terça-feira, 16 de setembro de 2014

E não é que foi mesmo?






O Chico tem sempre razão!
Ontem faltei ao trabalho com aquele mau estar todo, por causa de pensamentos e pessoas negativas, memórias arrasadoras, perdi o dia de trabalho, dinheiro, estive nas urgências, triste, desmoralizada, disse aqui que deveria voltar a fazer meditação e…
Hoje chego ao trabalho e fico a saber que o chefe me vai pagar o dia como recompensa pelas vezes que ele precisa e eu faço horas extra. Além disso, deu-me a sexta-feira livre e deixou-me trocar folgas com um colega para ter também o fim-de-semana disponível para ir fazer algo que anseio há já vários anos: um retiro espiritual!
Vão ser 3 dias maravilhosos a mais de 200km daqui, rodeada de natureza, espirito livre, mentes abertas e gente nova.
Obrigado Vida, sou uma sortuda e tu és incrível! 

domingo, 14 de setembro de 2014

Um Domingo em mau!


Não dormi nada e o pouco que dormi, sonhei com o passado.
“Só é inteiro quem um dia já foi cacos”. Gosto muito desta frase e acordei com ela em mente.
Juntei todos os meus cacos e exorcizei-os noite dentro. Vi, revi, senti, questionei, culpei-me, culpei, enchi-me de mágoa. E acordei triste, ansiosa, peito pesado, pensando no quanto queria voltar a dormir em conchinha contigo, com aquele teu hábito amoroso de me beijar as costas cada vez que eu me mexia. Beijaste-me as costas durante 3 anos. Cozinhaste para mim, deste-me banho. Saíste de casa por mim, enfrentaste as tuas raízes. Mas lamentaste-o. E eu sofri e tu sofreste. E entendo agora que só quando te perdoar, quando compreender a minha parte de culpa nisto tudo, quando aceitar e deixar ir, é que poderei respirar em paz.
Hoje, passados quase 8 meses do fim, tive um ataque de ansiedade. Faltei ao trabalho, fui às urgências, perdi o dia. Não chorei. Não tive essa vontade em momento algum. Simplesmente sofri, ansiosa e secamente. Acho que deve ser o que acontece quando aprendemos a viver com a dor. Ou quando simplesmente nos acostumamos.
Voltei para casa eram ainda 15h e deitei-me. Intercalei o sono com séries e dormi muito, senti-me zonza, sem forças, questionei a minha Vida, este recomeçar do zero nesta cidade, sem ninguém. Sou muito grata por poder recomeçar aqui, num sitio que gosto, longe de tudo. Mas ainda assim, tanta solidão, dá-me demasiado tempo para questionar. E ainda sabendo que nunca seriamos felizes, que coisas muito graves aconteceram e que o desfecho foi inevitável, dou por mim hoje a sentir tanto mas tanto a tua falta. Dou por mim fechada, selada, a desejar-te e a expulsar todos os que tentam aproximar-se.
Também terás os teus momentos duros em que a minha ausência não te deixa respirar? Por vezes, imagino que para ti seja ainda pior. Ficaste a viver na casa escolhida e mobilada por mim, com o trabalho que eu te consegui. Tudo em ti partiu de mim. Secretamente, desejo que estejas pior que eu, a sufocar, ainda a amar-me. Far-me-ia sentir menos mal. É mesquinhes, eu sei. E acredita que não quero ser mesquinha nem odiar-te. O ódio só serve para te manter vivo em mim de forma mais intensa que o amor.
Mas eu perdi hoje dinheiro, um dia de trabalho, por ti. E tu? Sei que jamais perderias um petisco por tristeza. És mais duro, muito mais duro. Não sei se é teatro, uma qualidade ou outra coisa, mas certo é que não deixas a tua rotina por ninguém. E deixa-me dúvidas: és muito forte e sofres por dentro ou simplesmente enterraste o passado e não te abala mais?
Eu sou assim, um pequeno espelho. Transbordo cada pedaço, cada recanto meu. Não consigo camuflar o sofrimento. E hoje dói demais.

PS: Vou voltar a fazer meditação uma vez por semana. Impressionou-me o meu grau de auto-ilusão. Nunca pensei que 8 meses após o caos, voltasse a cair desta forma, a passar um dia inteiro na cama sem ver o sol como se tivesse perdido a minha saúde, como se fosse ingrata perante tanta coisa que a Vida me deu após aqueles 3 anos. Faltei ao trabalho, que irresponsabilidade! O peso e o vazio que sentia apoderaram-se de mim fisicamente. Ainda me sinto com poucas forças, sem vontade, jantei só por comer algo… Isto não se pode voltar a repetir. Como dormi todo o dia, agora sinto-me mal, zonza mas sem sono. Olho para estas 4 paredes e não sei que pensar mais… aliás, adoraria não pensar. Preciso calar as minhas questões, os sentimentos e confiar no amanhã. Amanhã será melhor. Amanhã nem que me medique mas vou trabalhar, a minha Vida não pode ser prejudicada por sentimentos dolorosos. E peço a todos os santinhos que não me deixem cair de novo. Dói demais e é infrutífero. Nada poderá ser alterado. 

O mais badalado Sábado à noite


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

E corria o ano de 2009…

Estávamos em Maio, tinha acabado de chegar de uma semana de conferencias em Mérida, nas quais tinha feito parte da organização, quando o conheci através no meu blog, naquela época com outro nome e associado a mim, com a minha verdadeira identidade, público a todos.
Aqui no blog vou-lhe chamar Almeida (nome fictício como todos).
Mais 2 anos que eu, escritor, premiado, intelectual, mas boémio. Amante de cigarros e whisky, uma mente conturbada mas directa, coesa. Sexy, sabe o poder que tem, charmoso, sabe como inebriar e causar curiosidade numa mulher. Quase caí sem recuperação possível por aquele louco brilhante de olhos sagazes. Nem sei como me mantive desconfiada e longe. Ou talvez saiba… no ponto crítico, surgiu o João e iniciámos uma relação.
Entrou o João, sumiu-se o Almeida. Aquele Almeida cuja escrita me lembrava Pessoa, aquele Almeida que me propunha noites de prazer em que escreveríamos no corpo um do outro.
2014, voltei à cidade em que ele vive. Encontrei-o à porta da minha casa, numa noite tardia, às 3h da manhã, passeando o seu cão, com nome de pintor famoso.
Surpreendido, mantem o mesmo discurso, a mesma sedução e descobri que vive duas ruas paralelamente à minha. E eu sorrio perante esta coincidência. Saiu o João e a Vida voltou a colocar o mesmo diabo no meu caminho. Mas a minha postura mantém-se.
Ainda não será desta, Almeida. 

Aproveitar a folga para me dedicar ao papel de Madrinha


Cadernos escolares, no embrulho estão o estojo, lápis, caneta, borracha e afia, régua. Um livro do Geronimo Stilton, que acho bastante giros e educativos.
Só me resta a dúvida: quem raio é esta Violeta que a minha afilhada tanto idolatra?

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sou mais eu!


Amo o Inverno, a minha estação favorita de longe! E hoje choveu muito, tive de ir almoçar de guarda-chuva em riste e ouviram-se tantos trovões, tantos relâmpagos iluminaram a tarde.
Passei o serão a receber lambidelas e abracinhos do Eros, mimado e carente, que agora passa os dias sozinho desde que passei a trabalhar horário completo.
Jantei pizza enquanto via a nova novela da SIC, linda, com temas que adoro: emancipação feminina e luta contra o racismo.
Dois colegas de trabalho mais o empregado de mesa do café que frequento declararam-se a mim e eu fiquei, meio incomodada vá, mas impávida e segura, certa de que não quero ninguém na minha vida agora e saí de “fininho”, contente, confiante, apaixonada por mim, pelos meus 25 anos e grata por todas as coisas incríveis que tenho agora na vida.
Agora, às 2.17h estou toda alegre, cheia de boa energia, a cantar e dançar porque encontrei este site http://www.espana.fm/
Aqui estão todas as rádios espanholas que sempre ouvi, desde pequena. Por vezes torna-se saudoso viver numa cidade tão longe da fronteira, sem sinal de tv nem radio espanholas, sem ninguém que fale essa língua com quem tomar um café. Lamento muito, nacionalistas deste blogosfera fora, mas eu amo flamenco e acho o fado aborrecido, acho que cada recanto de Espanha é mais bonito que cada recanto português e adoro, amo a língua espanhola! Zimbora dançar, cantar e ouvir a chuva cair!


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Toma lá que é para não dizerem que “Ah vira-latas pulguentos, só ao pontapé”

"Kiara, uma cadela de estimação que sempre foi a alegria da dona, uma menina de 10 anos residente na cidade brasileira de Pilar do Sul, a 150 quilómetros de São Paulo, retribuiu o carinho recebido ao evitar que a dona fosse violada. O animal, que não tem raça, avançou contra o violador que invadiu a casa da menina enquanto a criança estava sozinha, acompanhada apenas pela sua fiel companheira canina, e impediu o crime sexual."

In CM

terça-feira, 9 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Como somos, assim pensamos!

Sempre ouvi dizer este ditado e certamente tem uma grande dose de verdade!
Pude agora comprová-lo.
Como sabem, faço salvamentos de animais (como freelancer, onde necessitarem de ajuda, eu vou) e faço também parte da direcção de uma Associação Animal lá na city onde vive a Mãe. O meu ex e respectiva irmã são sócios. Infelizmente, por amor aos animais, lá tenho eu que, a cada 3 meses, ligar-lhes a pedir quotas. Antes eram-me dadas em mão, agora, por motivos óbvios (mudei de cidade e estou longe) são-me pagas por transferência bancária. Ou deveriam ser.
Liguei ao João, o qual, talvez porque eu tenha logo dito a frase “Estou-te a ligar para falarmos do único assunto que nos liga, as tuas quotas”, adoptou um tom muito arrogante para comigo. Não gostei.
Mas pronto, lá lhe dei o nib e ele lá pagou o que devia. Depois é que se “entornou o caldo”! Então não é que ele teve a ousadia de dizer o seguinte: “Olha, a minha irmã diz que só te mete o dinheiro na conta mediante recibos assinados pela presidente da Associação, não vás tu ficar com o dinheiro e dizer que ela não pagou para a prejudicares”.
Ai Valha-me Santa Passareca! Saltou-me a tampa!
Então aquela vaca, que não tem outro nome, perdoe-me o animalzinho, destruiu-me o namoro, inventou um sem fim de mentiras com o meu nome, prejudicou-me no trabalho, enviou-me sms de merda, o marido dela tentou-me passar a ferro com o carro e eu é que seria capaz de algo baixo?!? Se nunca me defendi nem fui à polícia quando podia e devia, ela acha mesmo que seria agora, que graças a Deus os tenho fora da minha vida, que iria arranjar confusões? Ainda para mais aquela abécula acredita que é assim tão importante que eu roubaria animais abandonados para que ela tivesse má fama? Pior! O anormal do meu ex, que sempre me disse para nem dizer bom dia à irmã dele, que era perigosa e falsa, vem-me com este discurso familiar de moço de recados?
Vão-se fuder, pah!!!
Desculpem o desabafo, até nem sou de dizer asneiras mas caramba! Estou chateada e cansada e magoada. Eu aguentei uma relação daquelas, exausta, com ataques de todas as frentes e no fim, em vez uma relação cordial com respeito e carinho, mantêm-se os golpes e as baixarias? Mas esta gente droga-se? Eu mudei de cidade, cada dia sou mais grata, segui o meu rumo, até mudo para o outro lado da estrada se os vejo e ainda me fazem pseudo acusações deste calibre? Já lá vão 7 meses, minha gente! Esqueçam-me!
Deteste confusões e que duvidem do meu caracter. Sobretudo detesto sentir-me atacada sem motivo, quando esta quezília já deveria estar enterrada.
Aquela loira de merda… como é, assim me julga. Que índole mais suja!

PS: a mudança de lado do João então… gente sem caracter, que assume o bando que lhe dá mais jeito, conforme para que lado está o vento, dá-me nojo. E pensar que queria casar com este homem tão patético e confuso, que a cada semana cai para um lado diferente.