domingo, 3 de novembro de 2013

O que vais fazer neste pacífico serão de Domingo, Raven?



Perguntam vocês.
“Perseguir e interrogar”, respondo eu. Infelizmente.
Pois que a Samanta ficou desconfiada de não sei o quê entre o seu mais que tudo e uma empregada de mesa lá do bar onde fomos beber shots e “ai que vi aquilo no face e aqueloutro no telemóvel e ele argumentou-me com assim assado mas não sei e vou lá ver da gaja e confirmar tudo e saber e questionar e arrancar-lhe os cabelos”. Resultado “Raven anda comigo, please! Não me vais deixar passar por isto sozinha, pois não? Vai que ele me mentiu e tenho de lhe partir os dentes e acabar com ele? Quem me enxuga as lágrimas??”.
E pronto, lá vou eu…
Se fosse comigo não me dava a este circo, sou discreta e acho uma vergonha ir tirar satisfações com outras mulheres, Meu Deus! Mas pronto, vou, como amiga, fico a tomar café enquanto ela chama a empregada e fala com ela (num tom baixo, espero eu, com todas as minhas forças).
God, save me!

PS: Entendem agora porque acho que vivo no “Sex and the City”? Esta maluca é igual à Samanta, escandalosa, ninfomaníaca, anda sempre provocante e quase nua. E o resto de nós somos mais pacatas mas cada uma encaixa da perfeição com uma das personagens. Eu, Carrie, me confesso, tenho medo da Samanta, sobretudo hoje.

sábado, 2 de novembro de 2013

Da Cinderela



Hoje tive de arrumar o meu quarto que estava pior que este:



Não, não estou a exagerar. Já não havia onde colocar os pés. Ainda nem as malas das férias tinha desfeito. Estavam ali, lindas e cheias, acumuladas a um canto, desde Setembro…
Sou uma pessoa extremamente desorganizada. Vou acumulando tudo. Sou daquelas que ao fim do dia vai depositando a roupa no Puf até reparar que já tenho o armário vazio, meses depois. Sou um caos!
Aproveitei e fiz também uma análise profunda ao meu guarda-fato. Daqui resultaram 3 sacos cheios de roupa para dar, bem dividos entre a Dona J., que vai à Guiné com frequência levar bens a uma aldeia pobre; a Irmã F., que distribui o que pode pelos mais carenciados cá da cidade; e a Dona R., viúva, imensas filhas e netas, um doce de senhora que vive muito apertada mas que tem sempre um sorriso para dar.

E depois de várias horas nisto, ACABOU!!
Vou-me arranjar, maquilhar, perfumar e disfrutar do jantar de aniversário da Samanta! Sim, a amiga tarada, ninfomaníaca e desbocada do grupo faz hoje 24 anos. Aposto que o jantar será no mínimo hilariante e embaraçoso. Sim, porque não há um único ajuntamento em que a Samanta não envergonhe um de nós. No último jantar fui eu. Tinha sido operada a um quisto no cóccix e a Samanta diz, bem alto, mas assim estilo Júlia Pinheiro, quando eu entro, “Deixem lá a Raven sentar-se que ela foi operada ao cu!”.
 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Fim



E o projecto de estudo sísmico da Cidade terminou hoje.
Segunda-feira saberei qual o meu novo local de trabalho.
Que nervos… e se me metem com gentinha parva a fazer algo super aborrecido? É que a área da arquitectura pode até não ser a minha, mas era interessante e o ambiente de trabalho bem calmo e alegre.
Enfim, se finito!

A Justiça ainda pode acontecer!


“A petição lançada na Internet pela absolvição do militar da GNR Hugo Ernano, condenado a nove anos de prisão por ter matado um rapaz de 13 anos durante uma perseguição após um assalto em Santo Antão do Tojal, Loures, tinha ao início desta quarta-feira mais de 65 mil assinaturas. Os signatários consideram a sentença injusta e pedem ao Ministério da Justiça que intervenha.
O caso remonta a 11 de Agosto de 2008, quando o rapaz de 13 anos foi atingido a tiro pelo GNR durante uma perseguição a uma carrinha, após um assalto a uma vacaria em Santo Antão do Tojal. Na carrinha seguiam ainda o tio e o pai da criança, Sandro Lourenço, que estava evadido do Centro Prisional de Alcoentre desde 2000. Era ele quem ia ao volante.
O militar da Unidade de Intervenção da GNR deu ordem de paragem ao veículo em fuga mas, como este não parou, disparou para o imobilizar. Durante o julgamento, Hugo Ernano, de 34 anos, garantiu que a carrinha tinha os vidros tapados e que nunca chegou a ver a criança no seu interior.
Já o pai da criança foi condenado a dois anos e dez meses de prisão efectiva pelos crimes de resistência e desobediência, prestação de falsas declarações e de coacção sobre funcionários.”


Eu acredito que ainda seja possível Portugal não passar pela vergonha reconhecida de dar espaço ao crime e aprisionar heróis.
Eu acredito.
Força Hugo, o país está contigo, agiste em prol do teu dever e não tens de que envergonhar. Já a nossa Justiça não pode dizer o mesmo…