Terminei.
Fiz download da base de dados com todas as instituições em Portugal e mandei CV uma a uma.
Estamos a falar de 5136 instituições.
Das quais me respoderam aproximadamente 120 a dizer que o CV é muito interessante, que o meu espirito "coiso e tal", que a minha energia etc.... mas que não ha fundos ou vaga.
Muitas também responderam com o seu email automatico informando do fecho para férias.
Toquei todas as portas. Literalmente. Não há nada mais que eu possa fazer.
Regresso a Portugal dia 28 e já só me resta aguardar.
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
De Cuba
Finalmente vou começar a escrever sobre a minha experiencia nestas terras caribenhas!
Em Fevereiro, uma semana após chegar ao México, decidimos ir passar os nossos aniversários a Cuba (ele faz anos a 20 e eu a 25).
Havana
A sério que começo a acreditar que aquela malta que diz que Cuba é incrivel, linda, espetacular... é porque certamente comprou um pacote com pulseirinha e ficou no resort uma semana sem sair. Porque na verdade, se alugares casa e fores conhecer as ruas, o povo, o cheiro, o ar... valha-me Deus!
Baratas em todo o lado, sujidade, cheiro a urina... pessoas extremamente chatas! Compreendo o motivo. Há pobreza e necessitam fazer negócio. Mas são muito, muito chatos. Eu e o namorado mal conseguiamos conversar e partilhar opiniões sobre o que viamos e sentiamos porque a cada passo eramos encurralados em ambas laterais com ofertas de charutos e de "entre no meu restaurante, é o melhor" e do outro lado "Não! O meu é que é!". E agarram-te, e puxam-te, e gritam-te. É como ir a mercado mas em mau.
Nos últimos dias eu já reagia mal cada vez que alguém me falava ou se aproximava. Foi esgotante.
Mas falando ainda da pobreza... ela é muito subjectiva. É claro que a cidade é feia, suja e cheira mal... mas porque devido ao embargo dos EUA, não há muita entrada de materiais grandes e pesados (construção civil). Os prédios e os carros são os dos anos 60. As casas já estão bem degradadas. Mas a nível de roupa... vestem-se melhor que eu! Toda a gente, crianças incluidas, tinham ténis de marca novinhos, sem as tipicas marcas de uso e desgaste que os meus sapatos apresentam, por exemplo. E no aeroporto, à vista de todos, vi o porquê. Contrabando. Descarado. Com a conivência de todos. Que fácil é declarar que não se precisa da América para nada e passar Coca-Cola e marcas, não é?
E também outra parte do negócio chega de barco desde Miami.
Logo, esta malta é uma falsa do caraças, hipócrita e... ignorante. Ouvimos de um tudo... Desde que uma moça não podia subir escadas porque tinha "claustrofobia" (seria vertigens, não?), a que receberam uma vez o presidente da "Alemanha", "William" Churchill... enfim... assumo que a educação não seja um factor chave no país.
Ainda tivemos de levar vários sermões de taxistas que nos queriam contar entusiasticamente como o exército cubano se estava a preparar para apoiar o Maduro e que, tal era a sua potencia bélica, iriam começar a III Guerra Mundial. Muitas foram as recomendações para que nos fossemos preparando na Europa. Problemas de auto-estima, claramente não têm!
Varadero
Aí sim foi tranquilo porque fizemos algo que eu nunca tinha feito: a tal pulseirinha e resort. Não saimos do hotel com tudo incluido. Água azulinha, temperatura ótima. Excepto que eu não levava protector solar (achei que lá poderia comprar... não sabia que não existiam lojas) e apanhei um mega escaldão, fiz febre, todo o corpo cheio de ampolas e... também não há farmácias! Estive 2 dias "a morrer" até encontrar algo chamado "Farmácia Internacional" numa outra cidade.
Trinidad
Cidade pequena, colonial, colorida e a única sem pessoas chatas.
A dona da casa onde nos hospedamos, Marisol, era um doce. Fez-me um creme caseiro para as minhas queimaduras, deu-me um casaquinho, um guarda-chuva (guarda-sol, neste caso) e cuidou-me como se me conhecesse há muito. Contou-nos as dificuldades de ser cubana, da economia, de ser mãe solteira.
Em Trinidad comemos lagosta todos os dias de tão barata que é. E pinha colada. Bebemos muitas pinhas coladas. Poderiamos ter aproveitado mais de Trinidad se não fosse o meu mal estar.
Resumindo: adorei a experiencia sociológica de ir ao último bastião comunista. Aprendi muito. Sou extremamente grata pelo que tive oportunidade de ver e viver. Mas saímos de Cuba psicologicamente esgotados e sem vontade de regressar.
Em Fevereiro, uma semana após chegar ao México, decidimos ir passar os nossos aniversários a Cuba (ele faz anos a 20 e eu a 25).
Havana
A sério que começo a acreditar que aquela malta que diz que Cuba é incrivel, linda, espetacular... é porque certamente comprou um pacote com pulseirinha e ficou no resort uma semana sem sair. Porque na verdade, se alugares casa e fores conhecer as ruas, o povo, o cheiro, o ar... valha-me Deus!
Baratas em todo o lado, sujidade, cheiro a urina... pessoas extremamente chatas! Compreendo o motivo. Há pobreza e necessitam fazer negócio. Mas são muito, muito chatos. Eu e o namorado mal conseguiamos conversar e partilhar opiniões sobre o que viamos e sentiamos porque a cada passo eramos encurralados em ambas laterais com ofertas de charutos e de "entre no meu restaurante, é o melhor" e do outro lado "Não! O meu é que é!". E agarram-te, e puxam-te, e gritam-te. É como ir a mercado mas em mau.
Nos últimos dias eu já reagia mal cada vez que alguém me falava ou se aproximava. Foi esgotante.
Mas falando ainda da pobreza... ela é muito subjectiva. É claro que a cidade é feia, suja e cheira mal... mas porque devido ao embargo dos EUA, não há muita entrada de materiais grandes e pesados (construção civil). Os prédios e os carros são os dos anos 60. As casas já estão bem degradadas. Mas a nível de roupa... vestem-se melhor que eu! Toda a gente, crianças incluidas, tinham ténis de marca novinhos, sem as tipicas marcas de uso e desgaste que os meus sapatos apresentam, por exemplo. E no aeroporto, à vista de todos, vi o porquê. Contrabando. Descarado. Com a conivência de todos. Que fácil é declarar que não se precisa da América para nada e passar Coca-Cola e marcas, não é?
E também outra parte do negócio chega de barco desde Miami.
Logo, esta malta é uma falsa do caraças, hipócrita e... ignorante. Ouvimos de um tudo... Desde que uma moça não podia subir escadas porque tinha "claustrofobia" (seria vertigens, não?), a que receberam uma vez o presidente da "Alemanha", "William" Churchill... enfim... assumo que a educação não seja um factor chave no país.
Ainda tivemos de levar vários sermões de taxistas que nos queriam contar entusiasticamente como o exército cubano se estava a preparar para apoiar o Maduro e que, tal era a sua potencia bélica, iriam começar a III Guerra Mundial. Muitas foram as recomendações para que nos fossemos preparando na Europa. Problemas de auto-estima, claramente não têm!
Varadero
Aí sim foi tranquilo porque fizemos algo que eu nunca tinha feito: a tal pulseirinha e resort. Não saimos do hotel com tudo incluido. Água azulinha, temperatura ótima. Excepto que eu não levava protector solar (achei que lá poderia comprar... não sabia que não existiam lojas) e apanhei um mega escaldão, fiz febre, todo o corpo cheio de ampolas e... também não há farmácias! Estive 2 dias "a morrer" até encontrar algo chamado "Farmácia Internacional" numa outra cidade.
Trinidad
Cidade pequena, colonial, colorida e a única sem pessoas chatas.
A dona da casa onde nos hospedamos, Marisol, era um doce. Fez-me um creme caseiro para as minhas queimaduras, deu-me um casaquinho, um guarda-chuva (guarda-sol, neste caso) e cuidou-me como se me conhecesse há muito. Contou-nos as dificuldades de ser cubana, da economia, de ser mãe solteira.
Em Trinidad comemos lagosta todos os dias de tão barata que é. E pinha colada. Bebemos muitas pinhas coladas. Poderiamos ter aproveitado mais de Trinidad se não fosse o meu mal estar.
Resumindo: adorei a experiencia sociológica de ir ao último bastião comunista. Aprendi muito. Sou extremamente grata pelo que tive oportunidade de ver e viver. Mas saímos de Cuba psicologicamente esgotados e sem vontade de regressar.
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
E quem é a campeã de envio de curriculos de longa distância ?!?
Euzinha!!
Depois de responder a 26 anúncios, decidi fazer download de uma lista online de TODAS as instituições do país e mandar CV uma a uma.
São 321 páginas. Vou na 21.
Não sei quando terminarei mas certamente que nunca houve ninguem tão empenhado na busca de emprego como eu e também, se ninguém me der uma chance, é porque este não é o meu caminho.
Depois desta tarefa megalómana, não estará mais nas minhas mãos.
Vou continuar...
Whish me luck, malta!
Depois de responder a 26 anúncios, decidi fazer download de uma lista online de TODAS as instituições do país e mandar CV uma a uma.
São 321 páginas. Vou na 21.
Não sei quando terminarei mas certamente que nunca houve ninguem tão empenhado na busca de emprego como eu e também, se ninguém me der uma chance, é porque este não é o meu caminho.
Depois desta tarefa megalómana, não estará mais nas minhas mãos.
Vou continuar...
Whish me luck, malta!
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
CONSELHO URGENTE
Malta, estou a sofrer de algo que nunca pensei ser possivel em mim: ansiedade, tristeza, ataques de choro.
O motivo eu sei mas ainda assim não estou a contornar bem a questão.
Alguém tem truques, técnicas, que ajudem?
O motivo eu sei mas ainda assim não estou a contornar bem a questão.
Alguém tem truques, técnicas, que ajudem?
Viva e radical!
Desculpem a ausencia, pessoal.
Mas tenho tentado viver ao máximo tudo o que o México tem para me oferecer. Muito tem acontecido. Loucuras incluidas.
E dia 16 já cumpro 6 meses aqui.
E pensar que vim para passar apenas 2 meses...
Coisas acontecem!
Espero que o que resta do ano seja igualmente incrivel como até agora e me presenteie com um super emprego.
6 meses de México, com viagens a Cuba, Belize e Canadá.
E por aqui, fomos comemorar 1 ano e meio de relação de forma radical:
SKYBIKE.
Existem 3 no Mundo: México, Singapura e Filipinas, sendo que a mexicana é a mais longa.
A sensação é de nervos!! Mas é uma experiencia que vale a pena.
Mas tenho tentado viver ao máximo tudo o que o México tem para me oferecer. Muito tem acontecido. Loucuras incluidas.
E dia 16 já cumpro 6 meses aqui.
E pensar que vim para passar apenas 2 meses...
Coisas acontecem!
Espero que o que resta do ano seja igualmente incrivel como até agora e me presenteie com um super emprego.
6 meses de México, com viagens a Cuba, Belize e Canadá.
E por aqui, fomos comemorar 1 ano e meio de relação de forma radical:
SKYBIKE.
Existem 3 no Mundo: México, Singapura e Filipinas, sendo que a mexicana é a mais longa.
A sensação é de nervos!! Mas é uma experiencia que vale a pena.
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Quando afinal, os 30 pesam !
Decidi levar o namorado que anda muito stressado por motivos laborais e saiu de uma longa doença de 5 meses, fechado num hospital, a um espaço onde se pudesse divertir.
Escolhi o Six Flags Mexico.
É carote mas vale cada centavo.
Ele adorou. Missão cumprida!
Já eu... estou que nem posso! Dói-me muito o pescoço e as costas de tanto solavanco. Estou rouca de tanto gritar. Doem-me as pernas. Sinto-me toda torta e desalinhada.
E o pior foi ver os miúdos e adolescentes sairem e voltarem à fila e lançaram-se uma e outra vez como se nada, todos frescos e fofos.
Afinal, parece que os 30 não é só um número.
Escolhi o Six Flags Mexico.
É carote mas vale cada centavo.
Ele adorou. Missão cumprida!
Já eu... estou que nem posso! Dói-me muito o pescoço e as costas de tanto solavanco. Estou rouca de tanto gritar. Doem-me as pernas. Sinto-me toda torta e desalinhada.
E o pior foi ver os miúdos e adolescentes sairem e voltarem à fila e lançaram-se uma e outra vez como se nada, todos frescos e fofos.
Afinal, parece que os 30 não é só um número.
60 Dias de Gratidão# 5
Que memória agradeces hoje?
Ui... tão difícil! Agradeço muitas mesmo.
Desde as memórias universitárias, da praxe à queima das fitas.
Desde memórias amorosas, de coisas que me marcaram... não poderia escolher uma só memória.
Mas neste momento da vida, acho que estou dividida entre o meu pedido de namoro actual e a adopção dos meus miúdos (gatos).
Ui... tão difícil! Agradeço muitas mesmo.
Desde as memórias universitárias, da praxe à queima das fitas.
Desde memórias amorosas, de coisas que me marcaram... não poderia escolher uma só memória.
Mas neste momento da vida, acho que estou dividida entre o meu pedido de namoro actual e a adopção dos meus miúdos (gatos).
terça-feira, 28 de maio de 2019
Como rejeitar um diamante Tiffany's
Sabem aquele momento que vemos nos filmes, que nos arrepia, nos faz vibrar, em que o moço se ajoelha e... UAU! Mega pedra que nos cega ao refletir a luz das velas! E todas no sofá fazemos "OHHHHHHH" !
Pois bem... eu tenho um namorado incrivel, classico, meloso. Até aqui já sei. Mas esmerou-se. Esmerou-se e arriscou-se e fez de mim a pior cabra de sempre que lhe rompeu o coração.
Fomos passar o fim-de-semana a Tepoztlan (vejam no Tio Google, é um sitio muito bonito, mágico, com muitas lendas). Eu pensei que era um simples fim-de-semana para namorar. Mas não... eis que logo na primeira noite, remexendo em algumas coisas no quarto, encontrei o dito:
Nem o cheguei a ver. Vi a caixinha verde, caracteristica da Tiffany's e... explodi. Deu-me uma coisinha má.
Quem me conhece sabe que não quero casar nem ter filhos e acho todo esse aparato desnecessario.
Só vos digo que agora que já passaram 3 dias, não cheguei a ver o anel.
Explodi, comecei uma discussão, disse-lhe que não me conhece bem, que porque raio comprou um diamante... enfim... nem sei que surpresa estava reservada, que evento... porque no meio da discussão e após 2 dias sem nos falarmos ele devolveu o anel e desmarcou tudo (nunca saberei que tudo).
Não me arrependo na medida em que sei que tomei a decisão certa. Não posso aceitar um pedido de casamento sem a minima intenção de casar. Mas não implica que vê-lo chorar, tendo destruido uma qualquer mega surpresa, não me tenha afetado.
E não pára de me dizer o quanto se sente rejeitado.
Definitivamente é muito dificil uma relação quando duas pessoas estão em tempos e objectivos diferentes.
Só espero que isto não se torne numa enoooorme pedra no sapato entre nós.
Pois bem... eu tenho um namorado incrivel, classico, meloso. Até aqui já sei. Mas esmerou-se. Esmerou-se e arriscou-se e fez de mim a pior cabra de sempre que lhe rompeu o coração.
Fomos passar o fim-de-semana a Tepoztlan (vejam no Tio Google, é um sitio muito bonito, mágico, com muitas lendas). Eu pensei que era um simples fim-de-semana para namorar. Mas não... eis que logo na primeira noite, remexendo em algumas coisas no quarto, encontrei o dito:
Nem o cheguei a ver. Vi a caixinha verde, caracteristica da Tiffany's e... explodi. Deu-me uma coisinha má.
Quem me conhece sabe que não quero casar nem ter filhos e acho todo esse aparato desnecessario.
Só vos digo que agora que já passaram 3 dias, não cheguei a ver o anel.
Explodi, comecei uma discussão, disse-lhe que não me conhece bem, que porque raio comprou um diamante... enfim... nem sei que surpresa estava reservada, que evento... porque no meio da discussão e após 2 dias sem nos falarmos ele devolveu o anel e desmarcou tudo (nunca saberei que tudo).
Não me arrependo na medida em que sei que tomei a decisão certa. Não posso aceitar um pedido de casamento sem a minima intenção de casar. Mas não implica que vê-lo chorar, tendo destruido uma qualquer mega surpresa, não me tenha afetado.
E não pára de me dizer o quanto se sente rejeitado.
Definitivamente é muito dificil uma relação quando duas pessoas estão em tempos e objectivos diferentes.
Só espero que isto não se torne numa enoooorme pedra no sapato entre nós.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Onde fica Belize ?
Pois é, gente. Não sei vocês, mas eu NUNCA na vida me lembro de ouvir falar deste país.
Mas lá iamos nós, México adentro e de repente vemos uma placa "BELIZE 14KM".
Olhamo-nos... verificamos no Google... ah! Diz que é um país. Uma antiga colónia inglesa.
Será que nos deixam passar na fronteira? E de carro?
Eu estava acabadinha de sair do hospital, primeira infecção intestinal diagnosticada, com recomendação de sopas e descanso mas... um novo país a 14km!
Decidimos ir "só ver". Tentar...!
E logo nos ofereceram corrupção! Com o pagamento certo... zás! Nós e o carro passamos.
E ficamos surpreendidos a pensar, "E agora? Nem temos hotel! Que cidades existem aqui?".
Decidimos, após consultar o Tio Google, ir àquela que é a maior cidade, Cidade de Belize.
Trocamos dinheiro e lá fomos, completamente às cegas.
Ficamos apenas 2 dias e foi mais que suficiente!
Belize é um país muito estranho. A língua oficial é o inglês. Não falam nada mais. E a sua moeda, o Dólar Belizenho, é absurdamente cara. E os preços? O país vive numa extrema miséria, estradas de terra batida (destruimos o carro todo), 60% do país é selva por explorar, ignoram o turismo mas gostam de o chular (ou seja, vivem em casas a cair de podre mas qualquer tour é de 200€ para cima).
Os preços são proibitivos; a gasolina um disparate!
Ficamos na Cidade de Belize e fomos também à capital, Belmopan e a uma zona de praia, Hopkins.
Fizemos a famosa Estrada Colibri (essa valeu a pena, com cenários cinematográficos).
Belize tem a segunda maior barreira de coral do Mundo (a seguir à Austrália) mas ir até lá eram 700€ por pessoa... obviamente não fomos.
Aliás, passamos 2 dias a pensar no que poderiamos fazer porque na verdade... não pudemos nada! Tudo era um absurdo. Queria visitar um santuário de Jaguares mas eram 150€ a entrada e sem garantias de que os visses.
Conseguimos ir a uma Reserva Natural com cavernas, animais e cenotes e... adivinhem? Sem guias, sem proteção, apenas chegas e tens um cartaz a avisar que existem cobras venenosas e que tenhas atenção. É isso. Boa sorte.
Realmente, o único cenote onde nos metemos tinha uns peixes esquisitos que nos mordiam! Foi tão incomodo que depressa saímos.
Ruinas arqueológicas: tentamos ir às segundas maiores do país, chamadas LAMANAI. Chegamos às 15h e... não pudemos entrar. Não tinhamos dinheiro suficiente em efetivo e eles não podiam aceitar cartão multibanco porque todo o sistema é com energia solar e não estava a funcionar... E assim nos mandaram embora.
Resumindo: não vale a pena perderem tempo a irem lá. De longe, foi o país mais nulo que já visitamos.
Mas lá iamos nós, México adentro e de repente vemos uma placa "BELIZE 14KM".
Olhamo-nos... verificamos no Google... ah! Diz que é um país. Uma antiga colónia inglesa.
Será que nos deixam passar na fronteira? E de carro?
Eu estava acabadinha de sair do hospital, primeira infecção intestinal diagnosticada, com recomendação de sopas e descanso mas... um novo país a 14km!
Decidimos ir "só ver". Tentar...!
E logo nos ofereceram corrupção! Com o pagamento certo... zás! Nós e o carro passamos.
E ficamos surpreendidos a pensar, "E agora? Nem temos hotel! Que cidades existem aqui?".
Decidimos, após consultar o Tio Google, ir àquela que é a maior cidade, Cidade de Belize.
Trocamos dinheiro e lá fomos, completamente às cegas.
Ficamos apenas 2 dias e foi mais que suficiente!
Belize é um país muito estranho. A língua oficial é o inglês. Não falam nada mais. E a sua moeda, o Dólar Belizenho, é absurdamente cara. E os preços? O país vive numa extrema miséria, estradas de terra batida (destruimos o carro todo), 60% do país é selva por explorar, ignoram o turismo mas gostam de o chular (ou seja, vivem em casas a cair de podre mas qualquer tour é de 200€ para cima).
Os preços são proibitivos; a gasolina um disparate!
Ficamos na Cidade de Belize e fomos também à capital, Belmopan e a uma zona de praia, Hopkins.
Fizemos a famosa Estrada Colibri (essa valeu a pena, com cenários cinematográficos).
Belize tem a segunda maior barreira de coral do Mundo (a seguir à Austrália) mas ir até lá eram 700€ por pessoa... obviamente não fomos.
Aliás, passamos 2 dias a pensar no que poderiamos fazer porque na verdade... não pudemos nada! Tudo era um absurdo. Queria visitar um santuário de Jaguares mas eram 150€ a entrada e sem garantias de que os visses.
Conseguimos ir a uma Reserva Natural com cavernas, animais e cenotes e... adivinhem? Sem guias, sem proteção, apenas chegas e tens um cartaz a avisar que existem cobras venenosas e que tenhas atenção. É isso. Boa sorte.
Realmente, o único cenote onde nos metemos tinha uns peixes esquisitos que nos mordiam! Foi tão incomodo que depressa saímos.
Ruinas arqueológicas: tentamos ir às segundas maiores do país, chamadas LAMANAI. Chegamos às 15h e... não pudemos entrar. Não tinhamos dinheiro suficiente em efetivo e eles não podiam aceitar cartão multibanco porque todo o sistema é com energia solar e não estava a funcionar... E assim nos mandaram embora.
Resumindo: não vale a pena perderem tempo a irem lá. De longe, foi o país mais nulo que já visitamos.
Casa em Cidade de Belize
Miúdas giras que se atravessam à frente do carro
CURIOSIDADE 1: não sei exatamente que religião / crenças tenham, mas a morte é vista de forma banal, com cemitérios descuidados à beira da estrada, sem muros nem proteção. Achei interessante.
CURIOSIDADE 2: Eles têm uma comunidade Amish! Nunca pensei ver uma ao vivo. São super interessantes mas grosseiros. Têm a cara fechada, olham-nos com ódio por termos carro e telemóvel... alguns fizeram-nos gestos obscenos!
60 Dias de Gratidão# 4
Que familiar especial agradeces hoje?
Se para muitos pode ser dificil decidir, infelizmente, para mim é bem fácil.
A minha madrinha!
Ela é a irmã mais velha da minha mãe e levou muito a sério aquilo que se diz por aí, "Os padrinhos são os segundos pais".
Como já disse várias vezes, cresci num lar com muita violencia e sem qualquer tipo de amor. Ela era a única que se preocupava comigo. Foi quem me mobilou o meu primeiro quarto, quem me deu a primeira mochila para a escola, o primeiro fato de banho cor-de-rosa.
Temos exactamente 20 anos de diferença.
E agora, eu com 30 e ela com 50, continuamos tão ou mais unidas.
Tanto que me convidou para madrinha da sua filha e assim me presenteou uma afilhada incrivel, agora com 13 anos. E sou para ela o que a minha madrinha tem sido para mim: amiga, confidente, conselheira, porto de abrigo.
Com ela posso falar de tudo e sei que sempre me apoiará.
Se para muitos pode ser dificil decidir, infelizmente, para mim é bem fácil.
A minha madrinha!
Ela é a irmã mais velha da minha mãe e levou muito a sério aquilo que se diz por aí, "Os padrinhos são os segundos pais".
Como já disse várias vezes, cresci num lar com muita violencia e sem qualquer tipo de amor. Ela era a única que se preocupava comigo. Foi quem me mobilou o meu primeiro quarto, quem me deu a primeira mochila para a escola, o primeiro fato de banho cor-de-rosa.
Temos exactamente 20 anos de diferença.
E agora, eu com 30 e ela com 50, continuamos tão ou mais unidas.
Tanto que me convidou para madrinha da sua filha e assim me presenteou uma afilhada incrivel, agora com 13 anos. E sou para ela o que a minha madrinha tem sido para mim: amiga, confidente, conselheira, porto de abrigo.
Com ela posso falar de tudo e sei que sempre me apoiará.
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