segunda-feira, 9 de março de 2020

60 Dias de Gratidão# 36

Que feriado agradeces hoje?

Carnaval.
Porque é dos poucos que temos que não é de índole católica e é divertido.

domingo, 8 de março de 2020

Do México XI

Guanajuato

A cidade que mais gostei!
Com umas das Universidades mais antigas do país, tem um enorme espírito académico.
À noite, os cursos unem-se em grupos de 4 a 8 estudantes e andam pela cidade a fazer tours sobre lendas, serenatas, fazendo-nos cantar e contar anedotas. Ainda incitam os homens a oferecer flores à sua dama e oferecem um suminho numas figuras e barro tradicionais.
Pude também ver as famosas Múmias de Guanajuato.





Estátua de El Pipila, herói mineiro da cidade








60 Dias de Gratidão# 35

Que conversa agradeces hoje?

Uma que tive há muitos anos atrás, na Universidade. Devia ter uns 20 anos.
Quando uma colega me chamou a atenção para algumas atitudes terriveis e egocentricas que eu tinha e me fez repensar quem eu era e no que me estava a tornar.

sábado, 7 de março de 2020

Sugestão em Lisboa

ESTE cinema.
Pequeno, meio nerd, com público diferente... ainda assim consegue lotação esgotada.
Simpático e bom programinha para tardes chuvosas de domingo.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Da minha primeira vez numa prisão

Tive de ir a um estabelecimento prisional na zona de Lisboa para falar com alguns reclusos sobre direitos LGBTI.
Nunca entrei numa prisão. Levava todos os medos e preconceitos do Mundo, no peito.
A chefia que nos recebeu achou por bem dizer "Entrem tranquilas! Este polo é sossegado. É onde estão os agressores sexuais". Ok... Não sei na cabeça de quem é que dizer-nos isto tem efeito calmante...
Não sabiamos ao que iamos. Eramos 3. 
Tudo podia acontecer. As nossas mentes tinham já idealizado mil cenários possiveis. Desde pessoas fragilizadas se desmancharem à nossa frente, até homofóbicos e agressores virem até nós, como sendo a novidade do dia, provocar-nos.
Entramos e damos de cara com o páteo, onde uma mão cheia de machos deixa o seu exercicio e se agarra à rede a ver-nos passar, enquanto lambem os beiços e cochicham entre eles. Foi assustador. 
Lá fomos conduzidas (por guardas pouco menos trogloditas que os reclusos) a uma zona de bar, onde os interessados em conhecer-nos entraram.
6 brasileiros. Um deles trans.
Acompanhou-nos um big boss atento, preocupado claramente, em que os reclusos dissessem mais do que lhes era devido... A cada minuto, guardas entravam na sala com olhar inquiridor...
Apesar da falta de privacidade e sigilo, foi uma conversa incrivel. Triste, emotiva, humana mas tão tocante e inspiradora.
Os 6 reclusos estão todos presos por tráfico de droga; os vulgarmente denominados, "mula". 
Todos vindos de realidades pobres, sem futuro, sem familia, excomungados pela sua orientação ou expressão de género. Metade deles, filhos de pastores evangélicos. 
Todos choraram ao partilhar o seu percurso.
Um deles disse "O sol nasce para todos. O brilho e as purpurinas só para alguns. Mas o meu brilho está a morrer. Ninguém me ajuda a repensar o meu futuro, não me dão um livro para ler, não me ajudam a estudar... aqui só estou a fazer doutoramento no crime. E quando sair? Ninguém me espera, ninguém me apoia, ninguém me ajuda... vou voltar a traficar e prostituir-me".
E foi um aperto no peito não me deixarem abraça-lo, sentir-me impotente, ver que a reintegração é uma lenda urbana e que todos julgam mas poucos se colocam no lugar do outro.
Sai de lá com uma emergencia no peito, sufocante, de que tem de haver alguma forma, alguma ideia, algum projecto para que possa fazer diferente.

terça-feira, 3 de março de 2020

Da parentalidade tóxica

Tenho duas amigas em situações muito sensiveis, onde se sentem frustradas, longe da realização pessoal por causa das mães.
Uma, apenas tem um extremo receio de deixar a mãe, viúva, sozinha. Têm muito amor uma pela outra e ela prefere ficar numa cidade que já nada tem para lhe dar, num emprego precário, aos 34 anos do que deixar a sua "amiga". Acho nobre mas irracional.
Já dizia Saramago, que os filhos são um empréstimo da vida. Todos crescemos e é suposto ganharmos asas. Nunca vou entender este tipo de dependencia.
Mas certo é que por mais que ela se vá queixando de não conseguir ir mais longe, fá-lo altruistamente; a mãe nunca lho pediu nem a travou propositamente.
Já o segundo caso é mais grave. A minha outra amiga tem uma mãe chantagista, tóxica, má. Diz-lhe que se mata se la sair de casa. Resultado: vive numa cidade sem vida, recusa todas as oportunidades na área para a qual estudou e convenceu o namorado a viver com ambas, uma vez que ela não pode casar / juntar-se e partir como seria expectavel. Para sua sorte ou azar, o rapaz é bondoso, ama-a, e aceitou.
E a mim, resta-me vê-la chorar, ter crises de ansiedade devido a esta chantagem diária mas ser incapaz de fazer o que seja porque... "É minha mãe".
Não, o sangue não é desculpa para tudo. Se o filho deve sempre entender e aceitar o pai, este também deve SEMPRE entender e aceitar o filho, não?

!!


But everywhere I go
I see them in the corner of my eye
Shoutin' that it's over
Sayin' I should stop the fight
Will somebody tell me
How to win the fight?
Can somebody tell me
Is the fear inside?

segunda-feira, 2 de março de 2020

Marrocos Road Trip V

Eu gostei do país!
Já o marido... coitado! Tudo lhe correu mal desde o primeiro dia!
Primeiro, ele queria levar um drone porque andou a fazer um curso de fotografia e video com drones e estava todo entusiasmado. Acontece que Marrocos é uma monarquia, e o Rei não permite a entrada de drones no país, sob possivel acusação de espionagem. Lá ficou o drone retido.
Convém dizer que no dia do regresso a casa, lá no aeroporto, lhe cobraram bastante caro para lhe devolver o drone e ainda o obrigaram a assinar uma declaração de honra em como não era espia, em como autorizava a Interpol e as forças na Coroa a investigá-lo e que seria preso se voltasse ao país na posse de um drone. Ele até reagiu bem... já uma espanhola ao nosso lado optou por se indignar e começar com um discurso pró-Europa, recordando o passado colonial e... enfim... correu-lhe mal!
Depois, a meio da viagem, o marido comeu não sei o quê duro e partiu um dente. Um vendedor local prontamente lhe recomendou um dentista. Muito bom. Tão bom que parecia um carniceiro. E achamos que o era. Porque neste momento (regressámos de lá no dia 5 de janeiro), o marido está todo medicado para uma infeção na boca, tal não foi o trabalho exímio que lhe fizeram em Marrocos.
Só vos digo que o homem está de tal maneira que prefere que lhe caiam os dentes todos a regressar lá!



  • AINT BEN HADOU
Patrimonio da Humanidade desde 1987.
Cenario da "Joia do Nilo", "A mumia", "Gladiador", "Alexandre, o Grande", "Babel", "Principe da Persia" e tantas outras produçoes incriveis!!
Ficamos hospedados num hotel muito simpático, com terraço mesmo de frente para a fortaleza.





  • MEKNES
Cidade bem citadina mas em comparação com sitios como Fez ou Marraquexe, bem mais pequena. O que a meu ver, me possibilitou viver mais a realidade de Marrocos. A medina era mais concentrada, os comércios eram mais perto e intensos, o cheiro a café e a doces circulava com mais facilidade, o mercado era um caos mais organizado e que permitia ver e sentir tudo melhor.

Foi a única cidade em que optamos por ficar num Riad e valeu muito a pena! O nosso alojamento de eleição, sem sombra de dúvidas!






E o que eles gostam de caracóis?!? Aproveitei e provei. Os nossos são melhores!


  • CASABLANCA
O nosso voo desde Marraquexe fazia escala de 5h em Casablanca e tinhamos decidido aproveitá-las para ir conhecer a cidade e a Mesquita, que é a única do país que permite a entrada a não muçulmanos. Mas... fomos impossibilitados. Ao parecer, quando tomas o teu voo de regresso ao teu país, o serviço migratório de Marrocos cancela a tua autorização de estadia no país. Logo, se houver uma escala, considera-se que já não tens autorização de permanencia, em sistema consta que já saiste, logo não podes sair do aeroporto e pisar Marrocos de novo.
Enfim... de Casablanca fica-nos a frustração.


60 Dias de Gratidão# 33

Que situação dificil agradeces hoje?

Durante 4 anos ter trabalhado a tempo inteiro, com exigencias e objectivos da empresa sempre a pressionar-me. Acordar as 5.20h da manhã TODOS OS DIAS. Fazer a licenciatura em pós-laboral. Estagiar. Não dormir. Comer mal.
E nada falhar.
Ensinou-me que consigo tudo.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Marrocos Road Trip IV

Sobre a passagem de ano, convém avisar-vos que, como bom país árabe, eles não comemoram tal data. O calendário deles é outro, tendo por base o nascimento do Profeta Maomé. Para eles, o ano mudou a medeados de Novembro e estão no ano 1441. Era giro ver as agendas à venda, com tal data.
Apenas existem comemorações em alguns hoteis e discotecas para os turistas. Mas nada de mais.
Nós estavamos, nessa noite, hospedados no hotel Ramada  by Wyndham de Fez e acabamos por jantar ali mesmo, numa sala de refeições decorada para os turistas, com um buffet simpático e alguns balões, champagne e bolo. O hotel proporcionou-nos um espetáculo de música local e pronto... era 1h e pouco e já estavamos deitadinhos.


  • FEZ
Adorei a medina.
Aqueles sons, cheiros, os doces...
Eu sou muito noveleira, confesso. E adorei a novela "O Clone".
Portanto, ia já com uma expectativa elevada. E confirmou-se. Só não achei piada à parte da medina dedicada à venda de carne (nem vale a pena meter essas fotos aqui). Não é porreiro, para onde quer que olhe, ver cabeças de camelo penduradas. Igualmente, há muitos outros animais ali expostos, desde galinhas amarradas pelas patas a jaulas e cujo pescoço é cortado ali no momento, perante a decisão do freguês, a cabeças esfoladas de cabritos... é preciso estômago! 
De resto, a doçaria era óptima! Usam muito chocolate branco (que eu amo) e frutos secos. As pessoas muito simpáticas, os vendedores adoráveis e prestáveis sem serem chatos. 









  • OUARZAZATE
Pequena cidade onde residem dois grandes estúdios de cinema e onde se gravaram clássicos como o Gladiador ou Tróia.