quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Atualização do Diário de Bordo

 - Fiquei efetiva pela primeira vez na vida! E que sensação tão boa, de segurança (sobretudo em meio de todo este caos em que todos estão a perder tanto). Fiquei efetiva no meu emprego mais recente, o que tenho desde Maio.

- Continuo a desempenhar funções de Diretora Técnica a recibos verdes na instituição onde estou há 1 ano.

- Sai do meu cargo de Assistente Social na instituição que me estava a causar ansiedade. E que bem que me sinto! Alivio.

- Sem contar com isso, fui chamada para um processo de candidatura para Assistente Social para outra área onde nunca nem passei perto, da qual tenho zero conhecimentos mas cujo salário é para lá de atrativo... Veremos o desfecho!

- Consegui ver o Marido depois de 9 meses de ausência devido às fronteiras fechadas. PS: apoiem o movimento que anda por aí a surgir designado "Love is not turism"; ajudem casais como eu a ter os seus direitos garantidos (somos muitos e sem certezas de nada). No meu caso, contamos com a boa vontade do embaixador português no México que acedeu à nossa história e nos ajudou abrindo um precedente.

- Descobri que tenho niveis elevados de Cortisol, colestrol, anemia e figado gordo... que chatice! Já não se podem comer batatinhas fritas todos os dias, pah!... Agora ando numa de tomar sumos de espinafres sempre que possivel e meter broculos em tudo.

- Os meus cursos holisticos vão de vento em popa! Decidi terminar o Mestrado em Reiki; estou focada em aprender sobre circulos de mulheres, ginecologia natural e emocional, aprofundar sobre chackras e aromaterapia.

- Ando a ser acompanhada por uma Médica Ayurvédica. Para quem nunca experimentou, aconselho vivamente! As consultas duram cerca de 3h e são SUPER completas. Além da parte clinica e de medicina mais tradicional, inclui o nosso bem estar num todo. Sim, tomo comprimidos de ferro para a anemia MAS... foi-me também passada uma rotina que inclui respirações, meditações, horários de sono, determinados chás em certos horários. Incrivel!

- Já que fiquei efetiva... já posso comprar casa, né? Então, essa é a minha nova saga 2020 (que imagino adentrará em 2021).


E a vossa vida? Como vai?

Surprise, surprise...

Quem é que recebe um motorista desconhecido à porta de casa que a deixa numa linda casinha de pedra no meio de Sintra?
Euzinha!

E o que me esperava?
Um marido que mais uma vez se enfiou num avião de surpresa e tinha isto há minha espera:


Motivos pelos quais me ama

Cereja no topo do bolo:

A minha chefe é a melhor. E o meu ambiente de trabalho um privilégio! 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

E nóis estamos como???

Livres!
Ou quase...
No dia 1 fiz aqui um texto a dizer que pretendia mudar de emprego mas sempre dentro da área. Que queria começar o 2021 como Assistente Social num outro contexto.
E eis que dia 5 gastei todo um sábado a mandar mais de 200 Cvs. Cvs esses que até agora nem fui confirmar se alguém me respondeu.
Isto porque logo nessa noite, comecei a remoer as minhas opções. Entendi que era apenas movida por ego e medo. Ego de trabalhar para aquilo que estudei e nada menos que isso; medo económico.
Digeri melhor o que sentia no domingo. Meditei (estou no Curso Ativadores da Nova Era da famosona Ines Gaya e tem sido uma surpresa e tanto as coisas a que me estou a obrigar a olhar em mim).
Digeri tanto o que pensava / sentia que somatizei. Foram dias de diarreia, picos de febre, taquicardia, ataques de ansiedade e insónias. Muitas náuseas. Até que, após exorcizar e dissecar cada pensamento, cada consequencia possivel, cada sombra da minha loucura, dia 10 comuniquei o meu despedimento.
Não querendo ser cabra, disse-lhes que podiamos negociar a minha saida para também não os deixar na mão.
Queria ter apontado o dedo, ter-me queixado de mil coisas, da minha chefe, da intervenção mas... acredito que se comunicarmos com Amor, tudo é mais fácil. E assim sendo optei por lhes comunicar que neste mundo há lugar para todos, para todas as visões e tipos de intervenção mas que eu não me sentia confortável com a deles nem ressoava comigo e a minha alma. A comunicação foi tranquila, pacifica. E todos os meus sintomas fisicos desapareceram desde esse dia.
Portanto... carta de alforria em processamento!

Só eu sentir-me aliviada e contente, diz muito sobre a decisão que tomei ser a certa ou não.

PS: outro emprego como Assistente Social? Porque não fui ver se alguém me respondeu aos CV's enviados? Pois porque tenho medo de ver lá alguma proposta e o meu ego ceder... porque na verdade decidi dar um tempo da área. Decidi que posso ter 2 empregos e não 3 sem me sentir mal com isso (pânico de ser parasita social, dizem... ou worckaholic, não sei...).
Já tenho 2 empregos, um na área, outro fora. Não tenho forçosamente de ter 3 empregos e 0 tempo para mim. Perco um salário, é certo. Mas ganho 4 manhãs que posso usar para explorar tudo o que tenho descoberto sobre mim neste mundo pandémico incrivel. Por exemplo, tenho imenso jeito para desenhar! E nem desconfiava disso... Estou a descobrir o Mundo da Ginecologia Natural (e curiosamente este mês começa um curso da Ginecologista mais famosa que por aí anda e decidi dar esse passo na minha formação). Inscrevi-me em imensos cursos durante o verão e não tenho tido tempo para avançar em nenhum (agora acabaram-se as desculpas). Ando a desenhar na minha mente a ideia de um negócio próprio... 
Não se enganem... o meu cérebro grita, o meu ego lança-me medos ("e se...?"). Tenho muito medo de me arrepender, de me fazer falta o dinheiro, de ficar desempregada como consequencia Covid... é uma batalha diária contra mim e contra a ansiedade. Mas só me resta ter fé.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Meio ano pandémico

E desde que o nosso país parou, já passaram 6 meses. 
Meio ano!
Foi muito interessante observar o meu percurso e o dos outros. O que sentimos e o que fomos sentindo, encaixando, assumindo e colocando no lixo.
Comecei Março a vibrar no medo, na ansiedade... no pânico, mesmo! Muito medo, não do virus, mas da perda. Perda do trabalho, do dinheiro, da subsistencia.
Há medida que isso foi ficando garantido, comecei a respirar e entrei no modo depressivo. Fechada em casa, sentia-me um animal privado de liberdade, magoado, sem saber o que fazer. E dormia. Dormia muito.
Desperdicei tempo que agora vejo ter sido precioso.
Depois comecei a olhar em redor e a perceber que tinha um quintal com um poderoso limoeiro da altura de 2 andares que nunca nem tinha olhado por mais de 1min. Comecei a sentir o espaço, a minha casa. 
Criei rotinas há muito esquecidas (há 5 anos, desde que vim viver na nossa ruidosa capital). 
Voltei a meditar, a ler, a respirar. A apreciar os meus gatos. A apreciar aquela simples mas rica sensação de calor quando os raios de sol beijam a nossa pele enquanto vejo os meus meninos de barriguinha ao ar a bronzear os pelinhos. 
Li mais nestes meses que nos últimos 5 anos. E li coisas diferentes. Coisas que nunca pensei ler.
Li muito sobre equilibrio mental, saúde, meditação, chackras. 
Apostei em formações. Umas sobre áreas que nunca tinha percebido que me interessassem, outras sobre áreas que ando há anos a dizer "um dia vou aprender aquilo". 
Tem sido um banho de sabedoria tãaaaaaaaaaao grande, que às vezes quase me afogo na verdade que estou a descobrir sobre mim.

E não querendo meter nojo com o meu mood livro Gustavo Santos, a verdade é que este Covid me deu muito. Foi e está a ser um tempo como nenhum outro. Curei-me mais no último mês que em 7 anos de práticas e procura espiritual.
Descobri mais sobre o meu propósito de vida nas últimas semanas que nos anos de licenciatura. 

Que ano!
Que viagem!


terça-feira, 1 de setembro de 2020

O que fazes para ter tanta "sorte"?

 Tomo decisões.

Como boa adulta de 31 anos, criada e julgada numa sociedade católica, capitalista e materialista, dou por mim a ter as minhas crises de "É SUPOSTO".
É suposto ter casa, é suposto ter carro, é suposto estar efetiva, é suposto estudar e trabalhar na área e ser "sôtoura".
Esse discurso de "a felicidade é que importa" é só hippie e coisa de irresponsaveis.
Síndrome de Peter Pan, chamam-lhe uns.
Pois eu, desde Janeiro que não me sinto feliz num dos meus empregos na área. Mas como é na área e comecei a trabalhar lá em Novembro, sentia-me culpada, ingrata, mimada, hippie.
Mais ainda por ter sido o meu local de estágio e ter tido a "sorte", a "raridade" de ter sido posteriormente contratada. 
Sinto que a minha geração carrega consigo esta noção de "obrigação de ser grato" quando consegue algo minimo mas expectavel e considerado importante e fulcral socialmente ou no seio parental.
Os meses passaram-se e veio o Covid. Com ele o stress, o distanciamento, o tele-trabalho. Deixei de ser acompanhada, entre colegas não nos falamos a não ser para reclamar, exigir, falar torto. 
Chamem-me idealista mas realmente acredito que é possivel trabalharmos todos numa comunicação positiva e existir respeito no local de trabalho. Quando tal não acontece, sinto-me deslocada.
Cada vez comunicamos pior, não nos entendemos, existem conversas paralelas. 
Chegamos ao ponto de inventar trabalho! Para ir do ponto A ao ponto B, é preciso 3 semanas, 9 reuniões e escrever 4 procedimentos e 8 protocolos. Uma complicação sem igual, não sei se fruto de depressões covidiárias, e assim perdemos tempo quando há gente a passar fome.
Já me expressei, já expliquei o meu desconforto e além de nada mudar, penso que não fui sequer compreendida. 
Chegado a este ponto e porque dinheiro não é tudo, restou-me sentir desinteresse, ansiedade e apatia pela minha função. Este trabalho por si só tem-me feito pensar se afinal quero ser Assistente Social. Logo... para quê forçar? Ando há 9 meses a pensar que é só uma fase, que a chefe está numa fase, que eu estou numa fase... mas não. 
Decidi dentro de mim cumprir o contrato e sair. Em 2 meses quero sair. Tendo ou não outra coisa em vista. E sabem que mais? Dentro de mim veio a paz. A serenidade. O que diz muito sobre se tomei ou não a decisao certa.

No meu outro trabalho onde tenho estado mais por curriculo e status que outra coisa (sou directora técnica recém licenciada... qual a probabilidade?), comecei também a questionar-me. Sentia que não podia desperdiçar tal sorte. Mas é uma associação pequena, cheia de dividas, com pouquissimos utentes. Num mês bom, atendo 2 pessoas em todo o mês. Pagam-me para escrever no blog e consultar o meu insta... todos gostamos de dinheiro grátis, não é? Mas... emburrecer é a palavra! Estou-me a cumprir? A crescer? E depois de vários meses de indecisão eis que hoje o marido da Presidente, um velho caquético de 70 anos no minimo, se fez a mim. E que nojo! 
Só pode ser um sinal do destino.

Meta 2021: novo trabalho como Assistente Social e largar ciclos. Porque experiencias que nos ensinam onde não ficar também são muito válidas.

Já sou fã


Rendida ao novo formato da SIC!
É só rir!
Por um lado sou mega fã do casal Shrek. Por outro, é assustador ver que muitos casais não comunicam de forma adequada e casam sem se conhecer ou respeitar, sem noção minima do que o outro veste, gosta ou tolera.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Como lidar com uma chefia que:

 - Nos pede que preenchamos "Folha de horas mensal". Ou seja, escrever por cada dia o que fazemos. Tudo. Estilo: recebi 5 mails, fiz 6 chamadas (escrever a quem e sobre o que), atendi X casos sociais, durante X minutos estive a preencher relatórios... Segundo ela para termos noção das atividades que desempenhamos e quanto tempo gastamos nas mesmas.

- Nos pede que façamos diariamente um outro registo só de emails. Quantos recebemos, de quem, e que respondemos, a quem encaminhamos, etc

- Entra no nosso mail de trabalho para ver o que andamos a receber e enviar e as vezes até responde por nós.


Curiosamente, todos os colegas parecem ver isto como uma caracteristica "curiosa" de alguém que "engraçadamente" é workaholic. 
Eu pareço ser a única incomodada que vê isto como abuso de poder e autoritarismo.


Resta-me a dúvida: eles têm razão e isto é "SÓ" um registo de atividades e procedimentos e a chefe é uma "giiiiiira e engraçada" muito trabalhadora ou...
Isto é a PIDE, e é impossivel trabalhar assim?
Como se sentiriam voces?

Coisa mais linda MESMO!!







Que série bonita, poética, inspiradora e emocionante.
Com um argumento poderoso, mostra-nos o surgir do Bossa Nova, a saída deste e do samba das favelas para o palco, o poder da música e da arte, a dificuldade de ser negro num país que esquece as suas origens e o empoderamento feminino nos anos 50.
Completamente rendida!

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Covid bipolar

Tem sido dificil não me sentir ansiosa e, acima de tudo, culpada. Ainda que a culpa não seja minha...

Para MIM o Covid foi realmente uma prenda. Pude parar, respirar, recordar quem era há 5 anos atrás antes de vir para Lisboa.
Relembrei que hobbies tinha, que coisas me acalmavam, que coisas me davam prazer.
Pela primeira vez usei o meu quintal, o qual só via a correr, de noite, para estender / recolher roupa. Incrivel como passei anos sem me sentar debaixo do meu limoeiro. Acho até que nunca o tinha olhado.
Avancei mais na minha verdade, mimei mais a minha alma nestes meses que desde que nasci!
Desde Julho já me inscrevi em:
- Curso de nutrição vegetariana (calma, pessoal... ainda ando só a "informar-me" antes de ter a certeza que consigo dar o passo).
- Curso de medicina ayurvedica
- Curso de meditação e óleos essencias
- Curso de meditação xamânica
- Curso Ativadores da Nova Era (sim, com a famosona da Ines Gaya)
- Curso de 21 dias do despertar da alma (21 dias de audios, imagens, meditações sobre temas profundos em todos nós)
- Curso de cristaloterapia

Entre isto e as leituras que estão a mil... como tem sido uma jornada incrivel! E abençoada.

E depois... sou assistente social. Chegam a mim a fome, os despejos, as pessoas com deficiencia e sem próteses, o desemprego... e além da impotencia, vem a culpa. Porque está a ser um ano tão bom para mim enquanto outros passam mal? 
E vêm as insónias. Cada vez que invisto num curso, numa massagem, vou ao restaurante... vem a  culpa. 
E sinceramente, não estou a saber já geri-la.