quinta-feira, 27 de março de 2014

Começo a achar que preciso dum psicólogo



Acordei cheia de dores no corpo devido ao dia de ginásio ontem. Abusei. Para primeiro dia, fiz todas as máquinas durante 2.30h. As minhas pernas estão super tensas.
E como o psicológico é algo poderoso e intenso, após encontrar a tal rapariga eterna apaixonada pelo João, passei toda a noite a sonhar, sonhar, alguns pesadelos, mais sonhos e sonhos. Acordei exausta, com um peso na cabeça, o estômago às voltas, tonturas e muita ansiedade. Nem fui trabalhar. Fiquei na cama a consumir-me por ataques de pânico e ansiedade até às 16h e apenas me levantei para tomar banho e comer.
Não aguento mais estar assim. Não sou de meios termos, sou de extremos. Ou estou bem ou estou mal. No ano passado, ao sofrer o meu primeiro desgosto de amor, fiquei 3 meses numa cama a chorar, sem comer, sem tomar banho, conheci bem o termo depressão. Mas agora é diferente, estou a seguir em frente, trabalho, fui para o ginásio, vou beber café, fazer caminhadas com uma antiga vizinha, não choro nem tenho vontade disso, como bastante bem. Mas sinto-me vazia. Nada tem sabor nem cor, o peso no meu peito é esmagador, tudo me afecta e deixa ansiosa, tudo me enerva e perturba. Estou a seguir, estou num rumo mas que é um falso rumo. Nada me anima, as pequenas alegrias são momentâneas e a ansiedade é a minha fiel companheira diária.
Caminho pela rua com receio do que posso encontrar, até porque o João, a sua família e as coisas e pessoas relacionadas com ele parecem brotar do chão. A irmã dele foi trabalhar para perto de mim, mudamo-nos para a mesma esteticista, a tal rapariga está lá no ginásio, vejo o irmão e o cunhado dele só porque sim quase todos os dias em cafés, na rua, no supermercado, os primos que também me lixaram mudaram-se para a minha rua… AAHHHHHHHHHH!!
Estou cansada de me sentir assim! Quando irá desaparecer todo este peso? Começo a ficar soterrada sem oxigénio.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Problemas técnicos



Peço imensa desculpa às pessoas que me mandaram mail nas últimas 2 semanas mas não vos consigo responder. Não sei que se passa com o sapo mail mas não me deixa responder nem escrever qualquer tipo de email. Só ler. Não dá para carregar na opção “responder” nem “escrever nova mensagem”. Alguém sabe o que se poderá estar a passar?
Tentarei resolver o problema nos próximos dias. Na pior eventualidade, farei um mail novo e pedirei que me reenviem o último.

Vocês mandaram-me ir distrair e…



… enfiei-me hoje, toda a tarde, num ginásio!
E já desde sexta-feira que vou correr 2h por aí, sozinha.
Pretendo ir todas as tardes para o gym, abstrair-me, cuidar de mim. E nos fins-de-semana vou tentar ir correr sozinha, só com o meu mp4, o horizonte e a mente em branco.
O mau do gym? Fui para o mais barato, claro. E quem encontro lá? A C., uma rapariga que parece ser boa moça, com uma história de vida sofrida, um historial de vitima de violência doméstica, 34 anos, solteira, vive com a mãe e que tem uma paixão de há anos pelo João. Sempre que ele termina uma relação ela tenta aproximar-se dele. Sei que o ano passado quando interrompemos a nossa relação 5 meses, ela se aproximou logo. Ele contou-me tudo quando reatamos e eu vi as mensagens. Nada de mais, apenas interesse e vontade de ter alguém, pobre moça. Está como eu estou agora. Gosto dela, apesar de mal nos conhecermos temos amigos em comum e parece-me realmente um espírito atormentado e nobre mas vê-la ali, no mesmo ginásio que eu, a partilhar aulas, conversas, fez-me pensar se não terá já ido a casa do João, se não terão saído, tomado um café, algo mais… Porque ele próprio teve sentimentos por ela na juventude e quando solteiro, respondeu aos seus avanços com interesse.
Por algum motivo, seja porque anda a rondá-lo ou pelo que aconteceu o ano passado, noto que a rapariga ficou tão desconfortável quanto eu. Corou quando me viu, encolheu-se, afastou-se, evitou-me. Quando lhe dirigi um “olá”, quase se afundou no sofá. E não tendo nada a ver com a vida do João, isto atingiu-me e deixou-me em baixo. Mal consegui jantar. E começo a ficar impaciente comigo mesma. Amando-o, não tenho dúvidas de que o fim foi inevitável e o melhor. Mas mesmo assim, sabendo que o meu futuro é outro, que mereço outra coisa, não consigo parar de pensar no passado e sentir-me mal à mínima coisa, lembrança, ideia que surja.
Bastou ver aquela moça e fiquei enjoada, fraca e com vontade de sair do ginásio.
Quando é que isto me passa?!?

segunda-feira, 24 de março de 2014

Jornada do Nino I



Lembram-se do Nino?
Pois é, este pequenote, após ser salvo por mim, ficou sem ter para onde ir. Voltar à rua estava fora de questão. Vir para minha casa igualmente, uma vez que a minha mãe detesta animais e o Eros não reage bem a ter de dividir o espaço. A Associação da qual faço parte é apenas para cães. E agora?
O João, como meu namorado na altura, decidiu acolher o Nino e prometeu-me que inclusive o adoptaria. Fiquei tão feliz! E realmente o Nino apegou-se a ele, eram felizes. O Nino inclusive já me ignorava a mim para ter olhinhos apenas para o João. Esperava-o ao lado da banheira, observava-o, ia busca-lo à porta, dormia com ele. Dava gosto ver!
Mas quando a nossa relação terminou, o João decidiu usar o pobre gatinho para me magoar e ameaçou que o daria à bruxa da irmã ou o poria directamente na rua. Fiquei desesperada! Pedi ajuda a todas as associações possíveis e imaginárias de Portugal. O Facebook foi a minha rotina durante dias. Até que, finalmente, o milagre aconteceu: uma Associação do norte ligou-me e ofereceu-se para cuidar dele, dando-me estadia a mim para que o acompanhasse. Parece mentira que ninguém do Alentejo ou, pelo menos Lisboa, se tenha chegado à frente, mas enfim. Bem digo eu que as pessoas do norte são as mais afáveis.
Com a ajuda de uma colega Reikiana que se emocionou com o percurso de vida do Nino, lá consegui o dinheiro necessário para esta viagem. E no dia 17 de Fevereiro, curiosamente Dia Internacional do Gato, lá fomos nós nesta incrível jornada em busca do final feliz do pequeno gatinho.
Aqui vos mostro uma “foto reportagem” desta aventura.

A primeira e única noite cá em casa, fechado no wc, com o Eros a rosnar e bufar lá fora:


 As 9h de autocarro, onde nem um miau se ouviu deste anjinho bem comportado:




 A chegada à casa da M., presidente da Associação que prestou ajuda ao Nino. Indescritível a hospitalidade e carinho com que nos acolheu.





A despedida. Lá seguiu o Herói com a sua nova dona.
 

Era suposto eu ter chegado dia 17, segunda-feira, ao Norte e ter vindo embora logo na quarta-feira. Mas a verdade é que quando parti do Alentejo, não havia nenhum adoptante em vista e o Nino ficaria fechado numa sala ou em FAT, por tempo indeterminado. Na terça-feira, quando o deixei no veterinário e o vi sozinho, todo encolhido dentro daquela box, a urinar-se dos nervos, deu-me uma coisinha má. Abracei-o e comecei a chorar descontroladamente. Nem conseguia falar.
A M., presidente da Associação e um ser humano raro, convidou-me a ficar em sua casa o resto da semana, até sexta, sábado, domingo, como eu quisesse para poder acompanhar mais uns dias o pequenote. Aceitei logo!
Coincidentemente, na quarta-feira liga-me uma rapariga do Porto que queria adoptar o Nino. Entrevistei-a, gostei dela, muito faladora, pareceu-me gentil e preocupada com os animais. E assim ficou tudo acertado, o gato Alentejano passaria a viver no Porto!
Lá me despedi do pequenote, de coração pequenino, nervos agudos mas com a certeza que que seria feliz. Ia até ter 2 manos felinos.
Desde então, tenho falado regularmente com a adoptante e sei que ele é feliz, surpreendente até pelo novo carácter. Eu tinha receio dele ter 2 manos gatos, uma vez que nunca o tínhamos visto a conviver com os da sua espécie. Mas parece que ele se adaptou bem e até demais, pois bate nos outros e quer mandar lá em casa.
Para mim será sempre o protagonista duma jornada inesquecível e de grande valor espiritual. Foi o Nino que me ajudou a superar o fim da minha relação, me mostrou a falta de carácter da pessoa que estava á 3 anos do meu lado, me mostrou que sou capaz de fazer mais e melhor pois nunca na vida me esforcei tanto por ninguém como pelo Nino, nesta viagem relembrou-me o tipo de pessoa que eu costumava ser e quero ser.
Nunca te esquecerei, gato Nino! Fico com a certeza que és um guia espiritual, um Mestre encarnado assim para me ensinar muito. Nunca ninguém puxou tanto pelo melhor que há em mim.