terça-feira, 26 de novembro de 2019

Romantic Road Trip IV

Infantilidades

Fomos à estreia da Exposição do Harry Potter!!
O Namorido apenas viu os filmes e gostou. Já eu fui A típica geração Potter, que li o primeiro livro quando ele foi lançado tinha eu 12 aninhos. O último saiu já eu estava na Universidade.
Nunca prestei muita atenção aos filmes. Já os livros, para mim, eram magia!
A exposição não é propriamente barata mas valeu a pena. Tem um certo nivel de interatividade. Foi gira.

A cabana de Hagrid!!




DOBBY !!! A única personagem dos filmes que me fez chorar. Que morte tão terrivel! 



Confesso que esta parte interativa é gira mas... mete-se nos ouvidos os guinchos das Mandrágoras!


Aragog!!


Sim... somos pirosos e vestimo-nos de igual...

Fénix !!



domingo, 24 de novembro de 2019

Romantic Road Trip III

Coimbra

De tudo o que já visitou, Coimbra é a única cidade (além de Lisboa), onde o Namorido diz que poderia viver. Algo nela lhe fez sentido. Como empresário e economista, afirma que é um sitio cheio de potencialidades e próspero. Eu cá acredito sempre em quem sabe!

Da última vez que cá estivemos, vimos alguns casais na Quita das Lágrimas a colocarem fitas vermelhas com os seus nomes e / ou promessas de amor. Decidimos regressar para também o fazer.






O melhor de Coimbra foi mesmo o poder jantar em casa de um casal amigo, um casal que considero um exemplo de amor, respeito, união e romantismo. Aquele casal sobre o qual eu afirmava ao Namorido "Não tens noção! São um conto de fadas! Ele é um principe. Trata-a como Rainha. Acho que somos tão pequenos ao lado deles". E no fim o meu amigo terminou a noite exaltando o Namorido e dizendo-lhe que ele era inspirador.
Foi interessante ver a ideia que transmitimos a outros, ter aquela certeza (que já tenho no meu coração) de que Ele é o tal, especial, dedicado.
E o meu amigo só me piscava o olho e dizia "São um para o outro!".
Btw... esse amigo foi-me dado pela blogosfera, há muitos, muitos anos atrás. Dos poucos bloggers que acedi a conhecer pessoalmente. O mais especial. O que ficou. Aquele que me convidou ao seu casamento. Aquele que espero ver crescer e conquistar o Mundo.
Porque atraimos o que somos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Romantic Road Trip II

Neve

Nunca tinha ido à Serra da Estrela e pensei "Porque não?"; um destino novo para ambos.
E... adoramos!
Quando chegamos estava tudo verdinho e ficamos tristes, pensando que afinal não veriamos neve. Mas eis que o recepcionista nos avisou que havia probabilidade de nevar no dia seguinte.
Assim foi: pontual!
Amanhecemos já com a nossa varandinha toda branca.
Não é uma zona com muito para se fazer ou ver. Mas no nosso caso, o hotel superou toda e qualquer expectativa e por mim, nem era preciso sair de lá!
Recomendo-vos o Hotel Design ou Casa das Penhas (responde por ambos nomes). A 10min de distancia têm outro do mesmo dono, a Casa de São Lourenço.
Uma decoração requintada, um staff insuperavel em simpatia e prestação de serviços, comida deliciosa e gourmet (enchemo-nos de queijos).
Ex libris: uma piscina aquecida com uma vista de cortar a respiração.
E claro... fomos ao Sabugueiro comprar gorros e casacos!








terça-feira, 19 de novembro de 2019

Romantic Road Trip I

Perto de Casa

Começamos os nossos dias a dois por cá (Lisboa).
Confesso que apesar de viver cá há 4 anos, pouco conheço. E decidimos ir explorar a LX FACTORY. E que agradável surpresa que foi!
Recordou-nos muito o Distilary Disctrict de Toronto.








Optamos por ficar instalados em Sintra, que a meu ver, é o sitio mais romantico de Portugal. O Namorido é igualmente fã (a sua primeira viagem sozinho fora do México foi a Portugal, justamente por ter visto um artigo sobre a Quinta da Regaleira na National Geographic e ter ficado fascinado).
Passeavamos por lá de mãos dadas e dizia-me ele: "Quem pensaria que 5 anos depois eu andaria por aqui, de regresso e com uma mulher portuguesa?".






A Várzea de Sintra, com o seu belo templo budista.



Azenhas do Mar. Tão pacífico, tão bonito.
Passei parte da minha infância na Praia das Maçãs e quis partilhar isso com ele.





Outra vergonha: não conhecia Cascais! Nunca tinha ido. E gostamos muito.




Mafra e a sua belíssima biblioteca!




Lisboa, menina e moça!






Conquistando os meus filhos, está tuuuuuuudo conquistado!

Andamos ainda pelo Alentejo, visitando família e amigos e soube tão bem ver-nos através do olhar dos outros.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Do Inesperado

18h
Ele: Já vais para casa? Vão-te entregar uma prenda.
Eu: A esta hora?? Vou chegar tipo 19h... não creio que existam entregas nesse horário.

20h
Eu: Mas de certeza que vão entregar hoje? Acho que estás a perceber mal. Sabes perfeitamente que não entendes português. De certeza que estás a confundir-te!
Ele: Espera! Não adormeças. De certeza que entregam hoje!

22h
Eu: Mas estás a gozar? Levantei-me cedíssimo! Estou a morrer de sono! Diz para entregarem amanhã! Que raio de transportadora é essa?
Ele: Calma! Resiste. Juro que não tardam.

23.11h
Eu: [Já a dormir, de mau humor, irritada]
Ele: Vê o Facebook


Estranho... fico confusa... saiu de casa aos tropeções em pijama, creme na cara e...
Abro a porta e lá está ele. De pé. Com flores e chocolates. Sem que eu sequer suspeitasse que vinha a caminho.
E tivemos 10 dias de sonho!

terça-feira, 12 de novembro de 2019

A missão

Sempre acreditei no Destino e na ideia de que todos nascemos com um propósito, uma missão que dá sentido a esta vidinha que não pode ser só ir à escola, ser adulto, trabalhar para pagar contas, casar e ter filhos e observá-los até morrer.
Eu entendi que o meu rumo é Humanitário. Não tenho dúvidas de que aquilo que me move é trabalhar para o bem estar do próximo, para a mudança social.
Como tal, tornei-me Assistente Social. 
E pensava "De certeza que somos (os Assistentes Sociais) todos muito bonzinhos, altruistas. Afinal, isto não dá propriamente dinheiro nem futuro".
Pois enganei-me!
Numa licenciatura cheia de Constanças, Carminhos e João Maria, entendi que o Serviço Social é tido como uma profissão "de bem" para moças casadoiras que ajudam os pobrezinhos.
Quando foi necessário decidir estágios, ouvi mais colegas do que aqueles que seriam expectaveis afirmar coisas como "Oh professor, veja lá que eu com sem abrigos não quero! Cheiram muito mal, é um horror!". Ou "Drogados!! Que nojo!". Ou "Mães carenciadas e questões de aborto? O meu Deus não apoia"... And go one, go one...
Surpreendeu-me ver o gosto que 90% dos meus colegas tinha pelo trabalho de Gabinete. Ou seja, malta que preenche papeis do RSI, entre outros, num gabinete, com ar condicionado, apresentando-se como Doutor /a Tal, olhando os utentes com cara de asco.

Agora que já estamos no mundo real, que por vezes calha-me articular casos com instituições onde encontro antigos colegas, a desilusão é maior. Trabalham estilo "Chapa 5". Ou seja. fazem aquilo para que lhes pagam. Preencher papéis e chegando à sua hora dizer "Ah acabou de ser despejado e está na rua com 5 crianças? Pois, mas sabe que já fechamos, volte amanhã". 

EU NÃO CONSIGO!!
Eu não faço isto por dinheiro, nem por Deus nem por estatuto.
E não consigo entender este tipo de "profissionais".
Eu tenho 2 part times, sendo um deles relacionado com a Deficiencia.
Cabe-me coordenar um transporte adaptado e hoje, quando fiz as contas e vi quanto é que uma Mãe nos deveria pagar para levar diariamente o seu filho com Incapacidade de casa à escola, a mesma disse-me, perante uma quantia que me pareceu minima (cerca de 50€) que não poderia aceder a este serviço, pois está desempregada, com 3 filhos (dois deles com deficiencia) e uma ordem de despejo para Dezembro.
Fiquei sem reação... e a minha chefe e colegas imediatamente avançaram dizendo "Pois, então não há dinheiro, não há carrinha. Boa sorte!".
Fiquei perplexa... 
O que fiz? Liguei para a Câmara, para a Junta de Freguesia, expliquei o caso, pressionei, exigi... e sexta-feira esta senhora será recebida por quem de direito para se tramitar a respectiva resposta social.
Dizem as minhas colegas que fiz mais do que me compete.
Não... fui humana e fiz aquilo para que estudei.

O mesmo no meu outro emprego, onde há 2 semanas às 19h me apareceu uma mulher transexual e emigrante, que não falava uma palavra de português, vitima de tráfico humano a pedir ajuda. Eu estava de saída, eram 19h.
O que fiz?
Ligar à polícia, ir à esquadra, activar a linha de Emergência Social, procurar um abrigo... e chegar a casa às 2h da manhã.

Não me pagam mais por isto. Mas de outra forma não saberia ser Eu.