quinta-feira, 10 de abril de 2014

Um dia de cada vez






Hoje foi um dia horrível.
Sonhei com ele. E acordei com um aperto enorme no peito, ansiedade a mil.
Custou-me muito sair da cama, de casa e, coincidência de merda, vi-o.
Arrastei-me todo o dia, sinto um peso enorme na cabeça, um cansaço na alma. Nem me apeteceu ir ao gym. Fui apenas com um animal da Associação ao veterinário e vim para casa.
Hoje sinto-me angustiada, vazia, cansada, sem fé.
Como combater este desgosto? Este vazio? E as lembranças?
Sinto-me no chão.
O que faço com a saudade hoje? Serradura. Vamos lá ver se não acaba como o pudim. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Da merda do SNS

Não consigo engolir comprimidos. Afligem-me. Também não sou fã de químicos em geral. Evito-os. Logo, prefiro não ir a médicos nem hospitais. Para procurar sítios destes, tenho de estar mesmo muito mal.
Após 1 ano sem ir ao médico de família e já com vários sintomas, decidi ir hoje.
Tenho enxaquecas que me metem de cama todo o dia desde o verão (portanto, quase há 1 ano), desde Novembro que tenho ansiedade e taquicardias, por vezes até dores no peito, tenho tido há quase um mês dor na mama direita e no abdómen (ovários, talvez?), cheguei até a pensar que poderei estar grávida e ser daqueles casos raros em que se descobre tarde demais, o período se mantem, essas coisas.
Entro no gabinete, começo a dizer estas coisas todas e, tal não é o meu espanto, quando comprovo da pior maneira possível que os boatos de que os médicos estavam a ser pressionados para poupar em exames são verdade.
Segundo a minha médica, as enxaquecas são algo normal, toda a gente tem, não vale a pena fazer um TAC. Para quê? Se tiver um tumor na cabeça o exame não muda nada, ele já lá está (juro que ela me disse mesmo isto). Mas de certeza que é enxaqueca como toooooda a gente tem e eu estou a exagerar. Mandou-me meter um comprimido qualquer de nome estranho debaixo da língua quando tiver dores, comprimido esse que não me receitou nem escreveu o nome em lado nenhum. Sobre o coração estou também a exagerar, tenho 25 anos. Tenho de ter bom senso! A ansiedade… bom, isso é porque sou uma menina traumatizada com uma história de vida muito pesada e começou a dissertar e a contar à colega estagiária futura médica vários episódios da minha vida que, na opinião dela, estão a ficar recalcados no meu subconsciente e me fazem ter ansiedade e enxaquecas. Basta pensar positivo e vai desaparecer tudo. A nível ginecológico… mandou-me ir ao privado porque já me estava a alongar e as consultas são de 20min
Mas que merda de país é este?!?
Nunca fui patriota mas neste momento é oficial: ODEIO PORTUGAL.

domingo, 6 de abril de 2014

O vício dos serões


Estou viciadíssima nesta novela brasileira. Que temas tão fortes, Meu Deus! Para quem nunca viu, a novela aborda o tráfico humano, tanto na vertente de prostituição como na venda de bebes e adopções ilegais. Confesso até que ganhei um certo receio de ser tão aventureira e ir trabalhar para fora sem nem saber bem para o que vou. Sempre o fiz, nunca correu mal mas agora vejo bem os riscos. Esta novela mostra que nem todos nos entendem a mão e que podemos acordar num pesadelo.

sábado, 5 de abril de 2014

Jornada do Nino II

Esta aventura proporcionou-me novas amizades e conhecimentos.
Pude assim ver o Norte, os seus encantos, provar finalmente uma Francesinha (realmente é tão boa como dizem), constatar que o Porto mete Lisboa a um canto, conhecer a blogger S*, passear e engordar, conhecer a S., vice presidente da Associação que acolheu o Nino e que tem a minha idade e o meu ímpeto; também ela saiu de uma relação de 3 anos com os mesmos problemas que a minha e adora viajar, estamos já a planear fazer o Caminho de Santiago a pé, algo que ambas queríamos muito fazer mas não encontrávamos companhia. Obrigado Nino, só me proporcionaste coisas boas!
Foto reportagem:

Viana do Castelo, Igreja de Santa Luzia:


Jantar com a blogger S*:


Dia muito bem passado em Ponte de Lima:



Magnifico Porto, sob chuva:


Conheci ainda Vila Praia de Âncora e Caminha.
Definitivamente, amo o Norte e a sua gente.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Auto-Amor

Que se lixe o dinheiro e as dificuldades!
Hoje fui cuidar de mim.
Limpeza facial, massagem e gelinho.


PS: Parece-me que a senhora não tem grande experiencia como massagista. Vim de lá com mais nós nas costas do que quando fui.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lembram-se de eu dizer que ia fazer um pudim de morango?

E lembram-se de eu afirmar várias, imensas, inúmeras vezes, a minha falta de talento para a culinária?
Então o pudim ficou assim:


Parecia gelatina treme treme, rachou todo e apareceu água por todo o lado! De onde veio a água?!? Este é daqueles pudins marca “Boca Doce”. É só deitar as saquetas, açúcar, leite e aquecer.
É que nem seguindo à risca as receitas me sai algo bem!
Há coisas para as quais não nascemos de todo. Esta é uma delas. Aliás, a principal. Eu nem um frango consigo assar. Juro-vos. Não é exagero.
Lá vai o pudim para o lixo.

Novamente morena

Nasci loira e, vá-se lá saber como ou porquê, a partir dos meus 2 aninhos fiquei morena, mas tão morena, cabelo completamente preto.
Todos me diziam que, como sou super branquinha de olhos claros, o loiro me ficaria bem. O certo é que nunca levei a sério a ideia de pintar o cabelo. E passar de preto para loiro, sinceramente, parece-me um choque grande demais.
Em Dezembro, o João quis-me oferecer uma mudança de visual e lá me decidi a arriscar. Chegamos ao consenso que um ruivo me ficaria bem.

E fiquei assim:


Gostei muito de me ver. Todos diziam que parecia uma diva dos anos 70/80, sensual, elegante.
Mas com todo este imbróglio, o fim da relação, a queda da minha auto-estima, comecei a notar que até gosto do meu cabelinho preto. Aliás, o Natural é que é bom. Além do ruivo me fazer lembrar que foi uma prenda e opção conjunta com o João.
Portanto, bora lá repintar o cabelo e voltar a ser morena. Que as minhas ondinhas pretas até são bem bonitas. Pesadas mas bonitas. Não acham?






quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mais uma!

A semana passada só fui trabalhar 2 dias. E hoje já tive de faltar novamente. A gripe regressou. Mal respiro. Isto de salvar cãezinhos à chuva tem muito que se lhe diga.
E esta maldita ansiedade? Já lá vão 2 noites de insónia e muito cansaço em cima.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sacrifícios doces

Entupi-me de Bruffen, meti-me debaixo de incontáveis mantas, suei e suei e suei e lá controlei a doença.
Acordei com febre na mesma mas minimamente bem. E lá fomos às 9.30h, enxada na mão, arrancar ervas e preparar o terreno para receber o filhote de pastor alemão. Cavamos, cavamos e choveu, choveu. Que dor de garganta! Dói-me todo o corpo.
Fomos à Associação buscar uma casota pesada como tudo, encharcada, ficamos todas sujas (eu e a moradora que salvou o pequeno grande patudo). Fomos comprar comedouros, corrente de aço não vá ele fugir do medo, uma trela, comida e seguimos para o veterinário para o trazer do internamento.
Partilho convosco as fotos, como fiz no caso do Nino, pois ego assumido, sinto-me muito bem a resgatar animais.




Sim, a tipa de azulão e pulso tatuado sou eu.
O patudo lá saiu do veterinário cheio de medo, a tremer. Quando me sentei com ele na parte de trás do carro, abracei-o. Ele encostou a cabeça no meu ombro, pôs as patas no meu tronco, respirou fundo e parou de tremer. Foi tão gratificante este momento!
Agora está em FAT numa quinta pertencente à moradora que deu o alerta desta situação. E palpita-me que já conquistou todos os corações e, talvez, fique por lá.
E aqui estou eu, suja, a cheirar a cão, molhada, com lama em todo o lado, doente mas feliz.
Era tão bom se todos os dias fossem assim!