terça-feira, 26 de maio de 2015

É sempre a classe operária a levar no cu

Troquei uma folga e respectivo horário com uma colega. Já fiz isto muitas vezes, noutros empregos. Esta colega faz mais horas que eu, tem uma isenção de horário qualquer. Portanto, ao trocarmos um dia, eu fico com mais do que as 40h semanais e ela com menos. Essas horas deveriam ser-me pagas ou então, num outro dia, eu deveria sair mais cedo e ela fazer as minhas horas. Sempre foi assim que funcionou em todos os empregos que tive. Mas claro que aqui tinha de ser diferente. A minha chefe dos Infernos diz que eu troquei porque precisei e quis, portanto agora tenho de comer e calar. Diz que a colega das horas a menos vai receber tudo normalmente, como se as tivesse trabalhado e eu fico a arder. Mais horas, o mesmo dinheiro. Esta gaja é uma anedota... nunca mas nunca tive um único problema com um chefe. Esta agora vale-me por 4 ou 5.
Ainda ficou "ofendida" de eu lhe ter tocado no assunto e ter pedido as minhas horas, como se o assunto e os meus direitos fossem descabidos. Acrescentou que já tinha muitas coisas entaladas na garganta para me dizer e que hoje teriamos de ter um confronto. Confronto? Filha da p***... Eu ainda vou perder a cabeça e a razão neste emprego. Vou, vou...
Vamos lá respirar, beber um café, que estou na minha hora de almoço e daqui por 30min, quando entrar, devo ter um "confronto".

2 comentários:

  1. Há pessoas que não deviam nunca ter empregados...enfim a palavra direitos não lhes diz nada...

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