quarta-feira, 7 de novembro de 2018

E quem tem pulgas ponha a mão no ar !

Pois... os meus colegas de casa deixaram os meus gatos ir ao quintal, subir o limoeiro, rebolar na terra e... adivinhem?!? Trouxeram pulgas! Tive de lhes dar um comprimido de emergencia, mais uma pipeta 48h depois e correr para a lavandaria e meter tudo o que estava ao alcance de molho a alta temperatura. Ainda assim, dicas precisam-se!
Seguindo o google, lavei o chão com chá de limao e vinagre e polvilhei-o de sal. Parece saído de um encontro de gente com caspa! E por cima, spray anti pulgas. Ainda assim continuo a encontrar algumas...
Dicas, conselhos??

Novo vício


E a 2 dias do desemprego descobri uma nova paixão: KEPLER.
Recomendo muito.
Tenho tendencia a ler coisas mais pesadas e eruditas mas decidi aproveitar uma promoção no 1º volume, o "Hipnotista" e fazer caso às centenas de criticas positivas que tinha lido. Arrisquei. Vou a meio. E estou a adorar. Um excelente policial, complexo, inteligente. Vai na loucura e fui hoje comprar a coleção inteira.
Parecendo que não, passar de ter 2 empregos, uma licenciatura cheia de cadeiras e um estágio para.... estagio e uma cadeira... é demasiado tempo livre!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

E acabamos o ano como?

Como parasita social!

Entrei para a empresa em 2015. Chegou aquele momento de tensão: 3 anos, 3 contratos... passas a efectivo ou rua?
Pois... foi rua para todos. Nem um foi considerado.
Este é o ultimo mês. E pela primeira vez na vida decidi ser desempregada. Porque acabo a universidade e o estágio em Janeiro e todos os anuncios de emprego que tenho visto não são conciliaveis com estes dois mencionados. E a 2 meses do fim, não vou deitar tudo a perder.
E porque em fevereiro quero visitar o mais que tudo no Mexico que continua doentinho e o impossibilitou de voltar desde julho.
Não será fácil porque não estou acostumada a ter tempo livre e vou fritar a boneca. Mas nesta fase é o que tem de ser.
Aceitam-se sugestões de coisas para fazer nesta Capital irritante. Para já, penso num curso de linguas e tirar a carta.

sábado, 1 de setembro de 2018

De Agosto

Sou a pessoa mais indisciplinada que conheço.
Trabalho muito mas só se alguém externo me coloca pressão, prazos, timmings.
Se depender só de mim... corre mal.
De tudo o que planeei para este verão, fiz.... nada!
Não passeei por Lisboa, Não dei a chance a esta cidade de me surpreender, não fiz novos amigos, não aprendi uma nova lingua (nem me informei sobre os cursos). Também não me dediquei a melhorar o meu curriculum...
Enfim... só tenho trabalhado e dormido. Entendi que entrei neste ritmo tão intenso da Capital, de nunca ter tempo, que agora que o tenho sinto-me ociosa. Só durmo.
Queixava-me que engordei porque não tenho tempo para ginasios mas... agora tenho e dá-me preguiça ir.
Isto só me faz sentir ainda mais falta da minha vida no Alentejo, dos meus amigos, onde a preguiça nunca existia perto daquele café com aqueles funcionários incriveis, onde os nossos amigos nos esperavam a cada fim de tarde.
Definitivamente, Lisboa nunca será para mim.

Tudo a arrebitar sff !!

Primeiro, o mexicano que esteve 1 mês internado e fez duas cirurgias com problemas na vesícula (já está em casa mas de repouso, com drenos).
Depois, o meu mais novo. Quando ouvi aquelas terriveis palavras "pode ter um tumor", tudo ficou preto... o chão girou... o medo foi paralisante.
Por sorte, tem algo numa patinha mas que é benigno. Evoluiu muito bem com medicação e caso volte a sangrar ou a ter um aspecto duvidoso, "só" teremos que cortar um dedo (para quem já o imaginava gordinho e desajeitado com 3 patas, é um alivio).
E como sempre, fez as delicias no Veterinário; todos o queriam pegar ao colo, cães e gatos brincaram com ele, e multiplicavam-se os comentários de "Ohhh!Nunca vi um gato assim!". Que orgulho na minha bolinha!


sábado, 28 de julho de 2018

From Mexico with love

Ele chegou e foi-me buscar de Uber às 3h da manhã, aproveitando que tinha alugado um apartamento proximo ao meu emprego.
Os nervos eram imensos. Não nos viamos desde fevereiro e tinhamos ganho imensa confiança e sentimentos, pautados por uma gigante distancia geografica. Disse-lhe um timido "Olá". Ele retribuiu com um pequeno sorriso. Ele tentou descontrai-me, dizer piadas... eu tensa, quase esborrachada contra o vidro da porta oposta, mantendo a distancia.
Chegamos e foi notório o meu incomodo. Ele notou e entendeu. Fui trabalhar, ainda nervosa, de directa.
Dia seguinte: já mais fluido, esperou-me com o jantar feito e um ramo de rosas. Conversamos e dormimos (aquela estranheza imensa de dormir com um desconhecido já bem conhecido).
Só ao terceiro dia nos beijamos. Só passado uma semana aconteceu o resto naturalmente.
Ele é o cavalheiro que parecia e muito mais. É dos que abre a posta do carro, afasta a cadeira no restaurante.
Terminadas as minhas obrigações, partimos numa viagem: Óbidos, Alcobaça, Coimbra, Porto, Pedrogão, Viana do Castelo, Vila Praia de Âncora, Vigo, Pontevedra, Santiago de Compostela, Gerês, Mondim de Bastos, Mérida, Elvas, Évora, Arraiolos, Açores. Mostrei-lhe um pouco do país, partes que nem eu conhecia, como o Geres, pude ir ao meu adorado festival clássico em Mérida. Pelo caminho muitas experiencias, mimos, surpresas.
Em Santiago de Compostela veio o pedido oficial de namoro, digno de filme, comigo a entrar em casa e a dar de caras com um caminho de rosas até à cama onde estava um ramo imenso e na parede:




Quando o olhei, esperava a resposta tremendo e suando. Nem podia acreditar!
Disse sim.
Esteve 1 mês comigo e foi um mês maravilhoso. Chorou ao voltar a casa. Entendi bem o quanto gosta de mim e fez-me sentir abençoada por poder viver esta historia tão incrivel.
Mas claro... nem tudo pode ser perfeito e voltando ao México sentiu-se mal e temos falado directamente do hospital. Pancreatite. Foi operado na quinta-feira e agora esperamos uma segunda cirurgia proxima semana. Um gasto extremo, num hospital carissimo que vai impossibilita-lo de voltar já em setembro. E mais que tudo... a preocupação de tudo o que li desta doença e dos riscos que corre e da angustia que sinto cada vez que le ligo por video e vejo os olhos amarelos.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Estou viva!

- o mexicano é o doce que parecia e mais ainda!
- terminei o estágio com 18
- a faculdade autorizou-me a continuar o estágio no 1º semestre para que depois de fevereiro não tivesse de continuar em Lisboa mas... eu tenha uma cadeira para trás e decidi não fazê-la este ano pensando "Vou ter de ficar cá mais 6 meses! Vou-me sobrecarregar de trabalho agora para quê?". Pois... porque na minha cabeça esta cadeira era de setembro e não... parece que me confundi, ridicula e imperdoavelmente, e é de fevereiro. Agora ando a correr atrás da docente a ver se existe a possibilidade desta cadeira ser leccionada a outros cursos em setembro e que me permita acelerar o processo. De momento, ainda não sei de nada mas, oficialmente, a minha estadia aumentou para 1 ano exacto.
- dentro da empresa mudaram-me de departamento. Espero que seja algo positivo uma vez que em outubro atingo os 3 anos de contrato e já se sabe... efectivo ou rua. E em Portugal, o "efectivo" quase nunca existe
- Próximo mês termino as obras na casa, como me comprometi. Mas soa-se que a senhoria quer vender o prédio. Rezo aos anjinhos para que tal não suceda. Já meti aqui dinheiro suficiente e não quero nada estar a carregar a casa às costas de novo, já faltando tão pouco para sair e com a loucura imobiliaria que se vive na capital nestes momentos.
- os meus colegas de casa também me avisaram que em outubro vão sair. Vão tentar trazer o pai (eles são venezuelanos e irmãos) e viver os 3

Só mudanças!

sábado, 16 de junho de 2018

As pessoas não mudam?

Estive vários anos sem qualquer relação com o meu pai.
Cortar laços com ele, obrigou-me a tomar decisões, nomeadamente na altura, congelar a matricula e ir para Madrid ser empregada domestica. Não me arrependo.
Foi materialmente dificil, uma reviravolta. Mas tornei-me melhor pessoa fora da esfera de
odio dele. Desde criança que me lembro que o meu maior sonho era crescer e livrar-me dele. Uma criança que pensa assim... já diz muito.
Contudo, há uns 4 ou 5 anos decidi perdoá-lo. E sinceramente fi-lo. Não tenho qualquer afecto por ele mas não o odeio.
Contudo há coisas que nunca mudam e estou arrependida. Ele continua a tratar-me como a sua maior inimiga, a tentar perjudicar-me e só consigo ter pena dele. Se por um lado de orgulho da capacidade de não sentir odio, por outro estou muito farta de ter esta pessoa como pai.
Enfim, valha-me sentir sortuda pelos amigos que tenho e pelos 2 gatinhos maravilhosos que me abraçam a cada noite.

domingo, 10 de junho de 2018

Diário de Bordo

Não vejo o fim a isto!
Nunca me lembro de ter tido tanto trabalho. Nunca!
Além do meu emprego normal, decidi aceitar o convite do esposo de uma amiga para ser tradutora na empresa dele; é só prazos e pressões.
A par disto tudo, ainda ando em aulas e exames e ensaios e trabalhos na faculdade.
Há ainda o estágio e o relatório de estágio.
Há ainda a organização de um evento gigante na cidade de Lisboa.
E... finalmente dia 24 poderei ir de ferias. Faltam 14 dias. 14 dias de noitadas, de dormir 2 a 4h por noite, de sair da aula e correr para a reunião, e sair de lá e correr para o emprego e de lá correr para casa para as traduções horas e horas no pc...
Como sou doida e acho que o tempo estica, ainda fui 2 dias a Coimbra fazer um curso de Intervenção em Crise Humanitária onde se reavivou aquele velho sonho do voluntariado em África. Hoje em dia já é um sonho impossível, na medida que é uma excelente ideia aos 18 ou 19 anos, que os pais ainda nos pagam as contas. Hoje em dia, com 29 anos eu não creio que seja conveniente despedir-me, ir para África X meses e esperar que as contas se paguem sozinhas ou que, voltando, outro emprego esteja mesmo de porta aberta à minha espera. Contudo há um mundo para quem se forma, faz cursos, corre atrás, que são as missões humanitárias remuneradas. São dificeis, psicologicamente duras mas... incríveis!
O curso foi maravilhoso, aprendi muito, fiz contactos riquíssimos e conheci colegas muito interessantes.
Vim de lá cheia de ideias! As quais talvez procure colocar em prática quando me livrar da Universidade de vez.
Dia 20 chega também o mexicano... portanto se depois desse dia não der noticias é porque de facto ele é um criminoso e fui raptada. De contrario... espero que tudo corra bem. Já recebi mais um sem fim de flores e caixas de chocolates no trabalho e estou bem derretida com este príncipe.
Deu-se até o caso de ter tido obras em casa e fiquei sem net, rodeada de ruído e cheia de trabalhos para fazer, já a desesperar. O que fez o simpático para me ajudar, estando noutro continente? É que sem nem perguntar, alugou-me uma casa para passar a semana descansada, longe de stress e poder trabalhar feliz.
Fiquei e continuo sem reação! O que dizer, como agradecer alguém que nos faz isto?