sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A importância de sermos nós mesmos

Ninguém será feliz por nós, ninguém nos amará mais do que nós mesmos, ninguém nos poderá erguer se cairmos sem que a vontade para isso venha do nosso interior. Nós somos o nosso melhor tesouro. Não se vendam, não se percam. São o único que realmente possuem. Não façam coisas chatas porque os outros as acham geniais. Não se metam em aventuras complicadas para impressionar. Quem nos ama não precisa de actos loucos de demonstração.
Tenho aprendido e praticado bastante ultimamente a questão de colocar limites. Não temos de sorrir timidamente e dizer um “está bem” baixinho só porque parece mal dizer não. Não temos de nos deixar ir só porque a nossa vontade pode magoar o outro. Somos todos átomos, energia. Somos energias díspares que podem ressoar ou não.
Hoje usei a minha folga para fazer pequenas coisas que me fazem bem. Fui às compras (sei que pode parecer muito, muito estranho, mas adoro ir a supermercados, vá-se lá entender!), fui meditar 1.30h e fui visitar o Canil Municipal. Esta cidade está de parabéns, o canil tem um regime aberto de visitas em que quem quiser pode ir buscar um cão para passear ou para passar os fins-de-semana em sua casa. Estilo família de acolhimento.
Assim que cheguei vi filas e filas de jaulas, muitas patinhas de fora a chamarem-me, olhares tristes. Confesso que quis dar meia volta, não me senti bem ali. Mas de repente, olho para a direita e vejo uma jaula lá ao fundo, mesmo no fim de todas as filas e senti-me impelida a dirigir-me a ela. Não sei o que se passou nem o que senti mas fui. E lá dentro estava uma coisinha encolhida, castanha. Baixei-me e falei-lhe docemente. De repente, a coisinha encolhida foi-se esticando, mostrando o peito, levantou-se e encostou a cabeça nas grades. Esticou então o seu focinho e tentou lamber-me. Aproximei-me, coloquei as mãos dentro da jaula e… ele aninhou a sua cabecinha nas minhas mães e agiu como um gato, dando marradinhas. Aqueles olhos…! Foi amor à primeira vista! Aliás, foi mais que isso, antes mesmo de o ver, senti-me direcionada a ele. Chama-se Trevo. Curioso nome. Dizem que um trevo dá sorte. E na mitologia irlandesa é sempre símbolo de felicidade, alegria e duendes, pequenos brincalhões que vivem na natureza. Este Trevo é que degenerou. Nem sorte nem alegria. Está há 5 anos no Canil.
Ai Eros, Eros… se não fosse o temperamento do Eros que acha normal atacar todos os animais bem como a sua saúde que já me dá bastantes despesas, não hesitaria. Mas como quem quer, arranja sempre solução, deixei o meu contacto lá no Canil para ser entrevistada pela Directora e começar a passear o Trevo e ser voluntária lá.
Deixo-vos uma foto do meu novo amor:


6 comentários:

  1. :p faz o teste, mas não sejas "mãe galinha"

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    1. Oh... só vou puder ser voluntária e passeá-lo. De resto... o Eros jamais o aceitaria e mesmo economicamente, o facto de ter um gato doente que por vezes me desgasta muito a carteira, não ajuda. Vai ser um amor platónico :)

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    2. Então se o eros ficar bom fazes o teste pode ser? Lol
      É, tenho a mania já disse?

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    3. A doença do Eros não tem cura. Só manutenção e pouca! :/
      Tens a mania? Não entendi...

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  2. Gosto de te ler (também) por isto. Esse teu amor platónico pelos animais e o cuidado que tens com eles. Também gostava de me voluntariar numa associação, mas infelizmente não consigo chegar a todo o lado!
    Passeia muito o Trevo e enche-o de mimos! Que cão bonito...não posso ver estas coisas, fico logo cheia de "comichões" para os levar para casa

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    1. Ai.. as comichões que eu sinto na alma! :/

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