18h
Ele: Já vais para casa? Vão-te entregar uma prenda.
Eu: A esta hora?? Vou chegar tipo 19h... não creio que existam entregas nesse horário.
20h
Eu: Mas de certeza que vão entregar hoje? Acho que estás a perceber mal. Sabes perfeitamente que não entendes português. De certeza que estás a confundir-te!
Ele: Espera! Não adormeças. De certeza que entregam hoje!
22h
Eu: Mas estás a gozar? Levantei-me cedíssimo! Estou a morrer de sono! Diz para entregarem amanhã! Que raio de transportadora é essa?
Ele: Calma! Resiste. Juro que não tardam.
23.11h
Eu: [Já a dormir, de mau humor, irritada]
Ele: Vê o Facebook
Estranho... fico confusa... saiu de casa aos tropeções em pijama, creme na cara e...
Abro a porta e lá está ele. De pé. Com flores e chocolates. Sem que eu sequer suspeitasse que vinha a caminho.
E tivemos 10 dias de sonho!
segunda-feira, 18 de novembro de 2019
terça-feira, 12 de novembro de 2019
A missão
Sempre acreditei no Destino e na ideia de que todos nascemos com um propósito, uma missão que dá sentido a esta vidinha que não pode ser só ir à escola, ser adulto, trabalhar para pagar contas, casar e ter filhos e observá-los até morrer.
Eu entendi que o meu rumo é Humanitário. Não tenho dúvidas de que aquilo que me move é trabalhar para o bem estar do próximo, para a mudança social.
Como tal, tornei-me Assistente Social.
E pensava "De certeza que somos (os Assistentes Sociais) todos muito bonzinhos, altruistas. Afinal, isto não dá propriamente dinheiro nem futuro".
Pois enganei-me!
Numa licenciatura cheia de Constanças, Carminhos e João Maria, entendi que o Serviço Social é tido como uma profissão "de bem" para moças casadoiras que ajudam os pobrezinhos.
Quando foi necessário decidir estágios, ouvi mais colegas do que aqueles que seriam expectaveis afirmar coisas como "Oh professor, veja lá que eu com sem abrigos não quero! Cheiram muito mal, é um horror!". Ou "Drogados!! Que nojo!". Ou "Mães carenciadas e questões de aborto? O meu Deus não apoia"... And go one, go one...
Surpreendeu-me ver o gosto que 90% dos meus colegas tinha pelo trabalho de Gabinete. Ou seja, malta que preenche papeis do RSI, entre outros, num gabinete, com ar condicionado, apresentando-se como Doutor /a Tal, olhando os utentes com cara de asco.
Agora que já estamos no mundo real, que por vezes calha-me articular casos com instituições onde encontro antigos colegas, a desilusão é maior. Trabalham estilo "Chapa 5". Ou seja. fazem aquilo para que lhes pagam. Preencher papéis e chegando à sua hora dizer "Ah acabou de ser despejado e está na rua com 5 crianças? Pois, mas sabe que já fechamos, volte amanhã".
EU NÃO CONSIGO!!
Eu não faço isto por dinheiro, nem por Deus nem por estatuto.
E não consigo entender este tipo de "profissionais".
Eu tenho 2 part times, sendo um deles relacionado com a Deficiencia.
Cabe-me coordenar um transporte adaptado e hoje, quando fiz as contas e vi quanto é que uma Mãe nos deveria pagar para levar diariamente o seu filho com Incapacidade de casa à escola, a mesma disse-me, perante uma quantia que me pareceu minima (cerca de 50€) que não poderia aceder a este serviço, pois está desempregada, com 3 filhos (dois deles com deficiencia) e uma ordem de despejo para Dezembro.
Fiquei sem reação... e a minha chefe e colegas imediatamente avançaram dizendo "Pois, então não há dinheiro, não há carrinha. Boa sorte!".
Fiquei perplexa...
O que fiz? Liguei para a Câmara, para a Junta de Freguesia, expliquei o caso, pressionei, exigi... e sexta-feira esta senhora será recebida por quem de direito para se tramitar a respectiva resposta social.
Dizem as minhas colegas que fiz mais do que me compete.
Não... fui humana e fiz aquilo para que estudei.
O mesmo no meu outro emprego, onde há 2 semanas às 19h me apareceu uma mulher transexual e emigrante, que não falava uma palavra de português, vitima de tráfico humano a pedir ajuda. Eu estava de saída, eram 19h.
O que fiz?
Ligar à polícia, ir à esquadra, activar a linha de Emergência Social, procurar um abrigo... e chegar a casa às 2h da manhã.
Não me pagam mais por isto. Mas de outra forma não saberia ser Eu.
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
60 Dias de Gratidão# 7
Que pequeno acontecimento agradeces hoje?
São tantos que se torna dificil escolher apenas um.
Reconheço tantos momentos chave, tantas coisinhas pequenas que abriram portas tão grandes.
Sou uma abençoada!
Mas escolhendo só um... aquele momento em que nos cruzamos, eu e o Namorado, naquele hotel na Capadócia. Bem dita a hora que a minha amiga e companheira de viagem não quis ir à Tunisia e me impingiu a Turquia!
E lá, entre montanhas, neve e balões de ar quente, cruzei-me com aquele que 2 anos depois, se tornou no meu melhor amigo.
São tantos que se torna dificil escolher apenas um.
Reconheço tantos momentos chave, tantas coisinhas pequenas que abriram portas tão grandes.
Sou uma abençoada!
Mas escolhendo só um... aquele momento em que nos cruzamos, eu e o Namorado, naquele hotel na Capadócia. Bem dita a hora que a minha amiga e companheira de viagem não quis ir à Tunisia e me impingiu a Turquia!
E lá, entre montanhas, neve e balões de ar quente, cruzei-me com aquele que 2 anos depois, se tornou no meu melhor amigo.
Do México I
RUÍNAS
Vivi 7 meses no México e pude andar por quase todos os Estados (evitando os que estão mais controlados pelos carteis, que quando vêm uma europeia até lhe chamam mel).
Vi mais que a maioria dos próprios mexicanos, infelizmente.
Pude fazer alguns voluntariados, doar alguns bens a algumas populações, angariar alguns fundos e sobretudo auxiliar alguns animais na estrada.
Pude comprovar que o Mexico é um país de gente pobre, sem educação mas profundamente humilde e solidaria. Todos colaboram como podem para qualquer um que precise; foi tocante assistir a estes momentos.
Vi muitas coisas que me tiraram do sério; actos bárbaros, costumes insólitos, ideologias machistas.
Contudo hoje vou-vos só falar das ruinas que vi. Foram muitas, aqui apenas vos mostro algumas fotos das mais significativas.
Realmente, e como historiadora, por vezes penso o que seria deste país se nós europeus, nunca lá tivessemos ido roubar, violar e matar. A magia continua lá, as lendas continuam lá, os mexicanos continuam a falar dos Aluxes, essas criaturas miticas semelhantes a duendes, que cuidam do seu patrimonio arqueologico. O conhecimento astronómico que apresentavam então continua a ser inigualável.
Chichen Itza! Uma das 7 Maravilhas do Mundo!
Sinceramente, é o conjunto arqueológico que menos gostei. Estava demasiado cheio, muito comercializado, sem identidade já. Era só pessoas aos gritos com o seu selfie stick.
Calakmul.
Um complexo arqueologico enooooooorme no meio de uma selva com uma fauna e flora inacreditaveis. O ex libris: jaguares.
Fomos as 5h da manhã para termos maior probabilidade de os ver e... nada! Ouvimo-los. Mas ver... nadinha. Uma pena!
Mas vimos macacos, diversas aves e resmas, paletes, pacotes de pavões. Alguns agressivos.
A louca, na boa, ao nascer do dia, em busca de jaguares como se eles fossem gatinhos!
Dica para mochileiros ou quem viaje de carro: trazer sempre ração e patés no porta malas.
Infelizmente encontramos animais em diversas condições, sobretudo em Estados mais pobres e de população indigena. Qualquer gesto pode fazer a diferença.
Outro sitio que foi de todos o meu favorito é UXMAL.
Um complexo enorme, pouco conhecido, sem grande numero de pessoas e super bem conservado.
Por fim, mostro-vos as ruínas de TULUM.
Um complexo entre a Terra e o Mar.
Bem bonito e com uma surpresa: Cuatis. Uns animais lindos e simpáticos, que me deixaram apaixonada.
O México foi sem dúvida uma aventura inesquecivel.
2019 é sem dúvida o ano da minha vida!
terça-feira, 5 de novembro de 2019
UAU !!
Ainda só sairam 2 episódios e ambos foram de cortar a respiração!
A tensão, aquela sensação de que tudo pode acontecer a qualquer momento, a incógnita... estou rendida a esta série!
Fui quase obrigada a ir ao cinema.
Na minha mente, este filme seria a coisa mais entediante de sempre.
Detesto o universo Marvel e historinhas de super heróis.
Assumi que o filme seria desinteressante e não poderia estar mais equivocada!
Não é um filme fantasioso nem sobre super-poderes.
A meu ver, é até muito mais do que a história do Joker.
É a humanização deste vilão e a desumanização da sociedade. É um filme que nos leva a auto-avaliar-nos; a julgar as nossas atitudes, a perceber que papel desempenhamos na sociedade e quão louca ela está.
Numa palavra: é magistral! A fotografia, a edição e a música transportam-nos.
Atrevo-me a dizer que é a MELHOR peça que alguma vez vi.
Poética, verdadeira, divertida e com um final emotivo que me arrancou umas boas lágrimas.
E a simpatia do Marcos Caruso? Que senhor!
terça-feira, 29 de outubro de 2019
A prova de que o feminismo (e Humanismo) faz falta
No famoso blog Shiuuuu, vi este segredo:
E foi chocante, impressionante e triste ler os comentários.
Mais decepcionante foi perceber que a maioria eram provenientes de Mulheres.
Quando se questionarem sobre os números da violencia doméstica, lembrem-se que o machismo nasce em casa, na maioria por parte das mães. Triste, mas verdade...
Eu deixei um comentário dando como exemplo uma ex colega de trabalho. Mulher de 38 anos, com filho de 6 anos, divorciada. Pai ausente, que acha que só ela foi mãe.
Ela pretende emigrar, está com diversas dividas, inúmeros problemas pessoais e familiares e não pode levar a criança (inclusivé, porque o Pai ausente, neste caso quis-se fazer presente e dizer que não vai assinar a autorização para que o menor acompanhe a Mãe). Óbvio que a minha colega vai pedir ao juiz para que a guarda passe para o progenitor. Simples. Até porque que eu saiba, ela não se auto-fecundou.
Ela desabafou-me que está cansada de não ter vida, de não poder ser mais ambiciosa, de não poder arriscar. De não ser livre. Não quer dizer que não ame o filho mas... quero acreditar que não seja preciso um doutoramente para entendermos que alguém, apesar de mãe, é também humano. Com fragilidades, medos, ansias, sonhos.
Trechos de comentários ao meu comentário:
- "A minha mãe preferia morrer do que deixar me à guarda de outra pessoa. Falam dos filhos como se fossem fardos."
Pois amigo... não é "outra pessoa", é o tipo que lhe soube bem o orgasmo e fazê-lo. E fardo, a criança já o é... para o pai que nem dá as caras.
- "A mãe quer imigrar e não pode levar o filho, por isso, despeja a criança na casa do pai... (...) Os filhos têm de estar a frente das vontades próprias, ou para isso não os tinham! Filho não é gato!"
Concordo... o Pai deveria saber isso das vontades próprias...
- "Acho completamente desprezível esta atitude de "despachar" os filhos. Mudou de planos de vida e o filho que não tem culpa absolutamente de nada, vai ser despachado para o pai. Desculpa lá, que falta de noção é esta? Que impacto tem numa criança sentir que não é desejada e que emigrar é mais importante para a mãe e que existe um conflito em tribunal para decidir quem fica com ela como se fosse um sacrifício? Sentir que a existência dela é um fardo? [...] Quando fazemos os filhos temos de ter noção de que como todas as escolhas na vida, existem consequências. Essa atitude de agora querer despachar o filho para o pai porque decidiu emigrar e não lhe dá jeito levar o miúdo... A sério, completamente desprezível."
Mais um que acha um crime o "despacho" para o respetivo progenitor... acho que se calhar confundi-me na escola e as mulheres, de facto, auto-fecundam-se... E engraçado, esta pessoa acha que a criança ficará traumatizada e a sentir-se uma merda porque a mãe vai emigrar mas deve-se sentir muito amado rejeitado pelo Pai...
- "Estamos a falar de pessoas desejosas de colocar os filhos em casa dos ex maridos /mulheres, se sentem isso em relação aos próprios filhos é natural que o façam também aos animais, que são filhos de outros."
Ok, obrigar um Pai a ser aquilo que ele é, Pai... agora equipara-se a abandono animal... sei...
Cada um é livre de agir como entender, sendo fiel aos seus principios e àquilo que sente. Mas parem de crucificar as mulheres, sobretudo se forem mulheres.
E foi chocante, impressionante e triste ler os comentários.
Mais decepcionante foi perceber que a maioria eram provenientes de Mulheres.
Quando se questionarem sobre os números da violencia doméstica, lembrem-se que o machismo nasce em casa, na maioria por parte das mães. Triste, mas verdade...
Eu deixei um comentário dando como exemplo uma ex colega de trabalho. Mulher de 38 anos, com filho de 6 anos, divorciada. Pai ausente, que acha que só ela foi mãe.
Ela pretende emigrar, está com diversas dividas, inúmeros problemas pessoais e familiares e não pode levar a criança (inclusivé, porque o Pai ausente, neste caso quis-se fazer presente e dizer que não vai assinar a autorização para que o menor acompanhe a Mãe). Óbvio que a minha colega vai pedir ao juiz para que a guarda passe para o progenitor. Simples. Até porque que eu saiba, ela não se auto-fecundou.
Ela desabafou-me que está cansada de não ter vida, de não poder ser mais ambiciosa, de não poder arriscar. De não ser livre. Não quer dizer que não ame o filho mas... quero acreditar que não seja preciso um doutoramente para entendermos que alguém, apesar de mãe, é também humano. Com fragilidades, medos, ansias, sonhos.
Trechos de comentários ao meu comentário:
- "A minha mãe preferia morrer do que deixar me à guarda de outra pessoa. Falam dos filhos como se fossem fardos."
Pois amigo... não é "outra pessoa", é o tipo que lhe soube bem o orgasmo e fazê-lo. E fardo, a criança já o é... para o pai que nem dá as caras.
- "A mãe quer imigrar e não pode levar o filho, por isso, despeja a criança na casa do pai... (...) Os filhos têm de estar a frente das vontades próprias, ou para isso não os tinham! Filho não é gato!"
Concordo... o Pai deveria saber isso das vontades próprias...
- "Acho completamente desprezível esta atitude de "despachar" os filhos. Mudou de planos de vida e o filho que não tem culpa absolutamente de nada, vai ser despachado para o pai. Desculpa lá, que falta de noção é esta? Que impacto tem numa criança sentir que não é desejada e que emigrar é mais importante para a mãe e que existe um conflito em tribunal para decidir quem fica com ela como se fosse um sacrifício? Sentir que a existência dela é um fardo? [...] Quando fazemos os filhos temos de ter noção de que como todas as escolhas na vida, existem consequências. Essa atitude de agora querer despachar o filho para o pai porque decidiu emigrar e não lhe dá jeito levar o miúdo... A sério, completamente desprezível."
Mais um que acha um crime o "despacho" para o respetivo progenitor... acho que se calhar confundi-me na escola e as mulheres, de facto, auto-fecundam-se... E engraçado, esta pessoa acha que a criança ficará traumatizada e a sentir-se uma merda porque a mãe vai emigrar mas deve-se sentir muito amado rejeitado pelo Pai...
- "Estamos a falar de pessoas desejosas de colocar os filhos em casa dos ex maridos /mulheres, se sentem isso em relação aos próprios filhos é natural que o façam também aos animais, que são filhos de outros."
Ok, obrigar um Pai a ser aquilo que ele é, Pai... agora equipara-se a abandono animal... sei...
Cada um é livre de agir como entender, sendo fiel aos seus principios e àquilo que sente. Mas parem de crucificar as mulheres, sobretudo se forem mulheres.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Da minha estrelinha da sorte
Fui buscar o meu diploma no dia 9 de Setembro.
Já tenho 2 part times na área. Um deles, como Diretora Técnica.
Oficialmente assistente social!
E em busca do 3o trabalho...
Só é pena que ao que tudo indica, Lisboa não me vai largar tão cedo.
Já tenho 2 part times na área. Um deles, como Diretora Técnica.
Oficialmente assistente social!
E em busca do 3o trabalho...
Só é pena que ao que tudo indica, Lisboa não me vai largar tão cedo.
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Dúvida existêncial
- Viver na capital com 2 hipoteses de trabalho na area, ambas em part time, em que cobrarei 700€ mensal e pelo andar da coisa, vivirei num quarto até aos 50...
- Viver no interior, finalmente sozinha, com menos gastos, a trabalhar a full time na area mas que se o projecto acaba... serei uma desempregada em zona de desertificação (uma aldeia mesmo)
Opiniões, achegas, questões?
- Viver no interior, finalmente sozinha, com menos gastos, a trabalhar a full time na area mas que se o projecto acaba... serei uma desempregada em zona de desertificação (uma aldeia mesmo)
Opiniões, achegas, questões?
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