minha cabeça esta cadeira era de setembro e não... parece que me confundi, ridicula e imperdoavelmente, e é de fevereiro. Agora ando a correr atrás da docente a ver se existe a possibilidade desta cadeira ser leccionada a outros cursos em setembro e que me permita acelerar o processo. De momento, ainda não sei de nada mas, oficialmente, a minha estadia aumentou para 1 ano exacto.
- dentro da empresa mudaram-me de departamento. Espero que seja algo positivo uma vez que em outubro atingo os 3 anos de contrato e já se sabe... efectivo ou rua. E em Portugal, o "efectivo" quase nunca existe
- Próximo mês termino as obras na casa, como me comprometi. Mas soa-se que a senhoria quer vender o prédio. Rezo aos anjinhos para que tal não suceda. Já meti aqui dinheiro suficiente e não quero nada estar a carregar a casa às costas de novo, já faltando tão pouco para sair e com a loucura imobiliaria que se vive na capital nestes momentos.
- os meus colegas de casa também me avisaram que em outubro vão sair. Vão tentar trazer o pai (eles são venezuelanos e irmãos) e viver os 3

Só mudanças!

sábado, 16 de junho de 2018

As pessoas não mudam?

Estive vários anos sem qualquer relação com o meu pai.
Cortar laços com ele, obrigou-me a tomar decisões, nomeadamente na altura, congelar a matricula e ir para Madrid ser empregada domestica. Não me arrependo.
Foi materialmente dificil, uma reviravolta. Mas tornei-me melhor pessoa fora da esfera de
odio dele. Desde criança que me lembro que o meu maior sonho era crescer e livrar-me dele. Uma criança que pensa assim... já diz muito.
Contudo, há uns 4 ou 5 anos decidi perdoá-lo. E sinceramente fi-lo. Não tenho qualquer afecto por ele mas não o odeio.
Contudo há coisas que nunca mudam e estou arrependida. Ele continua a tratar-me como a sua maior inimiga, a tentar perjudicar-me e só consigo ter pena dele. Se por um lado de orgulho da capacidade de não sentir odio, por outro estou muito farta de ter esta pessoa como pai.
Enfim, valha-me sentir sortuda pelos amigos que tenho e pelos 2 gatinhos maravilhosos que me abraçam a cada noite.

domingo, 10 de junho de 2018

Diário de Bordo

Não vejo o fim a isto!
Nunca me lembro de ter tido tanto trabalho. Nunca!
Além do meu emprego normal, decidi aceitar o convite do esposo de uma amiga para ser tradutora na empresa dele; é só prazos e pressões.
A par disto tudo, ainda ando em aulas e exames e ensaios e trabalhos na faculdade.
Há ainda o estágio e o relatório de estágio.
Há ainda a organização de um evento gigante na cidade de Lisboa.
E... finalmente dia 24 poderei ir de ferias. Faltam 14 dias. 14 dias de noitadas, de dormir 2 a 4h por noite, de sair da aula e correr para a reunião, e sair de lá e correr para o emprego e de lá correr para casa para as traduções horas e horas no pc...
Como sou doida e acho que o tempo estica, ainda fui 2 dias a Coimbra fazer um curso de Intervenção em Crise Humanitária onde se reavivou aquele velho sonho do voluntariado em África. Hoje em dia já é um sonho impossível, na medida que é uma excelente ideia aos 18 ou 19 anos, que os pais ainda nos pagam as contas. Hoje em dia, com 29 anos eu não creio que seja conveniente despedir-me, ir para África X meses e esperar que as contas se paguem sozinhas ou que, voltando, outro emprego esteja mesmo de porta aberta à minha espera. Contudo há um mundo para quem se forma, faz cursos, corre atrás, que são as missões humanitárias remuneradas. São dificeis, psicologicamente duras mas... incríveis!
O curso foi maravilhoso, aprendi muito, fiz contactos riquíssimos e conheci colegas muito interessantes.
Vim de lá cheia de ideias! As quais talvez procure colocar em prática quando me livrar da Universidade de vez.
Dia 20 chega também o mexicano... portanto se depois desse dia não der noticias é porque de facto ele é um criminoso e fui raptada. De contrario... espero que tudo corra bem. Já recebi mais um sem fim de flores e caixas de chocolates no trabalho e estou bem derretida com este príncipe.
Deu-se até o caso de ter tido obras em casa e fiquei sem net, rodeada de ruído e cheia de trabalhos para fazer, já a desesperar. O que fez o simpático para me ajudar, estando noutro continente? É que sem nem perguntar, alugou-me uma casa para passar a semana descansada, longe de stress e poder trabalhar feliz.
Fiquei e continuo sem reação! O que dizer, como agradecer alguém que nos faz isto?

segunda-feira, 21 de maio de 2018

De Barcelona

Eu não gosto de Barcelona.
Nunca gostei.
Fui algumas vezes a trabalho, coisas pontuais. Nunca tive tempo para ver as obras do tão afamado Gaudí e lá fomos, três amigos, conhecer aquilo a sério.
Pois... eu tinha razão. Sempre tive.
Chegamos perto da 1h da manhã ao hotel, uma herdade enorme, com um caminho consideravel até à porta principal. E estava às escuras. Até o taxista teve receio de nos deixar lá. Sem luz, só com as lanternas dos telemoveis, eu não vi uma rampa de acesso e estalei-me. Voou o telemovel para um lado, a mala para outro e eu fiquei com dores horriveis num joelho. Perante o meu ar furioso perguntando ao funcionário se estavam com alguma avaria, foi-me dito apenas que às 23h desligavam a corrente do hotel para poupar. Pedi logo o livro de reclamações!
Tive de deixar o cartao de multibanco como garantia, para que no dia seguinte fosse efectuado o pagamento e todo o processo ficasse finalizado. Qual quê! Dia seguinte, recepção vazia. Uma espera de 15min até que decidi sair. Enquanto me encaminhava para o Parque Guell, fui telefonando várias vezes para o hotel. Atenderam-me passado mais uns 30min, dizendo-me que era mentira uma ausencia tão grande, que a recepção tinha funcionário e foi só 2min ao wc. Nem vos digo como fiquei de me chamarem mentirosa, além de me terem deixado sem cartão multibanco em Barcelona.
Houve ainda um dia que um taxista me expulsou do taxi após discutirmos. E perdi um objecto muito querido que conservava à 2 anos comigo. Enfim...
Para cúmulo, Barcelona é só a cidade mais cara que alguma vez vi! Cada museu, cada casa diferente, minimo 24€... Paguei 28€ para ver a Casa Batló... um abuso!
Valeu-me descobrir a existencia de Montserrat, um conforto no meio deste caos e um sitio incrivel.
Resumindo: adoro o Gaudí mas Barcelona nunca mais!

sábado, 19 de maio de 2018

Diz que tenho um esgotamento!

Tenho tido enxaquecas, tonturas, sono e cansaço extremos.
O mexicano fofinho lá me exigiu que fosse ao médico e já tenho uma série de exames para fazer. A ver vamos...
A verdade é que durmo umas 4h por noite... não tenho folgas, porque quando as tenho no trabalho, uso-as para ir presencialmente ao local de estágio fazer atendimentos ou outros cursos que tais para melhorar o curriculo. Mas a verdade acima de tudo é que não posso descansar nem dormir até dia 24 de junho.
Sou finalista (a nível de cadeiras porque terei de ficar um semestre extra a fazer o período de estágio que me falta) e isso implica muita pressão, trabalho, exames e ensaios. Tenho ainda o estágio que culminará com a organização de um evento super extremo, enorme, esmagador, muito conhecido na cidade de Lisboa. E meti-me num projecto da União Europeia (espero que dê frutos), que também me ocupa os sábados todos. A somar, claro... o meu emprego fofinho que me faz acordar as 6.20h todos os dias.
Acabei de ver que tenho média de 14.3 no curso... hum... vou ver se a subo para 15 mas... damn! A fazer tudo o que faço, chamem-me arrogante, mas estou muito satisfeita comigo!
Agora só falta focar no relatório de estágio, cheio de mariquices, com uma professora que passa a vida a dizer coisas como "Ah pois... a Raven o ano passado desistiu do estagio e teve problemas com a instituição, não foi?", ou "Pois... você é aquela aluna que discutiu com a directora de curso, certo...". Bolas! Espero que isto não signifique que me vão lixar!

sábado, 5 de maio de 2018

Do casório, por certo!

Sobre ESTE post, digo-vos que encontrei o vestido perfeito; não emagreci como queria; encontrei a maquilhadora de sonho; consegui um penteado giro; e os noivos demonstraram ainda mais amor do que já é habitual e eu julgava impossivel.


Só digo: não aceito um Homem que não seja um terço daquilo que é o meu amigo noivo e menos aceito uma relação que não tenha nem metade daquele amor e respeito que se vê entre aquele casal de sonho. Tudo é mágico... a forma como se olham, como ele a acaricia quando a beija... o casamento foi pautado por detalhes. Nada lhes escapou. Nem a dança de abertura, onde a tradicional valsa foi substituida pela "Perfect" de Ed Sheeran com direito a coreografia cuidadosamente preparada.
Para mim, que até nem sou fã de casórios, foi uma honra, uma emoção à flor da pele, poder assistir a uma verdadeira prova de que o amor existe sim e pode ser saudável, sem questões tóxicas, onde um potencia o outro no seu melhor.