Sempre fui forte,
arrogante, alegre e com uma imensa fé e amor próprio por mim e pelo meu mundo,
pelas minhas opções. Sempre me vi e julguei como mais. Mais alegria, mais Vida,
mais boa disposição.
De repente, nada disso
existe.
Não sei que raio se
passou neste namoro de 3 anos, que perdi-me. Perdi tudo. Amor próprio? Pfff!
Tenho-me humilhado ridiculamente. Força? Estou há 48h fechada em casa a chorar.
E os amigos? Sempre
será verdade que após os 25 começamos a notar que todos estão longe, noutros
patamares? A maioria já se juntou, alguns planeiam rebentos, outros estão tão
ou mais deprimidos que eu, outros estão a estudar fora…
Dia da Mulher? Pela
primeira vez nem tenho com quem comemorar tal dia. Aquelas que costumavam ser
as mulheres da minha vida estão demasiado centradas no jantar do companheiro,
na roupa para lavar, como para irem jantar fora ou beber um simples café. As
poucas amigas solteiras que vou tendo, estão fora. Caramba! Sinto-me para lá de
deslocada com aqueles que sempre foram os meus amigos.
A única solução que
surgiu? Ir sair com o Calvin, amigo gay. Adivinhem? Terminou hoje um namoro de
2 anos e está na merda. Que saída animada será…
E com tudo isto,
vejo-me confrontada com uma dura verdade: tornei-me dependente dos outros.
Estou triste porque os meus amigos estão fora, têm outras vidas, outros planos.
Estou triste porque o Homem que amo se tornou na maior desilusão da minha vida.
Ele vê as minhas fotos do Carnaval no face, sente-se mal mas segue em frente. Eu
vejo as fotos dele, sinto-me mal e fico numa cama a sentir-me miserável e agarrada
ao facto dele me ter dito que sente a minha falta e sente o estômago às voltas
quando vê as minhas fotos.
Dou por mim a manter
pedaços da minha vida em modo espera na expectativa que alguém venha beber café
comigo, me venha visitar, me telefone.
Perdi-me, não sei mais
quem sou nem o que quero, mas não estou a achar piada a esta versão dependente
e carente. Todos me dizem que não sou mais a mesma, é certo. Mas… e eles? Serão
os mesmos?

